COBERTURA ESPECIAL - Guerra Hibrida Brasil - Pensamento

04 de Março, 2018 - 21:00 ( Brasília )

Gen Ex Pinto Silva - Por Que não um Militar à Frente do Ministério da Defesa



POR QUE NÃO UM MILITAR À FRENTE
DO MINISTÉRIO DA DEFESA

 

Carlos Alberto Pinto Silva
General-de-Exército da Reserva, Carlos Alberto Pinto Silva,
ex-comandante de Operações Terrestres (COTer), do Comando Militar do Sul,
do Comando Militar do Oeste, e Membro da Academia Brasileira de Defesa


Consideramos isso um equívoco. Entendemos que é o cargo que detém a natureza civil e política, não o seu ocupante. Em outras palavras, o cargo de Ministro da Defesa é de natureza civil e política, podendo ser ocupado por qualquer brasileiro, civil ou militar, que, na avaliação do Presidente da República, esteja habilitado e tenha competência para tal.[2]

Em nosso país a alienação dos governantes em relação às Forças Armadas há muito deixou o terreno do desinteresse para adentrar no campo da insensatez.

Em países desenvolvidos, militares e as Forças Armadas são prestigiados e reconhecidos como meios essenciais para defesa da pátria, a preservação das instituições e a manutenção da própria democracia. No Brasil, o oposto: elas têm sido negligenciadas, tratadas muitas vezes como estorvo e, com frequência, profanadas em seu passado de serviços prestados, na tentativa de incompatibilizá-las com a própria nação a quem servem.

CLAUSEWITZ, no entanto, mostra a cerrada inter-relação entre os assuntos políticos e militares, apregoando “que da mesma forma que um homem que não domina completamente um idioma estrangeiro pode, às vezes, deixar de se expressar corretamente, os estadistas frequentemente emitem ordens que entram em choque com o objetivo a que devem servir. Repetidas vezes isso acontece, o que demonstra que certo domínio de assuntos militares é vital para os que são responsáveis pela política geral.”


Entre outras coisas, Clausewitz, sugere, ainda, que os líderes políticos mantenham consultas diligentes com chefes militares quando se tratar de emprego do poder militar do país.Vale, também,  lembrar duas ideias do Gen Charles de Gaulle extraídas do Livro “O Fio Da Espada”:

- Qual política tem êxito quando as armas sucumbem? Qual estratégia é válida quando os meios lhe faltam? Roma privada de legiões, nada teria obtido da habilidade do Senado.[3]

No Brasil o ministro e os demais integrantes da pasta, vestindo, ou não, uniformes, trabalham subordinados ao Governo Federal. Hoje, o Presidente da República é um civil e o Ministro da Defesa é um militar. Mas, em uma democracia, não haveria qualquer impedimento de que ambos fossem militares. A submissão das Forças Armadas ao poder civil se traduz pela subordinação permanente à constituição e às leis estabelecidas no país e não a civis, até porque se assim ocorresse serviria a homens e não à Nação.


Assim sendo, os cargos e as decisões políticas e estratégicas, no nosso país, poderão ser ocupados e ser tomadas, por civis ou militares, em cada nível, o que importa é que sejam homens inteligentes, éticos e com vontade de assumir o desafio cuja resposta é Brasil Potência Emergente do Século XXI.[4]

Concluindo:

O julgamento dos militares brasileiros é feito pelo único crime de “defender a Nação brasileira contra a implantação do comunismo”, e a máxima autoridade da república considera as críticas por ter um General de Exército assumido o Ministério da Defesa, e desconsidera e mantem no cargo altas autoridades civis envolvidas com a Operação Lava Jato e com ações que demonstram falta de ética na política, conforme tem sido noticiado na imprensa [5].

 



[1] General-de-Exército da Reserva, Carlos Alberto Pinto Silva, ex-comandante de Operações Terrestres (COTer), do Comando Militar do Sul, do Comando Militar do Oeste, e Membro da Academia Brasileira de Defesa.

[4] Link do documento completo: https://docs.google.com/document/d/1nwNPAHTKjT8JXL3pfE7mlI1GyvEYiLGqxoGdDQUEGb0/preview

5 - Cláudio Humberto - 15 de dezembro de 2016. Diário do Poder.

  - Temer rejeita ideia de trocar ministros palacianos... - Veja mais em https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/10/23/temer-rejeita-ideia-de-trocar-ministros-palacianos/?cmpid=copiaecola

 

 



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