12 de Setembro, 2013 - 21:40 ( Brasília )

Pensamento

Comentario Gelio Fregapani - Manifestações, Espionagem, na Síria



Assuntos: Manifestações, Espionagem, na Síria

 
O ocaso das manifestações

Sobrou apenas algumas reivindicações muito particularesA violência dos vândalos afugentou as massas das ruas, contrariando as previsões da mídia que imaginavam neste 7 de setembro num grande movimento nacional contra o governo e contra a corrupção.  Mas que deu um susto nos políticos, isto deu. Em termos materiais o prejuízo foi grande, de muitos milhões. Iniciado por esquerdistas, para eles foi um tiro no pé, mas para o País um tremendo enfraquecimento.
 
Espionagem

Já era mais que sabido. Todo mundo espiona todo mundo, usando a tecnologia disponível. Muitas das ocorrências docaso Snowden já havíamos publicado no livro “Segredos da Espionagem” (2ª edição) há mais de ano Os americanos tal como os demais, usam e usarão seus serviços secretos para auxiliar sua economia e até suas firmas, além da finalidade básica de defesa e segurança. Só o nosso País não faz nada, o que é uma pena e se mostra indignado, o que é hipocrisia com uma dosagem de ingenuidade surpreendente para uma nação do nosso porte e da nossa História.

Entretanto é um episódio a ser aproveitado.A regra número um do espião é não ser pego em ação, e os gringos foram apanhados. Estão em situação desvantajosa e terão que se desculpar e fazerem concessões para não criarem mais hostilidade. Se agirem com arrogância apenas complicará sua já desgastada antiga amizade

Lamentavelmente os nossos últimos governos acham que a Inteligência é coisa da ditadura, ou melhor, espionagem e “porão” são conectados. Talvez tenham medo é que seus podres venham à luz. Se não gostam dos EUA poderiam se, inspirar em Israel quanto a segurança, na Bélgica e até mesmo da França no tema inteligência econômica, mas não menosprezar a principal arma de qualquer grande potência - a Inteligência.

 A espionagem sempre existirá. A regra númerodois da espionagem é não mostrar conhecimentos, desconhecimentos e intenções. Isto é um pecado mortal para quem trabalha nas sombras. Reclamar e pedir explicações (tipo me engana que eu gosto) ou mesmo exigir compensações é até razoável, mas ficar demonstrando espanto e indignação, só demonstra o nosso despreparo. Nas vésperas do leilão do pré sal, é bom pensar se o nosso petróleo não teria sido o alvo prioritário da espionagem.

Se um país for incapaz de prever e antecipar ameaças, estará em desvantagem no jogointernacional e a espionagem é uma peça básica para essas previsões. Está na hora de espionarmos também internamente. Centenas de ONGs atuam contra a unidade nacional, e o Governo ainda as financia na mais absoluta ignorância sobre o assunto. O descaso com a Inteligência e com a Contra-Inteligência é consequencia do descaso com a segurança e defesa nacional, tal como permitir a obsolescência das nossas forças de reação. Resultados: o crescimento no narcotráfico e do crime organizado, a biopirataria solta na Amazônia, a tendência à divisão do País em etnias hostis. A possibilidade de uma dessas etnias afastar-se da comunhão nacional, a decadência da indústria nacional, a invasão econômica e cultural, os alinhamentos inconvenientes na política internacional e outros tantos males.

A situação pode ser revertida? Claro que sim. Na ABIN ainda existem alguns profissionais bem preparados, mas o governo insiste em achar que espionagem é coisa partidária. Inteligência se faz de outro jeito. O terror das esquerdas pelos “porões” da ditadura são frutos mais da propaganda do que da realidade e porões nem existem mais.
Brasil, desperta! Use os instrumentos que dispõe.
 
Na Síria

No “Grande Jogo” podemos inferir que a finalidade da OTAN seria o domínio do petróleo do Oriente Médio, no Iraque, Líbia, Síria e Irã. Já a Rússia pretenda impedir o fortalecimento da OTAN e evitar perder seu controle do fornecimento energético, principalmente para a Europa. Os árabes, um tanto dispersos, sonham em islamizar o mundo e impor a sua sharia.

Neste “Grande Jogo”, naturalmente cada país tem seus interesses particulares, sem excluir interesses da alta cúpula financeira mundial, acusada até mesmo de estar por trás de todas as jogadas, mas os citados são os “players” principais. É dentro deste quadro que vemos o cenário da ameaça de bombardeio à Síria; Certamente não é pelas armas químicas que causaram cerca de 1% das baixas da guerra civil, mas isto é um pretexto, e ao que parece, forjado.

Não há ameaça à segurança dos EUA que justifique um ataque, mas acontece que esta seria uma operação militar sem riscos de baixas estadounidenses. As forças armadas sírias já estão esgotadas após dois anos de combate aos rebeldes por todo o país. A Síria nem mesmo pôde retaliar contra repetidos ataques aéreos israelenses. Em suma, a Síria não tem poder dissuasor, a não serem as armas químicas, e tudo indica que vai entregá-las numa tentativa de evitar o bombardeio, cedendo, tal como fez o Iraque antes de ser atacado. Aí mesmo que não conseguirá evitá-lo.

Um freio ao ataque é o receio dos EUA que a guerra se espalhe por todo o Oriente Médio pois o Irã sabe que será o próximo alvo e se não auxiliar a Síria terá que lutar sozinho. Só poderá viver em paz se conseguir fabricar a tempo suas armas nucleares e os meios de enviá-las, tal como fez a Coréia do Norte.  Neste ponto os ditadores coreanos demonstraram visão. Eles criaram um poder dissuasor que faria até os EUA pensar antes de lançar um ataque militar contra eles.

Quanto a atitude da China, espera-se que seja somente protestos, como alguns mais, inclusive o nosso País. E a Rússia? Perderá suas bases no Mediterrâneo sem reagir? Provavelmente sim, não arriscará a uma guerra total só por isto. Terá que amargar o prejuízo, mas talvez acabe sendo envolvida. Aí será o apocalipse..
 
Corrigindo
  
Circulou na internet a notícia de um gasto de 4 milhões de reais
por parte do Ministério da Cultura para um certo Memorial do Funk, que teria no saguão, embaixo relevo, funkeiras de bronze” exibindo suas nádegas. Erroneamente divulgamos a notícia  no comentário anterior, por parecer coerente com as atitudes da ministra Suplicy.

A história apareceu na web no começo de julho de 2013 e se espalhou pelas redes sociais e em diversos sites e blogs. De acordo com o texto, o Ministério da Cultura teria liberado a verba de 4 milhões para que fosse construído o tal Memorial do Funk, “com o objetivo de divulgar e promover a cultura da periferia, vítima de tanto preconceito no Brasil a fora”, mas a notícia não é verdadeira. Não houve tal gasto e o painel de bronze com as nádegas de funkeiras existe sim, mas numa boate dos Estados Unidos. Mentiras são comuns na política partidária

Que Deus proteja o nosso Paíss
 
Gelio Fregapani