COBERTURA ESPECIAL - Cyberwar - Tecnologia

02 de Fevereiro, 2014 - 21:56 ( Brasília )

Conexões Globais - A internet foi tema central

A atitude dúbia do s governos estadual (RS) e Federal na aproximação com as comunidades que participam e integram os movimentos ativistas de rua ficou explícito no Conexôes Globais.



Liane Fraga
Enviada Especial DefesaNet


As manifestações de junho usaram a internet para se comunicar e aumentar o número de pessoas no protesto. Contudo, não foi só no Brasil que essa ferramenta ganhou destaque, nos protestos do México, da Turquia e da Tunísia, por exemplo, foi uma forma alternativa de passar a informação dos acontecimentos. Usada como meio mais rápido de transmitir o fato, ela foi o tema central do Conexões Globais, que ocorreu nos dias 24 e 25 de janeiro, em Porto Alegre, na Casa de Cultura Mário Quintana,  com a participação de ativistas de várias partes do mundo.
 
Com a Copa a menos de seis meses para acontecer e as manifestações de junho passado, os ativistas estão bastante esperançosos com a possibilidade de repetir o que ocorreu no período da Copa das Confederações. O olhar da mídia internacional sustenta a esperança de voz, além da internet, para o que está acontecendo no país. A organização das manifestações a partir das redes sociais está cada vez mais ativa e as várias formas de manifestações foram explicitadas, principalmente, na palestra “Três anos de Revoltas Interconectadas – de Túnis ao Brasil”.
 
Antes de começas o debate sobre “Soberania Digital e Vigilância na Era da Internet”, que ocorreu no primeiro dia de evento, houve protestos a favor do asilo do ex-analista da inteligência americana Edward Snowdem no país. Durante a palestra, a cyber espionagem foi combatida ressaltando a utilização de cryptografia nos computadores para dificultar o acesso aos dados. Nesse contexto, o Conexões Globais promoveu um Encontrão Hackerem para a troca de informações e dicas para proteger o sistema computacional.
 
Além do governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro, outros representantes de diversas áreas do governo participaram da palestra “As Jornadas de Junho e o Futuro da Democracia no Brasil” e fizeram contraponto a Bruno Torturra, da Mídia Ninja. A falta de outros grupos que estiveram presentes nas manifestações de junho foi criticada nas palestras seguintes, pois enriqueceriam o debate.
 
No debate “Espaço Público e Sociedade em Rede”  com os palestrantes integrantes de vários movimentos engajados na luta contra um determinado modelo houve contraposição pelo secretário de governança de Porto Alegre César Busatto que tomou a palavra e questionou alguns pontos colocados. No contesto, o secretário foi vaiado durante a explanação pelo público manchando o contexto de diálogo no evento.
 
O calor de quase 40 ?C, no primeiro dia, e um pouco menos no segundo, atrapalhou um pouco o evento assessorado por bombeiros junto com uma ambulância aposta no local. Apesar dos diversos discursos e exposições de argumentos divergentes, houve pouca abertura para o confronto de ideias. Em alguns momentos as palestras foram criticadas por não ter mais pluralidade nos convidados para a troca de pontos de vista.