COBERTURA ESPECIAL - Embraer - Aviação

07 de Novembro, 2013 - 09:37 ( Brasília )

"Quem para de inovar morre", diz Jackson Schneider, vice-presidente da Embraer

Executivo foi um dos palestrantes da manhã desta quarta-feira no 22º Congresso de Marketing da ADVB

Responsável pela construção de uma das marcas brasileiras mais lembradas do mundo, Jackson Schneider, vice-presidente de Pessoas e Relações Institucionais da Embraer contou para uma plateia atenta no Teatro do Shopping Bourbon Country, em Porto Alegre, como foi o processo de internacionalização da companhia nos últimos anos durante o 22º Congresso de Marketing da ADVB que ocorreu nesta quarta-feira.

Entre as razões para o sucesso da companhia, ressalta Schneider, é a atenção dada à inovação.

— São 4,7 mil engenheiros no quadro de funcionários. Quatro mil deles voltados exclusivamente para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Estamos preparando um avião comercial para entrar no mercado em 2018. Estamos desenvolvendo ele, no entanto, desde 2011. Precisamos pensar na frente, ver o que vai ser necessário daqui 20 anos Para isso precisamos de pessoas— disse.

Para ganhar espaço no mercado global, a Embraer precisou encarar grandes desafios. Com concorrentes até 10 vezes maiores, como Airbus e Boeing foi preciso encontrar um diferencial. Com gigantes do setor estavam investindo em aeronaves maiores, para aumentar a margem de lucro, a Embraer optou por criar aeronaves médias.

— Optamos por produzir um avião mais alongado, que permitisse os passageiros sentassem ou no corredor ou na janela. Não havia o assento do meio, tão desconfortável para os clientes. Os passageiros de vários países já escolhem os voos com base na qualidade da aeronave. Pensamos sempre no consumidor final que está cada vez mais exigente — disse.

Para entrar no mercado americano, o mais concorrido do planeta, outra dificuldade. Sem ter nenhum avião pronto, a estratégia foi a criatividade: construíram um avião dentro de uma carreta e percorreram os Estados Unidos inteiro mostrando aos investidores o projeto que seria construído.

— Deu certo. Hoje são 650 jatos executivos em mais de 200 países — explicou.