Comandante da Aeronáutica reforça relevância estratégica da Indústria de Defesa brasileira

Em evento da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), o Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno afirmou que um dos atuais objetivos da FAB é priorizar os produtos nacionais na execução do orçamento

Por Tenente Natália Borges / CECOMSAER.

Eu sempre digo que, em termos de Defesa, o melhor parceiro para o Brasil é um país chamado Brasil”. A opinião é do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno e faz referência à parceria entre as Forças Armadas e a indústria nacional.

O Oficial-General participou, nesta terça-feira (12/05), de uma Reunião Plenária da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), acompanhado de membros do Alto-Comando da Aeronáutica. O encontro aconteceu nas instalações do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP).

O Comandante da Aeronáutica foi convidado a palestrar sobre “Parceria Estratégica e Pacto pela Soberania” e comentou que quer fortalecer cada vez mais relação da Força Aérea com a Base Industrial de Defesa.

A indústria nacional tem uma capacidade muito grande de atender aos nossos pedidos, às nossas necessidades – sejam elas na área espacial, na aeronáutica ou na área de armamento”, apontou o Oficial-General.

Para o Tenente-Brigadeiro Damasceno, o atual desafio da Força Aérea Brasileira é ampliar a capacidade de combate e a indústria nacional pode auxiliar nessa missão. “Hoje, quando você garimpa dentro da nossa indústria, você percebe que encontra, no Brasil, todos os itens que uma Força Aérea precisa. E nós temos que intensificar isso. Estamos prontos para cada vez mais intensificar essa relação usando nosso orçamento, via de regra, na indústria nacional”, reforçou o Oficial-General.

Ainda sobre recursos financeiros, o Tenente-Brigadeiro Damasceno ponderou que o Brasil investe, no setor espacial, 30 vezes menos que a média dos países integrantes do G20. Mas essa realidade tende a mudar, por exemplo, com a criação da Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A. (ALADA) – uma estatal voltada para projetos aeroespaciais. Em seu discurso, o Comandante da Aeronáutica revelou que a inauguração da sede da ALADA, em Brasília (DF), está prevista para agosto deste ano.

Fotos: Sargento Müller Marin / CECOMSAER.

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