COBERTURA ESPECIAL - Crise - Aviação

29 de Abril, 2016 - 13:00 ( Brasília )

Aeronáutica desliga radares por falta de recursos


PORTAL SISTEMA MPA
com Julio Ottoboni - DefesaNet


REDEMET, Rede de Meteorologia da Aeronáutica, deixou de operar na manhã de hoje (28) onze radares meteorológicos espalhados por todo território brasileiro. Os radares, estimados em 4 milhões de reais cada, faziam parte do serviço oferecido pela Aeronáutica aos operadores aéreos militares e comerciais como forma de transmitir em tempo real as condições climáticas garantindo assim um maior nível de serviço e segurança aos viajantes brasileiros e internacionais.

Em contato com a assessoria da Aeronáutica fomos informados que os seguintes radares foram desativados por tempo indeterminado:

- Radar Meteorológico Gama DF Desligado por Tempo INDETERMINADO
- Radar Meteorológico Petrolina PE Sem previsão de restabelecimento
- Radar Meteorológico São Francisco MG Sem previsão de restabelecimento
- Radar Meteorológico São Luis MA Sem previsão de restabelecimento
- Radar Meteorológico Santa Teresa ES Desligado por Tempo INDETERMINADO
- Radar Meteorológico São Roque SP Desligado por Tempo INDETERMINADO
- Radar Meteorológico Tabatinga AM Maxcappi inoperante  - Sem previsão de restabelecimento
- Radar Meteorológico Três Marias MG Desligado por Tempo INDETERMINADO
- Radar Meteorológico Pico do Couto RJ Desligado por Tempo INDETERMINADO
- Radar Meteorológico Cruzeirod do Sul AC Maxcappi inoperante  - Sem previsão de restabelecimento
- Radar Meteorológico Tefé AM Maxcappi inoperante  - Sem previsão de restabelecimento

O motivo foi confirmado como sendo necessário em decorrência das restrições orçamentárias enfrentadas pela Aeronáutica com a falta de repasse do Governo Federal. O fato ocorre dias após o rebaixamento do espaço aéreo pela IFALPA (International Federation of Air Line Pilot’s Association), órgão internacional responsável pela classificação dos espaços aéreos pelo mundo.

O rebaixamento ocorreu devido ao alto número de incidentes envolvendo aeronaves e balões ilegais. Após este rebaixamento o Brasil passou a ser classificado como Black Star (Criticamente Deficiente), tal rebaixamento tem efeitos muito sérios, não apenas em relação à segurança, mas também financeiros para as companhias aéreas.

Com a desativação dos radares fica claro o descaso do poder público com a situação crítica do espaço aéreo brasileiro, aumentando de forma significativa o risco de acidentes.