Certo é a-Pimenta-r ainda mais a discussão sobre os motivos que estão levando a FAB a escolher Santa Maria como futura sede operacional dos caças Gripen abandonando Canoas. Na foto a arte do que poderia ser um Gripen voando no Esquadrão Pampa
Nelson During
EditorChefe – DefesaNet
A Base Aérea de Santa Maria (BASM), no Rio Grande do Sul, deverá receber os 16 caças F-39 Gripen previstos no aditivo contratual do programa brasileiro de aquisição da aeronave sueca. A incorporação dessas aeronaves representará uma importante reorganização da aviação de combate da Força Aérea Brasileira (FAB) na região Sul. Os novos caças substituirão os A-1M AMX, atualmente operados pelos esquadrões Poker e Centauro, consolidando Santa Maria como um dos principais centros de aviação de combate do País.
A previsão é que Santa Maria comece a receber os Gripen após 2032. Com 16 aeronaves, a base deverá assumir um papel central na defesa aérea da região Sul, realizando missões de Alerta de Defesa Aérea, interceptação e policiamento do espaço aéreo. A partir de sua posição geográfica, os Gripen terão condições de responder a eventuais ameaças e proteger áreas estratégicas do território nacional, incluindo as regiões próximas às fronteiras com Argentina, Uruguai e Paraguai.
Essa mudança deverá determinar também o futuro da Base Aérea de Canoas (BACO) e do tradicional Esquadrão Pampa, uma das mais antigas e respeitadas unidades de caça da FAB. A desativação da unidade e o encerramento de suas atividades de aviação de combate já são tratados como praticamente certos no cenário de reorganização da Força Aérea. A principal exceção seria uma eventual decisão de manter aeronaves de caça em Canoas, com a destinação de Gripen ou outro vetor para substituir os F-5EM/FM atualmente operados pelo esquadrão.
Caso essa alternativa não seja adotada, a retirada dos F-5EM/FM, prevista para 2035, eliminará a principal justificativa operacional para a manutenção da estrutura de combate em Canoas. Com os Gripen concentrados em Santa Maria, a FAB deixaria de ter uma razão operacional e econômica consistente para manter duas bases relativamente próximas dedicadas à aviação de caça. A tendência, portanto, seria concentrar pessoal, infraestrutura, manutenção e recursos em Santa Maria, encerrando uma longa trajetória de operações de caça em Canoas.
A mudança também reflete uma transformação tecnológica na FAB. A substituição dos A-1M e F-5 por aeronaves de quarta geração avançada, com radar AESA, sensores integrados, guerra eletrônica e armamentos modernos, permitirá ampliar significativamente a capacidade de defesa aérea e combate da Força. A concentração dos meios em Santa Maria deverá facilitar a gestão logística e permitir que os Gripen mantenham aeronaves em condições de alerta para proteger o espaço aéreo do Sul do Brasil.

Bolacha atual do 1º/14º GAV Esquadrão Pampa – Arte ABRA PC
Unidade de Caça criada em 24 de março de 1947.
Voaram, entre outras, as seguintes aeronaves:
Curtiss P-40E/K/M/N Tomahawk
Gloster TF-7 e F-8 Meteor
Lockheed TF-33A Thunderbird
Northrop F-5 E/M/F Tiger II (atual)
Em 1980 foi criada a bolacha que está ayé os nosso dias e surge o “Zé Gaúcho” adaptação do Zé Carioca que tinha antes.
Em 2005 recebeu a primeira unidade do F-5EM modernizado pela EMBRAER/AEL
Em 2008 participou da RED FLAG nos Estados Unidos
Em 2025 comemorou 100.000 horas de vôo e em 2027 serão os 80 anos (?)
O possível encerramento das atividades de caça em Canoas representará o fim de um importante capítulo da história da aviação militar brasileira e do Rio Grande do Sul. O Esquadrão Pampa construiu uma trajetória de décadas na defesa aérea nacional, mas a modernização dos meios e a necessidade de racionalização dos recursos poderão determinar seu desaparecimento da estrutura operacional da FAB. Salvo uma decisão de manter outra aeronave de caça em Canoas, Santa Maria deverá assumir definitivamente a posição de principal base de aviação de combate da Força Aérea Brasileira na região Sul.
Nota de Redação – Circula que Comando da Aeronáutica estaria recebendo pressões da área política de Brasília, para a transferência para Santa Marian e a liberação da área da Base Aérea de Canoas para especulação imobiliária.



















