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06 de Agosto, 2014 - 13:56 ( Brasília )

SBC x SJC - Disputa por empresas bélicas e aeronáuticas pode abrir crise entre as duas cidades

Disputa por empresas bélicas e aeronáuticas pode abrir crise entre as cidades paulistas: São José dos Campos e São Bernardo do Campo

Texto atualizado 18:00 07 AGO 2014
 

Julio Ottoboni
Especial para DefesaNet

 
A Conferência "O Comando da Aeronáutica Apresenta seus Projetos  Estratégicos e Demandas de Produtos e Serviços às Empresas do Grande ABC". A conferência Nova Fronteira da Indústria de Defesa, em São Bernardo do Campo, realizado pela prefeitura local no último dia 30 Julho, abriu um crise com setores de São José dos Campos. Principalmente os ligados ao polo aeroespacial e ao setor político.

O evento foi coordenado pela APL (Arranjos Produtivos Locais) de Defesa do Grande ABC. O evento no ABC paulista, liderado pelo prefeito Luiz Marinho, um petista histórico e que foi fundamental na escolha da SAAB pelo governo federal na concorrência do F-X2, conseguiu levar 550 empresas a participarem assim como o respaldo do Comando da Aeronáutica. Participaram o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito e vários membros do Alto Comando da Aeronáutica.

Isso coincidiu com o recuo da assinatura do termo de cooperação entre as duas cidades, anunciado para o dia 24 do mês passado pelo prefeito Carlinhos Almeida (PT), de São José dos Campos, e divulgado com mais de duas semanas de antecedência, embora isso já venha sendo articulado desde fevereiro deste ano sem que autoridades locais soubessem desta intenção.

Segundo a assessoria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação de São José, explicou que “a assinatura do termo de cooperação entre São José e São Bernardo foi adiada por questões de agenda. Avisaremos assim que uma nova data for definida”, num lacônico comunicado que não foi sequer divulgado amplamente para a imprensa. O secretário Sebastião Cavalli teria ido ao encontro no ABC, mas sua assessoria não informou se ele assinou o tal acordo.

“Vamos querer esclarecimentos sobre isso, pois temos informações de aliciamento de empresas do setor por parte da prefeitura de São Bernardo do Campo. Isso já ocorreu no caso da NOVAER e estranhamos muito a postura da prefeitura local neste episódio, finge sempre que não é com ela. É preciso saber se estamos tendo prejuízos com essa política”, comentou o presidente do PSDB e a mais forte oposição ao governo do PT em São José, Anderson Farias.

A Prefeitura de São Bernardo do Campo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, informou a todos os interessados que está ‘suspensa temporariamente’ a cerimônia de assinatura do Termo de Cooperação entre as Prefeituras de São Bernardo do Campo e de São José dos Campos. Apesar de existir a possibilidade do termo já ter sido assinado, conforme desconfiança dos vereadores locais de oposição.

Isso já teria sido manifesto em outras ocasiões, conforme reportagem do jornal Diário do Grande ABC. O secretário de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos, Sebastião Cavalli, visitou no dia 27 de fevereiro deste ano a prefeitura de São Bernardo, para discutir detalhes para a assinatura de termo de cooperação na área da indústria da defesa. O que, no entanto, só foi divulgado para no Vale do Paraíba em julho.

A perspectiva é que haja integração e intercâmbio nesse segmento, avalia Jefferson da Conceição, secretário de Desenvolvimento Econômico são-bernardense. “As cidades não querem competir, mas cooperar entre si”, afirmou.

São Bernardo pretende ter um aeroporto internacional e abrigar um dos maiores núcleos de produção militar e aeronáutica do hemisfério sul com a chegada da SAAB. Entretanto,o secretário do ABC destacou que, embora o município do Grande ABC queira dar impulso às fabricantes no fornecimento de peças para as Forças Armadas, isso “não bateria de frente com a cidade do Vale do Paraíba”.

Em 16 de maio um novo pronunciamento, desta vez de Marinho, na imprensa na maior região metalúrgica de São Paulo. “Seremos um polo produtor de peças e tecnologia aeroespacial. A partir do acordo com São José vamos realizar um trabalho conjunto. Não há disputa, e sim união de esforços, já que no projeto do Gripen teremos, além da Saab, muitas  empresas que podem produzir equipamentos”, disse o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho.

“O objetivo do acordo é unir esforços para fortalecer a indústria de defesa. As fábricas de São José possuem grande conhecimento e já produziram  para diversos projetos das Forças Armadas Brasileiras. As empresas podem fazer parcerias, associações ou até implantar unidades em São Bernardo”, afirmou Sebastião Cavali, secretário de Desenvolvimento de São José, cidade que abriga 95% da produção nacional do setor.

Agora o vereador Fernando Petiti, do PSDB, usará a tribuna nesta semana para cobrar explicações do executivo local, governado pelo PT embora sem o prestígio que goza Luiz Marinho junto ao governo federal, no qual já foi ministro na época do governo Lula.

“Queremos saber em detalhes o que está acontecendo, a prefeitura não tem transparência alguma principalmente neste assunto. Temos informações de aliciamento de empresas daqui por São Bernardo, que com apoio do governo federal pretende montar um polo concorrente ao existente em São José e com isso levar boa parte de nossas empresas”, destacou o vereador.

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