Acordo Coletivo de Trabalho assinado pelo presidente do Sindicato, Weller Gonçalves, e pelo diretor-presidente da Avibras (Brasil Crédito), Fábio Guimarães Leite,
Sindicato dos Metalurgicos de São Josét
Fotos Lucas Lacaz Ruiz para DefesaNet
24 Março 2026
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região e a Avibras Indústria Aeroespacial oficializaram, na terça-feira (24MAR2026), o Acordo Coletivo de Trabalho que traz as condições para a retomada das atividades da principal indústria bélica do país.
O acordo estabelece o pagamento da dívida trabalhista, em forma de indenização social. O débito está acumulado desde 2022 e soma R$ 230 milhões.

Diretor-presidente da Avibras (Brasil Crédito), Fábio Guimarães Leite,
A assinatura sintetiza quatro anos de luta dos trabalhadores, que permaneceram 1.280 dias em greve, sem receber salários e direitos.
A previsão é que a Avibras volte a operar até 30 de abril, com a recontratação inicial de 210 trabalhadores. A partir de junho, mais 240 serão chamados de volta à fábrica.
O acordo foi assinado pelo presidente do Sindicato, Weller Gonçalves, e pelo diretor-presidente da Avibras, Fábio Guimarães Leite, na sede do Sindicato.


O Diretor-presidente da Avibras (Brasil Crédito), Fábio Guimarães Leite, e a advogada Fernanda Franco (Brasil Crédito)
A fábrica estava parada desde 2022, quando a direção da empresa parou de pagar os salários e os trabalhadores entraram em greve, só encerrada no último dia 11MAR2026.
Além de ser estratégica para o Brasil, a Avibras também tem grande importância para o Vale do Paraíba. São duas unidades, uma em Jacareí e uma em Lorena, com alto potencial tecnológico e de geração de empregos. Antes da crise, a empresa contava com cerca de 1.400 funcionários.


Apesar da vitória, com a conquista do acordo, o Sindicato continuará defendendo a estatização e cobrando do governo federal a assinatura de novos contratos com a empresa.
“Este é um fato histórico. A Avibras só não fechou as portas graças à persistência do Sindicato. É uma vitória para o país ter de volta a sua principal indústria de Defesa, que quase foi entregue ao capital estrangeiro. Embora continue sendo uma empresa privada, ainda é uma empresa nacional, e o Sindicato vai se manter à frente da campanha pela estatização sob controle dos trabalhadores”, afirma Weller Gonçalves.




















