16 de Dezembro, 2014 - 18:50 ( Brasília )

Geopolítica

Rússia responde Suécia: avião militar voava com mesmas táticas da OTAN

Porta-voz do Ministério da Defesa russo alega que aeronave não violou espaço aéreo sueco, e que aviões da OTAN também realizam voos furtivos. Incidente com voo comercial acrescenta tensão ao cenário de crise na Ucrânia e reforço militar no Leste Europeu

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Suécia - Avião militar russo quase colide com avião comercial Link

O editor



Texto do Russia Today
Tradução, adaptação e edição – Nicholle Murmel

O Ministério da Defesa da Rússia rejeitou as acusações da Suécia de que uma aeronave militar do país por pouco não colidiu com um avião de passageiros sobre o Mar Báltico. O ministério acrescentou que aeronaves da OTAN na região mantêm os transponders desligados.

A aeronave russa em questão estava a 70 quilômetros da rota de voo de um avião commercial que havia decolado de Copenhague. Sendo assim, não havia “condições” de colisão entre os dois, segundo o porta-voz do Ministério da Defesa, Major General Igor Konashenkov. O porta-voz também negou as alegações de que o avião militar sobrevoava o sul da Suécia, violando seu espaço aéreo.
 
“O voo estava estritamente de acordo com as normas internacionais para uso do espaço aéreo e não violou fronteiras nacionais, ao mesmo tempo em que manteve uma distância segura das rotas de aviação civil”, declarou Konashenkov em comunicado oficial.
 
No último sábado, o ministro da defesa sueco, Peter Hultqvist declarou a uma rádio local que o transponder da aeronave russa estava desligado, assim ela poderia voar pelo espaço aéreo do país sem ser detectada, e disse que quase houve choque com um avião de passageiros sobre território sueco.“Isso é sério. É inadequado. É simplesmente perigoso desligar o transponder”, disse o ministro.
 
Konashenkov respondeu que a declaração do ministro sueco acerca do avião russo estar invisível – e portanto ser “perigoso” – como sendo “falsa”, alegando que nenhuma das aeronaves de vigilância e patrulha da OTAN operando na região mantêm os transponders ligados.“Quero enfatizar que a operação de aeronaves militares da OTAN nos céus das fronteiras com a Rússia – que triplicaram nos últimos meses – são sempre conduzidas com transponders desativados. Mas isso não significa que o Sistema de controle do espaçõ aéreo russo não seja capaz de detector esses aviões”, disse o porta-voz.
 
No ultimo dia 12 de dezembro o sistema de controle aéreo russo detectou uma aeronave de reconhecimento RC-135 da OTAN na mesma area em que o incidente entre aviões russo e sueco teria acontecido, porém mais próximo da rota de aviação comercial por conta da suposta ameaça russa e da necessidade de apaziguar as nações bálticas aliadas. Medidas como essas têm como pano de fundo as crescents tensões em torno do future politico da Ucrânia.
 
Enquanto isso, o ministro da defesa da Suécia – que não faz parte da OTAN – anunciou que o país pretende manter cerca de 7.500 reservistas que serviram no Exército desde 2004. “As Forças Armadas serão capazes de executar medidas de prontidão para o combate com efetivo complete, o que resultará em mais capacidade operacional”, explicou Hultqvist.
 
O ativista Jan Oberg disse à RT que as medidas do Ministério da Defesa sueco vão de encontro ao clima anti-Rússia na mídia e na política do país, desencadeado pela crise na Ucrânia. “A coisa toda vem da crise ucraniana – e em grande parte ela não foi criada pela Rússia, mas pelo Ocidente”, dis Oberg. “[Essas medidas] podem muito bem ser uma forma de mostrar que estamos fazendo alguma coisa. É preciso ter em mente que o debate midiático e político na Suécia são muito contra Moscou e que a interpretação do que aontece na Ucrânia não é tão equilibrada. Há uma estrutura de mídia pastante uniforme aqui. Fico triste em dizer que é esse o caso, e que piorou com o tempo”, explica.
 
Em outrubro deste ano, veículos de comunicação suecos incitaram comoção em torno de um suposto submarino russo – mesmo que as Forças Armadas suecas tenham mais tarde negado saber a nacionalidade da embarcação. O caso começou com uma imagem desfocada. Uma semana de buscas levou a nada, exceto pelo gasto de quase 3 milhões de dólares do dinheiro dos contribuintes suecos.
 
O alcance da OTAN

Recentemente a Organização do Tratado do Atlântico Norte lançou uma empreitada de reforço militar nas nações bálticas e nos países-membros no Leste Europeu após as instabilidades na Ucrânia.

A Organização alega que a expansão é necessária para mostrar apoio e assegurar que os países integrantes estejam seguros contra potenciais ataques de Moscou. A aliança liderada pelos Estados Unidos também vem reforçando sua presença há tempos através de exercícios militares regulares.

O atual líder da OTAN, Jens Stoltenberg, comentou com repórteres os esforços do bloco nesse mês de dezembro: “já aumentamos nossa presença na região leste de nossa aliança. Temos cinco vezes mais aeronaves nos céus. Nossas forças iniciarão um exercício militar daqui dois dias. E também aumentamos o número de navios nos mare Báltico e Negro”. Uma das manobras mais recentes envolveu tropas de nove nações-membros em quase duas semanas de atividades na Lituânia.

Já Moscou percebe a expansão da OTAN para perto de suas fronteiras como um movimento agressivo e uma violação de acordos pós-Guerra Fria. Em novembro, o governo russo declarou que as manobras próximas à fronteira eram “claramente de natureza anti-russa” e que dificilmente contribuiriam para a segurança da Europa.

No começo deste mês, o vice ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, classificou o reforço militar da OTAN no Leste Europeu como hostil e com potencial desetabilizador na região dos Balcãs, antes uma das mais seguras da Europa.

Nota DefesaNet

A matéria acima contém perigosas meias verdades.

A Rússia tem lançado sobre a Suécia uma grande campanha de Guerra Híbrida (ações Militares convencionais, Ações de Forças Especiais, Guerra de Propaganda e Informacional e Cibernética).

Durante a Guerra Fria a Suécia foi campo de Real de Operações de Infiltração das Forças Soviéticas, que sempre desconfiaram da neutralidade sueca.

Em especial nos anos 70 e 80.

As ações com submarinos, sobrevoos contínuos são a parte militar.

Através da Agência de Notícias Russia Today e uma cadeia de simpatizantes ou atvistas recrutados, comandados diretamente do Kremlin, tem começado também o ataque midiático a políticos e partidos suecos.

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