Após a AAD 2026, ABIMDE destaca contatos comerciais e reconhecimento da indústria brasileira

Delegações de cinco países visitaram o Espaço Brasil; balanço das expositoras aponta perspectivas de negócios e cooperação com mercados africanos

(FYI) Encerrada em 20 de setembro, a Africa Aerospace and Defence (AAD) 2026 deixou para as empresas brasileiras participantes uma agenda de contatos comerciais e possibilidades de cooperação. No balanço da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), a presença na feira ampliou a visibilidade das capacidades nacionais perante compradores e autoridades estrangeiras e favoreceu a aproximação com potenciais parceiros.

Realizada de 16 a 20 de setembro, na Base Aérea de Waterkloof, em Pretória, na África do Sul, a exposição proporcionou às empresas oportunidades de apresentar soluções e estabelecer contatos para futuras negociações. Após o evento, a perspectiva apontada pelas participantes é aprofundar essas conversas e avaliar as oportunidades identificadas.

Organizado pela ABIMDE, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Espaço Brasil reuniu Cinadra, CSA, IAS, M&K e Xmobots. Ao longo da programação, o estande recebeu delegações de Gana, África do Sul, Quênia, Lesoto e Botsuana, além de empresários interessados em estabelecer vínculos comerciais. A oferta apresentada contemplou componentes para munições e foguetes, manutenção aeronáutica, logística especializada e sistemas não tripulados.

Para o diretor de Projetos da ABIMDE, Coronel Antonio Ribeiro, o reconhecimento das competências do país esteve entre os principais ganhos da edição. “A participação brasileira na AAD 2026 pode ser considerada exitosa. Além do interesse de delegações oficiais de nações amigas e de representantes de empresas buscando parceria e cooperação, o principal sucesso da feira talvez tenha sido o reforço da visibilidade e do reconhecimento da base industrial brasileira junto aos países africanos, incentivando a colaboração Sul-Sul”, avaliou.

O alcance internacional do encontro foi destacado por Leonardo Corrêa, gerente comercial da CSA Aero Engines, especializada na manutenção de motores aeronáuticos. O executivo classificou a experiência como “excelente”, ressaltando que a interlocução ultrapassou o mercado sul-africano e incluiu visitantes de diversas nacionalidades. Ao agradecer à Associação pela viabilização e pelo suporte durante a exposição, manifestou confiança de que a presença na AAD “certamente trará novas oportunidades”.

Na Xmobots, a recepção de comitivas foi acompanhada pela apresentação do portfólio de drones e das tecnologias desenvolvidas pela companhia. Reinaldo Gonçalves, diretor de Defesa da Xmobots Defense, reconheceu a contribuição da ABIMDE e da ApexBrasil e demonstrou otimismo quanto aos desdobramentos das conversas. Em sua avaliação, a experiência “vai render muitos frutos no futuro”.

A identificação de possíveis parceiros também integrou o balanço da IAS. Elizeu Alcântara, diretor de Desenvolvimento de Negócios, agradeceu aos organizadores, em especial ao Coronel Antonio Ribeiro, pela infraestrutura e pelo acompanhamento oferecidos no estande. Segundo ele, esse apoio favoreceu o mapeamento de interlocutores de interesse para a empresa.

“Acreditamos muito no potencial do continente africano, especialmente da África do Sul, onde já iniciamos vários contatos”, afirmou Alcântara. Sua avaliação indicou disposição para aprofundar as relações estabelecidas durante a feira.

Eduardo Meira, CEO da Cinadra, elogiou a estrutura do Espaço Brasil e agradeceu à ApexBrasil pela atenção recebida. “O estande estava muito bom; o atendimento, excelente”, declarou. Ao considerar produtiva a experiência, acrescentou: “Nos veremos na próxima!”.

Presente na AAD desde 2012, a ABIMDE deu continuidade ao trabalho de aproximação entre a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) e os mercados africanos. O balanço das expositoras aponta agora para o acompanhamento dos contatos realizados em Pretória. A conversão desse interesse em parcerias e negócios dependerá do avanço das negociações e da compatibilidade entre as soluções brasileiras e as demandas dos potenciais compradores.

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