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30 de Novembro, 2013 - 10:30 ( Brasília )

Thales e Arianespace anunciarão contrato no Brasil, diz mídia

Satélite geoestacionário vai garantir a segurança das comunicações brasileiras

A fornecedora francesa do setor aeroespacial Thales e a empresa de transporte Arianespace anunciarão um contrato de satélite 400 milhões de dólares no Brasil em dezembro, publicou o semanal francês La Tribune.

O contrato com a Visiona, controlada pela Embraer e pela Telebras, deverá ser anunciado durante uma visita do presidente francês, François Hollande, ao Brasil, de acordo com a notícia, sem informar fontes. Um porta-voz da Thales não comentou o assunto.

Contrato para construção do satélite brasileiro

A Telebras e a Visiona Tecnologia Espacial assinaram no dia (28) o contrato para executar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O acordo, no valor de R$ 1,3 bilhão, prevê a entrega do sistema no final de 2016. A Visiona é uma joint-venture da Embraer e da Telebras.

A Visiona, que teve sua criação aprovada pelo Cade em 31 de outubro de 2012, tem 51% de seu capital contrado pela Embraer e 49% pela Telebras.  A empresa tem o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa a atender às necessidades de comunicação por satelite do governo federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

Segundo o governo, a aquisição de um satélite próprio para as comunicações civis e militares brasileiras é uma decisão estratégica para garantir a soberania nacional. Atualmente, os satélites que prestam serviço no Brasil são controlados por estações que estão fora do país ou tem o controle de empresas de capital estrangeiro. “Em qualquer dos casos há riscos de acontecer interrupções dos serviços em uma situação de conflito internacional ou decorrente de outros interesses políticos ou econômicos, explica nota divulgada pelo Ministério das Comunicações.

A construção do satélite brasileiro também é considerada estratégica para assegurar o fornecimento de internet banda larga aos municípios distantes e isolados, onde não chega a rede terrestre de fibra óptica. Atualmente, existem mais de 2 mil municípios brasileiros com condições de difícil acesso para a chegada de uma rede de fibra óptica terrestre.