Marinha do Brasil emprega meios da Esquadra na “ADEREX I/2026”

Operação envolveu cerca de 1.500 militares e meios navais, aeronavais e de operações especiais, com simulações de combate em alto-mar

Por Agência Marinha de Notícias

A Marinha do Brasil (MB) realizou, de 13 a 17 de abril, a Operação “ADEREX I/2026”, no litoral entre o Rio de Janeiro (RJ) e Cabo Frio (RJ), reunindo cerca de 1.500 militares em exercícios que simularam cenários de combate em alto-mar.

Sob o comando da 1ª Divisão da Esquadra, a comissão de adestramento reuniu meios do Comando em Chefe da Esquadra, entre eles o Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”, as Fragatas “Constituição”, “Independência” e “União”, a Corveta “Barroso”, o Submarino “Tikuna” e o Destacamento de Mergulhadores de Combate, além das aeronaves AH-11B “Lince”, UH-12 “Esquilo”, AH-15B “Pégasus”, SH-16 “Guerreiro” e AF-1C “Falcão”, bem como a Aeronave Remotamente Tripulada “Scan Eagle”. 

Também participaram o Navio-Patrulha Oceânico “Apa”, do Comando do 1º Distrito Naval, o Navio de Apoio Oceânico “Mearim”, do Comando do 5º Distrito Naval, e a aeronave P-3AM “Orion”, da Força Aérea Brasileira.

Foram realizados exercícios como saída de porto com ameaça assimétrica, com simulação de aproximação de embarcações hostis; navegação sob baixa visibilidade, navegação em canal varrido; trânsito com oposição de superfície e submarina; salto livre operacional (SLOp); exercícios de tiro sobre alvo de superfície e uso de granada iluminativa; light-line, procedimento no qual os navios mantêm aproximação alinhada para transferência de cabos e materiais, e transferência de carga leve; além de manobras táticas e lançamento de torpedo de exercício Mk-46.

Alguns desses exercícios apresentam alta complexidade e exigem elevado nível de planejamento e engajamento dos meios envolvidos. Entre eles, destaca-se o salto livre operacional (SLOp), que consiste na infiltração de militares do Grupamento de Mergulhadores de Combate a partir de helicóptero no Submarino “Tikuna”. O lançamento de torpedo Mk-46, realizado pela Fragata “Independência”, também exige elevado grau de coordenação logística e operacional.

Momento exato do disparo de torpedo de exercício MK-46 a bordo da Fragata “Independência” (F44) – Imagem: Segundo-Tenente Ribeiro/Marinha do Brasil

Melhorias no sistema de comunicação e geolocalização

Como parte do aprimoramento das capacidades operativas, a MB emprega o Sistema de Planejamento, Execução e Controle Tático em Rede Ampliada (SPECTRA), desenvolvido pelo Centro de Apoio a Sistemas Operativos (CASOP), voltado ao apoio às atividades de Comando, Controle e Comunicações.

Nesse contexto, o módulo de navegação utiliza informações de sensores do Global Positioning System (GPS) e do Automatic Identification System (AIS) para aprimorar a geolocalização e o acompanhamento das atividades operacionais da Esquadra.

Já o módulo de comunicação tem por objetivo implementar a troca de dados digitais entre navios por meio de chat, ponto a ponto ou em grupo, além do compartilhamento de arquivos, mensagens padronizadas e até chamadas de vídeo. O sistema passou por diversas fases de testes e, neste ano, encontra-se em implementação gradual nos meios navais da Esquadra.

Reboque do casco do ex-Submarino “Timbira” pelo Navio de Apoio Oceânico “Mearim” – Imagem: Segundo-Tenente Raphael Augusto/Marinha do Brasil

Afundamento do casco do ex-Submarino “Timbira”

A comissão “ADEREX” incluiu o afundamento controlado do casco do ex-Submarino “Timbira”, utilizado como alvo para o lançamento de armas por meios navais e aeronavais da Esquadra. Construído no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, o Submarino “Timbira” foi o segundo da Classe “Tupi” e serviu à MB entre 1996 e 2023, quando foi descomissionado.

Resgate de tripulante de Navio Mercante por meio de aeronave da Marinha

Em 16 de abril, durante a comissão e em coordenação com o SALVAMAR SUESTE, foi realizada uma evacuação aeromédica com aeronave SH-16, orgânica do Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”.

O resgatado, tripulante do navio mercante “Wisdom”, encontrava-se a cerca de 280 milhas náuticas (aproximadamente 500 km) ao sul de Cabo Frio, com suspeita de acidente vascular cerebral.

O resgate foi realizado por meio de içamento por cabo (pick-up), sendo o paciente transportado até o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, de onde seguiu para uma unidade de saúde.

O tripulante do Navio Mercante “Wisdom”, que se encontrava a cerca de 280 milhas náuticas (aproximadamente 500 km) ao sul de Cabo Frio, apresentava suspeita de acidente vascular cerebral.

O resgatado foi retirado do Navio Mercante por meio de içamento por cabo (pick-up) pela aeronave SH-16 e transportado até o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, de onde seguiu para uma unidade de saúde.

Fonte: Agência Marinha de Notícias

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