Nelson During
Editor-Chefe — DefesaNet
Informações exclusivas obtidas pelo DefesaNet junto a uma fonte do Ministério da Defesa indicam que os atuais comandantes das Forças Armadas não deverão permanecer nos cargos. Na FAB, os Tenentes-Brigadeiros do Ar Walcyr Josué de Castilho Araújo e Ary Soares Mesquita são os nomes cotados, e um deles poderá assumir a chefia do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
A próxima gestão presidencial deverá promover mudanças no comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Segundo informações obtidas pelo DefesaNet junto a uma fonte do Ministério da Defesa (MD), os atuais comandantes das três Forças não deverão permanecer nos cargos.
As escolhas poderão não seguir a ordem de antiguidade dos oficiais-generais. Na Marinha, o favorito seria o atual chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Arthur Fernando Bettega Corrêa. No Exército, o nome cotado é o do General-de-Exército Francisco Humberto Montenegro Júnior, atual chefe do Estado-Maior do Exército.
Na Força Aérea Brasileira (FAB), a disputa estaria concentrada entre dois oficiais-generais: o Tenente-do-Brigadeiro-do-ar Walcyr Josué de Castilho Araújo, atual chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, e o Tenente-Brigadeiro do ar Ary Soares Mesquita, secretário de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica.
Marinha: modernização da frota de superfície e aeronaval
Na Marinha, o Almirante-de-Esquadra Bettega aparece como possível sucessor do Almirante-de-Esquadra Marcos Sampaio Olsen.
O próximo comandante terá de dar continuidade aos programas de construção naval, renovar os meios da esquadra e modernizar a força aeronaval. Entre as prioridades estão a substituição dos meios de asa fixa empregados em missões de esclarecimento e ataque, a incorporação de drones de vigilância e ataque para operação a partir do NAe Atlântico, a continuidade do programa das fragatas Classe Tamandaré e a construção de navios-patrulha de 500 toneladas.
Também será necessário recuperar a disponibilidade operacional de navios e aeronaves, em um cenário de restrições orçamentárias e necessidade de definir prioridades de investimento. E o PROSUB avançar para uma nova fase com a primeiro submarino brasileiro movido a propulsão nuclear convencionalmente armado, sem armas nucleares.
Exército: blindados, defesa antiaérea e drones
No Exército, Montenegro é apontado como possível sucessor do General-de-Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva.
A próxima gestão terá de avançar no desenvolvimento da nova família de blindados sobre lagartas, na implantação de uma capacidade de defesa antiaérea de média altura e na aquisição de drones para missões de vigilância e ataque. Esses programas deverão ampliar a mobilidade, o poder de combate e a proteção contra ameaças aéreas, além de fortalecer as capacidades de reconhecimento e vigilância da Força Terrestre.
A execução dependerá de planejamento de longo prazo e de recursos orçamentários compatíveis.
Aeronáutica: dois perfis de liderança
Na FAB, para a sucessão do tenente-brigadeiro-do-ar Marcelo Kanitz Damasceno, Walcyr e Ary apresentam perfis distintos. Piloto de asas rotativas, Walcyr atua em uma área diretamente ligada ao planejamento estratégico da Força. Ary, piloto de transporte, reúne experiência em economia, finanças e administração.
A escolha poderá refletir diferentes prioridades entre planejamento, gestão de recursos e desenvolvimento de projetos para recompor a capacidade operacional da FAB. A Força também terá de acelerar a aquisição de novas aeronaves e a modernização de seus meios, além de enfrentar a evasão de pilotos para a aviação civil.
Estado-Maior Conjunto: Walcyr ganha força
A sucessão na chefia do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) poderá influenciar a composição da próxima cúpula militar.
Pelo critério de rodízio entre as Forças, após a Marinha, a indicação para a função caberia à Aeronáutica. Assim, um dos dois Tenentes-Brigadeiros cotados para o comando da FAB poderá ser escolhido para chefiar o EMCFA.
Caso prevaleça o critério de antiguidade, a preferência recairia sobre Walcyr Josué de Castilho Araújo, atual chefe do Estado-Maior da Aeronáutica. Essa possibilidade abriria espaço automaticamente para Ary Soares Mesquita no comando da FAB, já que ele seria o oficial mais antigo da Força.
A hipótese, contudo, não foi confirmada oficialmente. A chefia do EMCFA coordena a integração das três Forças e assessora o ministro da Defesa em questões relacionadas ao emprego conjunto do poder militar brasileiro.
Desafios para a próxima gestão
A renovação da cúpula militar ocorrerá em um momento de decisões relevantes para a defesa brasileira. O principal desafio será estabelecer prioridades e garantir recursos para transformar os programas de modernização da Marinha, do Exército e da FAB em capacidades militares efetivas.
Os nomes de Bettega, Montenegro, Walcyr e Ary estão no radar da sucessão. As definições dependerão das decisões oficiais do presidente da República e do novo ministro da Defesa.





















