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23 de Dezembro, 2021 - 10:20 ( Brasília )

Estados Unidos falham pela terceira vez em teste de míssil hipersônico


Os Estados Unidos começaram a trabalhar, em abril de 2021, em um protótipo de míssil hipersônico AGM-183A, a fim de se protegerem de possíveis ataques de China e Rússia. Mas o país não tem tido muito sucesso nos testes até esse momento. Heath Collins, general da Força Aérea dos Estados Unidos responsável pelo projeto, informou que o Lockheed Martin apresentou a terceira falha consecutiva e não pôde ser testado no último dia 15 de dezembro como deveria:

"A sequência de lançamento foi abortada antes do lançamento com um problema desconhecido. O míssil retornará à fábrica e a análise da telemetria e dos dados de bordo começará imediatamente. O programa buscará retomar o teste de voo o mais rápido possível”.

De acordo com o relato oficial, o míssil foi montado corretamente sob a asa de um B-52H, mas não conseguiu ser disparado. Ainda não há projeção sobre quando um novo teste será realizado para ver se, enfim, o AGM-183A estará pronto para emergências.

Como funciona um míssil hipersônico?

Um míssil hipersônico é uma Arma de Resposta Rápida Lançada Aérea (Arrw, na sigla em inglês). E como ele funciona?

Em uma explicação simples, pode-se dizer que um míssil hipersônico, ou HCM, é um projétil movido por um sistema de propulsão capaz de quebrar a barreira do som durante seu voo. A velocidade do som, para quem não sabe, é de 1.238 km/h.

James Acton, codiretor do Programa de Política Nuclear do Carnegie Endowment for International Peace, centro de estudos com sede em Washington, explicou que um míssil hipersônico pode chegar a velocidades entre Mach 5 e 20, ou seja: até 20 vezes maiores que a do som.

A precisão é outro ponto importante no míssil hipersônico. O foguete carrega o míssil até um ponto predeterminado e, de lá, ele parte na velocidade estipulada até atingir o alvo estabelecido nas coordenadas.

Os mísseis hipersônicos também são projetados para realizarem manobras em pleno voo e para ficarem no ar em tempos curtos. Isso faz com que eles tenham menos possibilidades de serem detectados e, por consequência, interceptados.


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