COBERTURA ESPECIAL - Especial MOUT - Defesa

23 de Agosto, 2016 - 10:00 ( Brasília )

'Missão cumprida', diz comandante de ação militar para conter ataques no RN

General de Brigada Jayme Otávio Queiroz avalia presença de militares no RN. Homens das Forças Armadas deixam a Grande Natal na quarta (24).

Fred Carvalho


"A missão dada foi excelentemente cumprida. Chegamos ao Rio Grande do Norte em uma situação de conflito, com ataques criminosos, danos a patrimônio, insegurança. Vamos deixar o Estado com a paz restabelecida, com tudo dentro da normalidade". A avaliação é do general de Brigada Jayme Otávio Queiroz, comandante da Operação Potiguar. A ação, que foi iniciada no dia 4 passado e que conta com 1200 homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, será encerrada na noite desta terça-feira (23). Os militares regressam para os seus batalhões de origem na manhã da quarta (24).

O general Jayme disse que todo o planejado para a ação dos militares foi executado. "Nossa missão é cuidar das principais vias, pontos turíticos, corredores bancários e aeroporto. Segundo dados dos órgãos de segurança, além de termos a paz restabelecida, houve uma reução nos registros de ocorrências policiais nesses pontos. Ou seja, nossa presença inibiu a ação do crime organizado", falou.

Os militares da Operação Potiguar são provenientes de batalhões do Exército Brasileiro, da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira dos Estados de Pernambuco e da Paraíba, além do interior do Rio Grande do Norte. Para o general Jayme, como a situação de normalidade voltou ao RN, não haveria mais necessidade de ser prorrogada a permanência dos militares nas ruas das cidades da Grande Natal. "Caso os ataques voltem a ser registrados, o governador do Rio Grande do Norte precisaria refazer o pedido à Presidência da República para que as Forças Armas ou até mesmo a Força Nacional auxiliem as polícias locais. As pessoas voltaram a trabalhar, a ir para as escolas, à praia com tranquilidade. A partir de agora, as políciais estaduais têm plenas condições de garantir a segurança da população".

Na manhã desta segunda (22), em reunião com o Exército, o governador Robinson Faria agradeceu o apoio dos militares na ação para restabelecer a segurança no Rio Grande do Norte e ressaltou que “a atuação das Forças Armadas foi fundamental, dando uma resposta rápida e eficiente no combate à insegurança”, disse, ressaltando ainda o esforço contínuo das forças policiais do RN, em conjunto com o Exército. Na semana passada, Robinson pediu ao Governo Federal que homens da Força Nacional venham para o Estado para evitar novos ataques enquanto seja executado o plano de instalação de bloqueadores de celular nos maiores presídios do Estado.

Ataques

A instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária de Parnamirim, feita no dia 28 de julho, é apontada pelo governo do estado como a principal motivação para os ataques. O primeiro aconteceu no dia 29, quando um micro-ônibus foi incendiado em Macaíba, cidade da Grande Natal. Desde então, a Secretaria Estadual de Segurança Pública já contabiliza 118 atos criminosos em 42 cidades potiguares. Ainda segundo a Sesed, 112 pessoas já foram presas suspeitas de envolvimento nos crimes.

Os casos mais recentes atribuídos à facção que reivindica os ataques aconteceram na madrugada do dia 15, quando um caminhão foi incendiado em frente a uma oficina no bairro de Felipe Camarão, e um carro queimado no bairro Bom Pastor, ambos na Zona Oeste de Natal. No mesmo dia, em Venha-Ver, na região do Alto Oeste, um ônibus escolar foi incendiado no conjunto Santo Expedito. O veículo era antigo e havia sido arrematado em um leilão. O dono disse que o objetivo era transformar o ônibus em uma lanchonete no estilo food truck.

Os principais alvos dos criminosos eram ônibus, carros, prédios da administração pública e bases policiais em todo estado. Um dos acessos ao Aeroporto Internacional Aluízio Alves, e até mesmo a vegetação do Morro do Careca – um dos principais cartões-postais do RN – também já sofreram atentados.

Transferências

Apontados como chefes da facção, 21 detentos foram transferidos para as penitenciárias federais de Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). Outros cinco presos, também apontados como chefes da facção, foram transferidos no início do mês para a Penitenciária Federal de Mossoró.

 

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Magacidades

Recomendamos a leitura da Análise feita pelo US Army sobre as Megacidades. No estudo incluiram Rio de Janeiro e São Paulo.

(Megacities and the United States Army preparing for a complex and uncertain future)


- Megacidades – US Army analisa desigualdade social e o poder do PCC em São Paulo [Link]

- Megacidades: US Army analisa ocupações irregulares e poder paralelo no Rio de Janeiro [Link]




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