COBERTURA ESPECIAL - Guerra Informação e Híbrida - Inteligência

26 de Maio, 2017 - 02:20 ( Brasília )

EXCLUSIVO - Castrochavismo pleiteia na OEA que Dilma retorne à Presidência

Na capital americana, Washington DC, na sede da OEA foi travada uma batalha diplomática, mais um item da Guerra Híbrida travada contra o Brasil

A série a Guerra Híbrida chegou ao Planalto é composta de dois artigos:

1 - Guerra Híbrida Chegou ao Planalto Central Link

2 - Castrochavismo pleiteia na OEA que Dilma retorne à Presidência Link

O Editor


 


Edgar C. Otálvora
Especial para DefesaNet

 
Restaurar Dilma Rousseff como presidente do Brasil foi a proposta apresentada pelo representante do governo do Equador, em uma reunião incomum da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada, em 24MAIO2017, na sua sede em Washington DC.

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O Conselho Permanente da OEA, corpo formado por representantes dos governos pwloa países membros, foi convocado para uma sessão ordinária para tratar de três questões:

a- Aprovação do detalhes referentes à organização da próxima Assembleia Geral Ordinária, a ser realizada no México em meados do mês de junho;
b - Aprovar detalhes da organização e cerimonial da reunião extraordinária de chanceleres ( "Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores"), sobre a "situação na República Bolivariana da Venezuela" definida para 31MAIO2017 em Washington, e,
c – A despedida do Observador Permanente da Espanha
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Dois dias antes da reunião regular, o representante do governo equatoriano, Marco Vinicio Albuja, deu ao Presidente do Conselho Permanente, atualmente exercido pelo boliviano Diego Pary, uma nota verbal solicitando a inclusão na agenda, de 24MAIO2017 o ??tópico "situação política na República Federativa do Brasil, de acordo com os princípios democráticos da nossa organização ". O pedido do Equador chamou a atenção das chancelarias da região, porque foi feita por um governo, que se terminava no mesmo dia da reunião, uma vez que Rafael Correa passava a presidência ao seu delfim Lenín Moreno, em Quito.

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O pedido de inclusão do item "Brasil" na agenda, não foi consultado pelo representante equatoriano ao seu colega brasileiro, embaixador José Luiz Machado e Costa, contradizendo a posição do Equador e outros aliados castrochavistas na OEA sobre o tratamento de "assuntos internos" dos países membros. Sistematicamente, o governo de Rafael Correa se opôs durante os últimos quatro anos na OEA, em considerar a situação da Venezuela, sem a aprovação do "país em causa".

O Equador participou dos grupo de governos, que impediram a intervenção da oposicionista venezuelana María Corina Machado, na sessão de 21MAR2014, da OEA.

O Equador é parte do grupo de governos que votam sistematicamente contra as ações do Secretário-Geral Luis Almagro referente à crise na Venezuela, acusando-o de "interferência". O representante do Equador se opôs à realização das várias reuniões do Conselho Permanente da OEA, agendadas nos últimos meses, em busca de uma linha de ação sobre a Venezuela. O Equador tentou boicotar, com o governo de Maduro, adiando a próxima reunião de Chanceleres sobre a Venezuela.

O pedido do Equador para considerar a situação política no Brasil foi, obviamente, um ato de provocação ordenada pelo quase ex-presidente Rafael Correa, que, como parte da aliança Castrochavista, se ressente do “impeachment” de Dilma Rousseff no Brasil e a consequente perda da máquina do governo brasileiro.




Nota Verbal entregue pelo representante do Equador .



A reunião do Conselho Permanente da OEA, de 24MAIO2017, foi conduzida sob a liderança de Jean-Victor Harvel Jean-Baptiste, representante do Haiti, que exerceu a vice-presidência do órgão durante o mês de Maio.

O Haiti deu a palavra ao representante do Equador, que se referiu aos pedidos de “impeachment”, que diversos setores propõem contra o presidente do Brasil, Michel Temer, seguindo as denúncias do proprietário da empresa da JBS, Joesley Batista.

O representante do Equador afirmou: "Se as coisas continuarem como estão, são dois os caminhos. Eles pediram ao presidente Temer para colocar a sua demissão e ele disse que não vai renunciar. Se a renúncia acontecer é provável que o Congresso novamente eleja um novo presidente. Ou corresponderia de acordo com os princípios da Carta da Carta Democrática da OEA o retorno de Dilma Rousseff à presidência uma vez que, verifica-se que o julgamento político contra ela não só carecia de provas, mas foi comprado. Isto não é se intrometer nos assuntos internos de um país ... "

O porta-voz de Rafael Correa na OEA baseou suas afirmações em um relatório publicado pelo jornal argentino “prokirchnerista”,  Pagina 12, na edição de 21MAIO2017. Na reportagem afirma que os proprietários da empresa JBS teriam pago "30 deputados para o impeachment" de Dilma Rousseff. Esta versão não corresponde à informação, que foi publicada no Brasil, onde, pelo contrário, sabe-se que a empresa JBS pagou cinco deputados se opor à impeachment contra Rousseff.

Clique na imagem para acessar o artigo original na Página 12.
Trata-se de uma desinformação pois o que foi mencionado é que o então Deputado Eduardo Cunha arregimentou grupo de votos com apoio da JBS.



Deve ser lembrado que a empresa JBS tornou-se um dos maiores fornecedores de proteína animal no mercado mundial alavancada por empréstimos em condições generosas ??e apoio político internacional fornecidos pelos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff. A fonte de informação utilizada pelo embaixador do Equador junto à OEA é um meio que tem atuado como parte do tecido da propaganda do castrochavismo. Recentemente, o jornal de Buenos Aires Página 12 foi a plataforma de mídia usada pelo governo de Rafael Correa para dar "credibilidade" para uma campanha de difamação contra o candidato da oposição Guillermo Lasso nas recentes eleições presidenciais no Equador.

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O representante do Brasil na OEA, José Luiz Machado e Costa, tomou a palavra para responder ao Equador. "Mesmo que nós não vemos nenhuma razão para levar a questão ao Conselho (...) não podemos escapar uma certa contradição no proponente país [Equador] deste debate, ele tem recusado várias vezes a discussão da grave situação interna em Estado-Membro cuja crise política, econômica, social e humanitária parece que ele não tem a mesma preocupação ", em referência óbvia ao caso venezuelano. "Não há nenhuma alteração da ordem constitucional no Brasil. Apesar do momento complexo na esfera política doméstica, prevalece o pleno exercício das liberdades democráticas "..." A inclusão deste ponto na agenda de hoje é uma tentativa mal disfarçada de mudar o foco de nossa atenção enquanto nos preparamos para discutir, na próxima semana, a situação na Venezuela ".

Representantes do Paraguai, México, Chile, Argentina, EUA, Canadá, Colômbia e Uruguai tomaram a palavra para apoiar o governo brasileiro. Nenhuma delegação aprovou a posição do Equador.

Enquanto na sede da OEA em Washington uma escaramuça de discursos diplomáticos, que refletem as tensões entre os governos da região, a sete mil quilômetros, em Brasília era realizado, um violento protesto, na ação “Ocupa Brasília”, marcha convocada pelas organizações que apoiam Lula da Silva: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST). Nos últimos meses ameaçaram incendiar as ruas do Brasil para derrubar o governo Temer, salvar Lula da prisão e restabelecer o PT no poder.


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