13 de Janeiro, 2020 - 23:20 ( Brasília )

Pensamento

Comentário Gelio Fregapani - As armas nucleares e a Segurança Nacional



As armas nucleares e a Segurança Nacional
 

Seria desejável que nenhum país possuísse armas nucleares, mas atualmente, a segurança de um país e a defesa de seus legítimos interesses estão, na prática, vinculadas à posse de armas nucleares e à de ogivas de alcance intercontinental, sem elas poderemos apenas fazer frente aos nossos pobres vizinhos que não nos ameaçam em nada, mas estaremos sempre reféns de qualquer das possuidoras de armas atômicas cujos interesses colidam com os nossos.

Dois presidentes, irresponsáveis, destruíram o programa de defesa militar que tínhamos: Collor, que em 1990, mandou acabar, com o "poço nuclear da Serra do Cachimbo" e Fernando Henrique ao assinar, contra a opinião dos militares, em 1997, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. Um dia o retomaremos; quem sabe com um presidente corajoso como o que temos agora, se um maligno STF ou um venal Congresso não conseguirem impedir. Mas... sem armas nucleares conseguiríamos defender a posse da Amazônia?

A resposta é muito complexa e envolve muitos cenários, portanto, nos limitaremos a defesa em um cenário que se afigura como o mais provável: a disputa pelas nossas serras, no norte, prenhes de jazidas dos mais raros e preciosos minerais existentes no nosso planeta.  Uma disputa assim começaria por uma declaração de independência de grupos indígenas reunidos pelas ONGs e apoiados pelos movimentos ambientalistas globalizantes e pelos países beneficiários, que financiariam as ações de mercenários das diversas companhias de segurança, mas ao menos inicialmente, sem envolvimento ostensivo de Forças Regulares.

Não superestimemos a nossa potencialidade técnica na selva neste cenário devido a tremenda dificuldade de aproximarmos as nossas tropas por rios ou estradas sem superioridade aérea, mas ainda podemos vencer se organizarmos os garimpeiros para ações de guerrilhas, tornando a ocupação muito custosa. Podemos conseguir com nossas Forças Especiais infiltradas e com o apoio de Guerreiros de Selva. Quanto aos índios, doutrinados pelas ONGs, talvez muitos estejam contra nós como também muito dos nossos globalistas, normalmente de esquerda. Contudo, podemos vencer, mas isto também pode provocar uma escalada que iria de intervenção direta no local à bombardeios estratégicos, podendo chegar a chantagem nuclear. À esta ameaça somente um país nuclearizado pode enfrentar.

Sejamos sinceros; uma vez conservamos a Amazônia porque a Inglaterra, satisfeita com os lucros da borracha, bloqueou as pretensões norte-americanas. Outras vezes os povos hegemônicos não se interessaram ou a disputaram entre si bloqueando uns aos outros. Apenas os vultos heroicos de Plácido de Castro e Angelim a defenderam, as vezes contra a vontade dos governos. Desde a Proclamação da República até   a Revolução de 64 não cuidamos nem defendemos a nossa posse do território.

No momento ainda podemos contar com a rivalidade entre as potências nucleares. Mas isto não é eterno. O que devemos fazer é ocupar a área ambicionada já, enquanto podemos e isto só é possível com garimpos e é o que o Presidente Bolsonaro está tentando fazer, impedido por um Congresso inimigo da própria Pátria.

 Petróleo - Pensemos estrategicamente

Abençoados com as jazidas do Pré-sal, estamos ingenuamente exportando o petróleo cru e importando os derivados. Em 2019 exportamos 1,3 milhão de barris por dia de petróleo cru e importamos cerca de 600 mil barris por dia de derivados – Isto porque erroneamente se decidiu cobrar internamente o preço internacional, propiciando a importação de refinados de petróleo, do estrangeiro, cujo valor é muito maior que o do óleo cru aqui extraído e exportado.

Considerando que a produção do Pré-sal é mais barata, a Petrobras poderia refinar e vender internamente gasolina e diesel por preço mais em conta – mesmo mantendo larga margem de lucro, o que alijaria as petroleiras multinacionais do mercado interno, diminuiria a inflação e ajudaria a industrialização, além de evitar perder dinheiro com a compra dos derivados.

A situação tende a piorar porque seguimos vendendo as nossas refinarias, que aliás, estão operando abaixo da capacidade nominal, enquanto compramos os derivados por valores naturalmente muito maiores do que o óleo cru exportado.

A simples medida de não mais acompanhar os preços internacionais na venda interna de gasolina e diesel teria um efeito similar ás mais benéficas medidas já tomadas como a reforma da Previdência e a baixa da taxa Selic.

A manutenção dos preços internos dos derivados idênticos aos internacionais é tão maléfica que nos faz pensar ser a direção da Petrobras a continuação da política do FHC de destruir intencionalmente o Brasil, ou então da política do Lula de roubar o máximo mesmo que arrebente com tudo.

Brasil, Desperta!

Que Deus abençoe o nosso Brasil

Gelio Fregapani


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