31 de Outubro, 2014 - 01:00 ( Brasília )

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EDITORIAL: F-X2 - Uma Assinatura sem Glamour




Editorial DefesaNet
F-X2 - Uma Assinatura sem Glamour



A assinatura do contrato com o finalista do   Programa F-X2 foi um momento esperado por mais de uma década.

Desde a sua formalização como parte do Programa de Fortalecimento do Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (PFCEAB), em junho de 2000, no que foi chamado como F-X1.

Encerrado, em Fevereiro de 2005, sem resultado, foi reaberto em 2008, agora com a denominação de F-X2.

O grande momento esperado por pilotos, membros da indústria e os milhões de vibrantes aficionados da Força Aérea Brasileira, infelizmente chegou sem o glamour esperado.

A  Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), foi liderada ao longo desta década, entre outros,  por brilhantes profissionais como os Brigadeiros: Cima, Aprígio e Crepaldi.

A assinatura do contrato foi ao final de uma tensa semana, onde o foco foi o roll-out da aeronave de transporte EMBRAER KC-390 e a tensão eleitoral, transcorreu em uma discreta cerimônia, na sexta-feira (24OUT14). 
 
Foi uma assinatura quase que secreta, no “bunker” da COPAC, indigna dos homens e mulheres, que trabalharam arduamente na elaboração do contrato ao longo dos anos.

Qual a razão deste secretismo?

Por acaso a sueca SAAB estava com receio de pagar o mesmo mico, que a francesa Dassault, de ser caça o preferido, do então presidente Luiz Inácio, e ficar esperando, sentada no banquinho, ver chegar o 31 de Dezembro de 2010 e não ter o contrato?

Ou o Comando da Aeronáutica estava receoso de uma vitória oposicionista, e então, fosse adotada a mesma solução do Presidente Fernando Henrique Cardoso, que transferiu a responsabilidade ao novo governo, em 2002?

Ou o Planalto pressionou para um ato eleitoral?

Para qualquer resposta às questões acima a certeza é que foi uma assinatura sem glamour.

E também com nebulosidades, pois o Ministério da Defesa, Comando da Aeronáutica, Planalto e SAAB, passam a mensagem que o processo do contrato de aquisição foi concluído, o que não é correto.

Post Scriptum
.
Onde estava o ministro da Defesa Celso Amorim? Resposta Verificando a instalação do SISFRON na Fronteira.

E onde estava o Comandante da Aeronáutica?



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