Operações das Forças Armadas impõem mais de R$ 750 milhões de prejuízo ao crime organizado em 2025

Ações do e da ampliam o combate ao narcotráfico, garimpo ilegal e crime organizado em áreas estratégicas da Amazônia e das fronteiras brasileiras.

Por Redação DefesaNet

As operações conduzidas pelo e pela ao longo de 2025 reforçam a crescente atuação das Forças Armadas no combate às economias ilícitas em regiões estratégicas do território nacional. Somadas, as ações já causaram prejuízos superiores a R$ 750 milhões ao crime organizado, ao narcotráfico e ao garimpo ilegal na Amazônia e nas faixas de fronteira do País.

Na faixa de fronteira, o Exército Brasileiro informou que suas operações impuseram perdas superiores a R$ 600 milhões às organizações criminosas. As ações envolveram patrulhamento terrestre e fluvial, operações de inteligência, apreensão de drogas, armas, contrabando e destruição de estruturas logísticas utilizadas por grupos criminosos que atuam nas áreas limítrofes brasileiras.

Segundo a Força Terrestre, as operações fazem parte da estratégia permanente de presença e dissuasão em regiões consideradas sensíveis para a segurança nacional. O emprego integrado de tropas, sensores, meios de monitoramento e sistemas tecnológicos, como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), amplia a capacidade operacional em uma área que ultrapassa 16 mil quilômetros de extensão e conecta o Brasil a dez países sul-americanos.

A atuação militar ocorre em um ambiente marcado pela presença crescente de organizações criminosas transnacionais ligadas ao narcotráfico, tráfico de armas, contrabando e mineração ilegal.

Fronteiras: o desafio do controle territorial

O Brasil possui uma das maiores extensões fronteiriças do mundo, com mais de 16 mil quilômetros conectando o País a dez nações sul-americanas. Trata-se de uma área marcada por enormes desafios logísticos, baixa densidade populacional em diversos trechos e intensa atuação de organizações criminosas transnacionais.

Nesse cenário, o Exército Brasileiro intensifica o conceito doutrinário de “presença e dissuasão”. A lógica é simples: a ausência do Estado favorece a ocupação territorial pelo crime organizado.

As operações realizadas em 2025 demonstram o emprego crescente de:

  • inteligência integrada;
  • monitoramento tecnológico;
  • patrulhamento terrestre e fluvial;
  • apoio aéreo;
  • integração com órgãos de segurança pública.

O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) surge como um dos principais multiplicadores dessa capacidade operacional, permitindo ampliar vigilância, comunicação e consciência situacional em áreas historicamente vulneráveis.

Além do impacto operacional, os números divulgados também possuem forte dimensão política e estratégica. Ao apresentar elevado prejuízo imposto ao crime organizado com investimento relativamente reduzido, a instituição reforça o discurso de eficiência operacional e da importância dos investimentos em defesa e monitoramento de fronteiras.

Marinha na Amazônia: guerra logística contra o garimpo ilegal

Paralelamente, na Amazônia, a Marinha do Brasil intensificou o combate ao garimpo clandestino durante operações realizadas na região amazônica. A Força inutilizou 50 dragas ilegais utilizadas na extração irregular de ouro e estimou prejuízo superior a R$ 151 milhões às estruturas criminosas envolvidas na atividade.

As ações ocorreram no contexto da Operação “Ágata Amazônia 2026”, coordenada pelo Ministério da Defesa, abrangendo áreas dos rios Japurá, Jutaí e Tefé, no Amazonas. Além das dragas, foram apreendidos mercúrio, combustível, armas, munições, motores e embarcações empregadas pelas organizações criminosas.

O garimpo ilegal na Amazônia passou a ser tratado pelas autoridades como atividade associada ao crime organizado, envolvendo lavagem de dinheiro, degradação ambiental, contaminação de rios por mercúrio, invasão de áreas protegidas e financiamento de redes ilícitas.

As dragas destruídas representam a principal infraestrutura logística da mineração clandestina nos rios amazônicos. Sua neutralização reduz significativamente a capacidade operacional dessas organizações em regiões de difícil acesso e elevada complexidade geográfica.

O ambiente amazônico também exige capacidades específicas:

  • mobilidade fluvial;
  • patrulhamento ribeirinho;
  • presença permanente;
  • interoperabilidade entre Marinha, Exército e Força Aérea.

Nesse contexto, os rios amazônicos assumem importância semelhante à de corredores logísticos estratégicos, onde controlar a circulação significa limitar a capacidade de expansão do crime organizado.

Aspecto político relevante

As operações recentes demonstram uma mudança importante no emprego das Forças Armadas brasileiras, cada vez mais envolvidas em missões de controle territorial, repressão a ilícitos transnacionais e proteção de áreas estratégicas.

Além do impacto operacional imediato, as ações buscam reforçar a presença do Estado em regiões historicamente vulneráveis, onde a ausência de fiscalização permanente favorece a atuação de grupos criminosos e economias ilegais.

A manutenção dos resultados depende da continuidade das operações, da integração entre Forças Armadas, órgãos ambientais, Polícia Federal e sistemas de inteligência, além da ampliação da presença estatal em áreas remotas da Amazônia e das fronteiras terrestres.

As operações conduzidas em 2025 evidenciam que o controle da Amazônia e das fronteiras brasileiras tornou-se elemento central da estratégia nacional de soberania, segurança e proteção dos recursos estratégicos do País.

A defesa nacional contemporânea já não se restringe à hipótese clássica de conflito entre Estados. Ela passa a incorporar ameaças híbridas, redes criminosas transnacionais, disputas por recursos naturais e ocupação irregular de áreas estratégicas.

A Amazônia, nesse contexto, torna-se simultaneamente:

  • patrimônio ambiental;
  • ativo geopolítico;
  • espaço econômico;
  • área de interesse estratégico internacional.

Da mesma forma, as fronteiras deixam de ser apenas linhas geográficas para se transformarem em zonas permanentes de disputa logística e controle territorial.

Operação Ágata Amazônia

A Operação Ágata Amazônia 2026 é coordenada pelo Ministério da Defesa e conduzida pelo Comando Conjunto Harpia, tendo como objetivo intensificar a presença do Estado na região amazônica e apoiar o combate aos crimes transfronteiriços e ambientais. As Forças Armadas atuam em conjunto, com militares da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, com apoio de agências governamentais.

As ações conduzidas em 2025 pelo Exército Brasileiro e pela Marinha do Brasil demonstram que Amazônia e fronteiras tornaram-se elementos centrais da estratégia nacional de segurança e soberania.

Mais do que operações militares convencionais, trata-se de um esforço contínuo de controle territorial, repressão às economias ilícitas e afirmação da presença do Estado em regiões historicamente vulneráveis.

Em um cenário internacional marcado por disputas geopolíticas, pressão sobre recursos naturais e expansão do crime transnacional, a soberania brasileira passa, cada vez mais, pela capacidade de controlar seus rios, suas fronteiras e seus espaços estratégicos.

Fonte: Exército Brasileiro e Agência Marinha de Notícias.

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