COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Tecnologia

22 de Fevereiro, 2014 - 19:30 ( Brasília )

Brasil participa de novo satélite 'caça-planetas'

Cientistas de 23 países estão envolvidos no projeto, incluindo brasileiros


Herton Escobar


A Agência Espacial Europeia (ESA) deu luz verde para a construção de um novo satélite "caça-planetas", chamado Plato, previsto para ser lançado até 2024. Cientistas de 23 países estão envolvidos no projeto, incluindo brasileiros.

O custo total estimado da missão é de US$ 1 bilhão, segundo Eduardo Janot Pacheco, pesquisador do Instituto de Astronomia da Universidade de São Paulo (USP) e representante do Brasil no comitê internacional do projeto.

O objetivo principal do Plato, segundo ele, será encontrar planetas semelhantes à Terra (pequenos e rochosos) e que estejam na zona habitável de estrelas (numa distância que permita haver água líquida na superfície). "Será uma espécie de Corot, só que mais especializado em descobrir exoplanetas terrestres", disse Janot ao Estado, referindo-se ao outro projeto caça-planetas do qual o Brasil participa, em colaboração com pesquisadores da França e de outros países europeus.

Plato é uma sigla em inglês para "trânsitos planetários e oscilações estelares" - além de uma referência ao filósofo Platão. O projeto foi selecionado anteontem pelo Comitê de Programas Científicos da ESA como uma de suas missões de porte médio para o período 2015-2025.

O projeto já havia sido apresentado à ESA alguns anos atrás, segundo Janot, mas foi rejeitado, porque já havia dois satélites caça-planetas no espaço naquele momento: o Corot, europeu, e o Kepler, da Nasa - ambos, agora, desativados.

O Plato terá um mosaico de 34 minitelescópios, de 12 centímetros de diâmetro cada, que poderão ser combinados de diversas formas para diferentes tipos de observação. A meta é observar um milhão de estrelas ao longo de seis anos, usando variações de luminosidade para detectar a presença de planetas.

O custo do projeto, segundo Janot, será dividido entre os países parceiros. A parte que caberá ao Brasil terá de ser pleiteada pelos cientistas junto às agências de fomento.