Companhia amplia sua atuação em defesa e segurança com integração de engenharia, Inteligência Artificial, sistemas não tripulados e novas capacidades tecnológicas.
A Taurus apresentou, durante o COP International 2026 (de 11 a 13 de agosto), em São Paulo, um novo ciclo de sua trajetória, que amplia sua atuação de fabricante tradicional de armamentos para uma empresa de tecnologia aplicada à Defesa e à Segurança. A companhia levou ao evento seu ecossistema de soluções e competências tecnológicas, que integra engenharia avançada, ciência dos materiais, manufatura, Inteligência Artificial, sistemas integrados e plataformas autônomas.
A evolução vai da arma individual aos sistemas autônomos, refletindo a estratégia da Taurus de transformar competências desenvolvidas ao longo de décadas em novas capacidades para Defesa e Segurança.
“Não estamos apresentando novos produtos. Estamos apresentando uma nova Taurus”, afirmou Salesio Nuhs, CEO Global da companhia, durante sua participação na programação do evento. Segundo o executivo, a transformação está baseada na ampliação das competências tecnológicas desenvolvidas pela empresa ao longo dos anos e na capacidade de transformar conhecimento científico em capacidades estratégicas para segurança pública e defesa.

A nova fase amplia o portfólio da Taurus da arma individual aos sistemas autônomos, incorporando sistemas aéreos e terrestres não tripulados, sensoriamento, mobilidade autônoma, inteligência embarcada e integração operacional. A proposta é deixar de entregar apenas equipamentos isolados e passar a oferecer capacidades de defesa, segurança, mobilidade, inteligência situacional e integração tecnológica.
Tecnologia como base do novo ciclo
A transformação da Taurus está sustentada por cinco competências tecnológicas: ciência dos materiais, engenharia mecânica, engenharia digital, manufatura avançada e sistemas integrados. Esse conjunto reúne conhecimentos desenvolvidos ao longo de décadas e aplicados atualmente a novas arquiteturas de produtos e soluções.
Na ciência dos materiais, a companhia trabalha com tecnologias envolvendo:
- nióbio:
- grafeno:
- tungstênio DLC (Diamond-Like Carbon); e,
- polímeros de fibras longas.
Na engenharia digital, utiliza;
- simulação computacional;
- gêmeos digitais;
- prototipagem virtual, e,
- inteligência aplicada ao desenvolvimento.
Já a manufatura avançada incorpora:
- automação industrial;
- CNC de alta precisão;
- processos especiais;
- metrologia e controle dimensional.
Esse ecossistema é apoiado pelo Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Taurus, ambiente dedicado à pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico, engenharia integrada, laboratórios avançados, ensaios e validações, novos materiais e sistemas autônomos, além da cooperação entre universidades, indústria e governo.
Os números ajudam a dimensionar essa transformação. A Taurus possui 87 anos de história, mais de 33,5 milhões de armas produzidas e mais de 11 milhões de unidades fabricadas nos últimos oito anos. A companhia exporta para mais de 100 países, possui presença industrial no Brasil, Estados Unidos e Índia, reúne mais de 200 engenheiros e investiu mais de R$ 929 milhões em engenharia, pesquisa e desenvolvimento nos últimos sete anos. O ecossistema de inovação contabiliza ainda 46 patentes nacionais e internacionais e 63 prêmios nacionais e internacionais.
Da arma individual aos sistemas autônomos
O novo ciclo da companhia exalta o desenvolvimento de uma arquitetura de sistemas não tripulados que reúne plataformas aéreas, terrestres e sistemas complementares, concebidos para atuar de forma individual ou integrada.
O portfólio apresentado pela Taurus contempla sistemas aéreos para engajamento direto, lançamento de munição, monitoramento, defesa antidrone e logística. Entre os sistemas terrestres estão soluções para apoio de fogo armado, logística e ressuprimento, monitoramento e reconhecimento, intervenção e manipulação. O ecossistema inclui ainda hubs lançadores de drones, caixas autônomas e quadrúpedes.
De acordo com Salesio, todos os veículos terrestres previstos no projeto já passaram pelas etapas de pesquisa, desenvolvimento e prototipagem. Os sistemas apresentados publicamente pela empresa já foram homologados internamente para demonstração. Entre eles estão o TAS (Tactical Air Soldier), sistemas com lançador de granadas e uma configuração para lançamento de munição de morteiro de 120 mm, que já foi demonstrada para o Exército Brasileiro, em Brasília.
O projeto integrado tem horizonte de três anos, mas a comercialização pode ocorrer de forma faseada. Segundo o executivo, a Taurus já trabalha com uma primeira aquisição internacional de um sistema operacional de menor escala. Os sistemas podem funcionar individualmente antes da implantação da arquitetura completa, que combinará Inteligência Artificial e sistemas de apoio. A comercialização internacional começou pelos sistemas aéreos, que já acumulam cerca de 18 meses de desenvolvimento, enquanto os sistemas terrestres também podem operar isoladamente.
“A próxima geração da defesa será construída pela integração entre engenharia, tecnologia digital e sistemas autônomos”, resume Salesio.
Taurus participa dos debates sobre o futuro da Defesa e Segurança
A presença da Taurus no COP International também foi marcada pela participação de sua liderança nos debates técnicos do evento. Salesio Nuhs ministrou a palestra “Da arma individual aos sistemas autônomos – A nova geração da tecnologia em Defesa e Segurança”, na qual apresentou a transformação tecnológica da companhia e sua visão para a próxima geração da Defesa, baseada na integração entre Inteligência Artificial, autonomia, sistemas conectados, materiais avançados e integração homem-máquina.
O CEO da Taurus apresentou ainda, ao lado de Gelson Cardoso, gerente de inovação da empresa, a palestra “Sistemas Não Tripulados Taurus – A Nova Geração da Tecnologia em Defesa e Segurança”. A apresentação detalhou o ecossistema de sistemas aéreos, terrestres e complementares desenvolvido pela companhia para aplicações em segurança pública, defesa e operações multidomínio.
A participação no COP International reforça, assim, uma mensagem que vai além da apresentação de produtos: a Taurus está ampliando sua capacidade de desenvolver e integrar tecnologias para entregar soluções e capacidades operacionais em Defesa e Segurança.

Gelson Cardoso Gerente de Inovação da Taurus
Sobre a Taurus
A Taurus é uma Empresa Estratégica de Defesa com 87 anos de história e uma das principais fabricantes de armas leves do mundo. Com sede em São Leopoldo (RS) e unidades produtivas nos Estados Unidos e na Índia, a companhia exporta seus produtos para mais de 100 países. Ao longo de sua trajetória, consolidou uma presença global apoiada em inovação tecnológica, robustez, engenharia de precisão e pioneirismo no desenvolvimento de materiais avançados aplicados à segurança e à defesa.
Mais do que uma fabricante de armas, a Taurus vem ampliando sua atuação como empresa de tecnologia aplicada à segurança e à defesa, reunindo competências em ciência dos materiais, engenharia mecânica e digital, manufatura avançada, Inteligência Artificial e integração de sistemas. Esse ecossistema de inovação inclui o desenvolvimento de novas plataformas, sistemas integrados e tecnologias não tripuladas, fortalecendo a capacidade da companhia de criar soluções para diferentes necessidades de segurança pública e defesa em mercados internacionais.























