COBERTURA ESPECIAL - Brasil - Itália - Naval

24 de Janeiro, 2019 - 12:50 ( Brasília )

Itália procura retomar acordo militar e naval com Brasil

Após prisão de Battisti, Itália oferece aproximação militar com Brasil. Acordo havia sido congelado em 2011, depois de asilo ser concedido pelo País ao italiano condenado

Nota DefesaNet

Ao mesmo momento que o Presidente Jair Bolsonaro  e Primeiro-Ministro italiano Giuseppe Conte, em Davos chega ao Brasil uma delegação liderada pela Ministra da Defesa da Itália, Elisabetta Trenta.

A visita é em apoio à participação da Itália com o Grupo Fincantieri, no Programa Corveta Classe Tamandaré (CCT) da Marinha do Brasil.

Itália procura retomar acordo militar e naval com Brasil Link

As ações da Ministra Ministra da Defesa da Itália, Elisabetta Trenta.

CCT - FINCANTIERI: ROAD SHOW no BRASIL para a Indústria Local Link


Jamil Chade
O Estado de S.Paulo


DAVOS - Depois de mudar sua postura em relação a Cesare Battisti, o Brasil recebe uma proposta do governo da Itália para destravar um acordo militar e para que Roma seja o interlocutor de Brasília para conseguir um melhor acesso ao mercado europeu para os produtos exportados pelo País. Nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro esteve reunido com o primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte. Durante o encontro, o italiano agradeceu pela colaboração brasileira no caso de Battisti e ofereceu uma aproximação militar.
Bolsonaro e Conte

De acordo com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Augusto Heleno, um dos pontos levantados seria o interesse dos italianos pela venda de equipamentos militares ao Brasil, além do setor da construção naval. Um dos projetos seria a construção de uma fragata FREMM, com obras na Itália.

Além do setor militar, Roma ofereceu ao Brasil trabalhar para ser uma espécie de porta-voz dos interesses exportadores nacionais no mercado europeu. “Eles se dispõe a criar um grupo dentro da UE para facilitar o acesso do Brasil ao mercado”, explicou o general.

Em declarações ao Estado, o primeiro-ministro Conte explicou que a meta, a partir de agora, é a de aproximar os dois países. “Foi um encontro muito bom. Conversamos como poderemos ampliar nossa cooperação em diferentes campos, inclusive políticos e militar”, disse.

Em 2011, diante da decisão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva de conceder asilo a Battisti, diversos acordos entre Brasil e Itália foram cancelados ou congelados. Naquele anos, parlamentares italianos impediram a aprovação de um acordo de cooperação militar entre os dois países. A medida foi vista como uma retaliação ao Brasil.



 

Comentário DefesaNet

No dia 19JAN2011 DefesaNet publicou o artigo:


DilmaX - Presidente Dilma Torpedeia Acordo Naval com a Itália Janeiro 2011 DefesaNet Link

Ao contrário do exposto no artigo de OESP, o que distanciou os dois países foi o rompimento do  cordo com os italianos para o fornecimento de equipamentos navias dentro do PROSUPER ( Programa de Obtenção de Meios de Superfície).

O PROSUPER acabou tomando um caminho similar ao do F-X2 porém pelo comprometimento financeiro da Marinha do Brasil com o PROSUB não foi possível retomá-lo.

A Marinha do Brasil, através do Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER), buscava contratar, mediante um Acordo entre Governos que garantisse o financiamento e transferência de tecnologia para a construção de:

- 5 Navios-Patrulha Oceânicos (OPV) de 1800 toneladas;
- 5 Fragatas de 6000 toneladas e,
- 1 Navio de Apoio Logístico.

Os Navios-Patrulha  Oceânicos (NPaOc) estão atendidos agora pelo Programa da Corveta Classe Tamandaré (CCT), no qual a empresa italiana FINCANTIERI participa, e as compras de oportunidade de 3 OPV  NPaOc Classe Amazonas, em 2012, da BAE Systems.

Os Návios de Apoio Logístico foram supridos pela aquisição, também de oportunidade, do   Navio Doca Multipropósito (NDM) G40 “Bahia”, adquirido da França, ex-Siroco (2015), e também pelo Porta-Helicópteros Multipropósito, PHM G140 Atlântico, ex-HMS Ocean, adquirido da Royal Navy, em 2018. 

Portanto os italianos miram o contrato das Corvetas Classe Tamandaré , onde são um dos quatro finalistas, junto com a TKMS (Alemanha), Naval Group (França) e SAAB-DAMEN (Suécia).

E a retomada dos navios de escolta com a oferta da Fragats FREMM.

O Editor

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