06 de Novembro, 2013 - 08:08 ( Brasília )

Terrestre

A diplomacia militar do Exército Brasileiro e o ambiente de segurança e defesa na América do Sul


A pesquisa pretende abordar o papel do estamento militar, principalmente do Exército Brasileiro, no processo de integração sul-americana. O trabalho parte dos pressupostos de evolução nos Estudos de Segurança Internacional, no pós-guerra fria, com o a regionalização da segurança e o surgimento de novas ameaças.

Diante do exposto desponta o seguinte problema de pesquisa: em que medida a diplomacia militar do Exército Brasileiro contribuiu para a criação de um ambiente de segurança e defesa sul-americano mais cooperativo? A fim de melhor identificar e detalhar as distintas ações a serem realizadas para procurar compreender a pergunta formulada como problema de investigação, foram traçados o objetivo geral da pesquisa e os seus objetivos específicos.

Assim, o objetivo geral desse estudo é analisar qual o impacto da diplomacia militar do Exército Brasileiro sobre a cooperação regional e, consequentemente, de que maneira isso pode ter influência na criação de um ambiente de segurança e defesa sul-americano mais cooperativo.

Os objetivos específicos que permitirão a coleta e a análise de dados sobre a relevância da diplomacia militar do Exército Brasileiro são: analisar o ambiente de segurança e defesa na América do Sul, durante os governos FHC e Lula, descrevendo os principais aspectos da Política Externa Brasileira (PEB) para a América do Sul, no período considerado; e analisar as ações da diplomacia militar do Exército na América do Sul, destacando aquelas das administrações FHC e Lula, e seus reflexos para a cooperação regional.

Partindo do pressuposto de que os militares sul-americanos foram importantes protagonistas na região e que ainda possuem certo grau de autonomia para realizarem atividades de segurança e defesa nacional, acreditamos na hipótese de que a diplomacia militar do Exército Brasileiro, na América do Sul, tem contribuído para o crescente deslocamento das relações de conflito para as relações de cooperação na região, ao longo do tempo, especialmente nos Governos Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Lula.

O trabalho possui um caráter interdisciplinar, pois envolve diferentes áreas do conhecimento: Ciência Política, Sociologia, Teoria das Relações Internacionais e Estudos de Segurança Internacional. Além disso, adota uma perspectiva construtivista, onde analisa-se cultura e identidades no contexto sul-americano, tendo os militares como atores principais.