COBERTURA ESPECIAL - Doutrina Militar - Terrestre

30 de Setembro, 2015 - 21:00 ( Brasília )

Operação Centauro - EB finaliza com sucesso a integração das Simulações

O Exército finalizou com sucesso a integração dos três tipos de Simulações; virtual, construtiva e viva, em manobra realizada no interior do Campo de Instrução Barão de São Borja (CIBSB) – Saicã, em Rosário do Sul/RS.


Ricardo Fan


Na última quarta-feira (23/09), o Exército Brasileiro encerrou um dos maiores exercícios de simulação integrada da América Latina, denominado Operação Centauro 2015, do qual participaram 386 militares, desde o dia 14 de setembro.

O exercício incluiu as representações Virtual, Construtiva e Real de uma Força Tarefa Blindada liderada pelo 7º Batalhão de Infantaria Blindado (FT 7° BIB), que empregou uma companhia de Fuzileiros Blindada (Cia Fuz Bld) disposta, fisicamente, no terreno, no interior do Campo de Instrução Barão de São Borja (CIBSB) – Saicã, em Rosário do Sul/RS.

Outra Cia Fuz Bld conduziu sua manobra, utilizando computadores num ambiente virtual, junto ao Centro de Instrução de Blindados (CIBld), situado no Bairro Boi Morto, em Santa Maria.  E por fim, o Comandante e o Estado-Maior do Batalhão da FT 7° BIB, mais duas companhias, trabalharam no Centro de Adestramento e Simulação de Posto de Comando (CAS-PC), localizado junto à sede do Campo de Instrução de Santa Maria dentro do CISM, inseridos na chamada simulação Construtiva.

O ponto mais desafiador desse Exercício de Simulação Integrada organizado pelo Comando de Operações Terrestres do Exército (COTER), com a participação  do Centro de Avaliação de Adestramento do Exército (CAAdEx), é a distancia de 150 km entre a Manobra Viva, que ocorreu em Saicã, Campo de Instrução Barão de São Borja (CIBSB), com as Simulações Virtual e Construtiva, que ocorrem em "real time" no Centro de Instrução de Blindados (CI Bld) e Centros de Adestramento Simulado de Postos de Comando (CAS-PC), em Santa Maria.

O Exercício de Integração de Simulações proporcionou um grande salto na qualidade do adestramento das tropas do Exército, uma vez que determinadas ações que, dificilmente, poderiam ser representadas, em ambiente real, são reproduzidas no ambiente virtual, com economia de recursos financeiros e materiais, redução de riscos a vidas humanas, preservação do meio ambiente, e possibilidade de inúmeras repetições, dentre outros benefícios, de acordo as considerações do controlador do adestramento.

Estiveram presentes, entre outras autoridades, o Comandante de Operações Terrestres (COTER), General-de-Exército Araken de Albuquerque, o Comandante Militar do Sul (CMS), General-de-Exército Antônio Hamilton Martins Mourão, o Comandante da 3ª Divisão-de-Exército (3ª DE), General de Divisão José Carlos Cardoso, o 1º Subchefe do COTER, General-de- Brigada José Eduardo Pereira, e o Comandante da 6ª Brigada de Infantaria Blindada (6ª Bda Inf Bld), General-de-Brigada Fábio Benvenutti Castro. Representantes dos Exércitos da Colômbia e Argentina estiveram presentes, assim como do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil.

Testemunhos desse evento histórico:

General de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão - Comandante CMS:


- A segunda vez que sob a supervisão Comando Operações Terrestre (COTER), as tropas do Comando Militar do Sul (CMS) estão realizando esse exercício de integração com três níveis de simulação; a construtiva a virtual e a viva. A simulação é o futuro do adestramento, pois podemos verificar os problemas de posicionamento da tropa e corrigi-los. Com a integração das simulações, a tropa viva tem melhores condições de cumprir a missão e  não tenho dúvida que nossas forças blindadas estão ficando cada vez mais capacitadas pela a realização desse tipo de atividade.

General de Divisão José Carlos Cardoso - Comandante 3ªDE:

- Estamos concluído mais uma vez nosso exercício de simulação integrada, particularmente podemos tirar proveito para avaliarmos nossa capacidade nesta oportunidade em que dispomos ferramentas e instrumentos, avaliar a nossa efetividade, a nossa capacidade de aproveitarmos o terreno e de podermos conduzir as nossas tropas a consecução dos objetivos.

De modo geral ao longo do nosso ano de instrução, particularmente os oficias se colocam muita na  situação de instrutores, nos temos que nos colocar na situação de combatente e  estaremos sendo inclusive os alvos preferênciais dos nossos oponentes. Temos que orientar nossa tropa sim,  mas também temos que se colocar na condição de executante também, tirar dessa oportunidade o melhor resultado  possível para o nosso próprio adestramento, preocuparmos com o nosso adestramento, com a nossa capacidade de sobreviver nesta situação e orientar, conduzir,  liderar as nossas frações, sub-unidades e etc...

É um investimento alto que o nosso Exército faz neste tipo de exercício, então não podemos deixarde tirar  proveito disso, essa experinciência que esse tipo de manobra nos oferece. Nós podemos avaliar também não somente o adestramento da tropa, mas também fazer uma avaliação dos equipamentos.

General de Brigada Fábio Benvenutti Castro - Comandante 6ª Bda Inf Bld:

- Esse exercício  consolida a fase de adestramento da Força Tarefa Sub-Unidade, extremamente válido pois nós podemos empregar na FT SU 4 peças, 2 pelotões de carro de combate Leopard1A5BR,  com dois pelotões de fuzileiros embarcados em M113Br contra uma força oponente desdobrada no terreno e também equipada com os dispositivos SAAB.

Então elas interagiram como se fosse um combate real, tendo baixas, tendo carros danificados, tendo mobilidade degradada e simplesmente buscando atingir a efetividade em combate em tempo real, vivenciando esse combate. É importante hoje nós praticarmos o combate como ele vai se realizará, de uma maneira integrada, que nos permite visualizarmos nos escalões maiores e esses escalões integrados e coordenados no campo de batalha irão produzir os efeitos desejados.

Coronel Neuzivaldo dos Anjos Ferreira - Comandante CAAdEx:

- Desde o ano passado, inclusive esse ano,  estamos vindo ao aqui para realizar o exercício de integração de simulação, nos como CAAdEx trabalhamos com simulação viva e no entanto existem outras duas simulações de combate que são muito importante; a simulação Virtual e a construtiva.  Essa oportunidade de integrar os três tipos de simulação na preparação de tropas do Exército brasileiro dentro do TO (Teatro de Operações) do Sul, que é um TO propicio para tropa blindada é uma oportunidade ímpar para o CAAdEx.

Pois, nós temos uma estrutura que está mais adaptada a avaliação e treinamento de tropas leves e no entanto com o apoio da unidades daqui do sul, o Centro de Instrução de Blindados (CI Bld) e do CAS-PC que faz simulação construtiva nos conseguimos integrar as três simulações e também com equipamentos da SAAB, que foram recentemente importados temporariamente para poder participar do exercício e com isso nós conseguimos avaliar uma força tarefa valor unidade, ou batalhão como queira para serem avaliadas sobre o seu grau de adestramento. O exercício final, que encerrou agora com o ataque ao objetivo da brigada... e força oponente foi destruída na posição e com perdas aceitáveis, a força atacante consegui conquistar e cumpriu sua missão.

Tenente-Coronel Alex Alexandre de Mesquita- Comandante do CI Bld

- Nossa atividades de simulação virtual elas estão funcionando muito bem como etapas anteriores para uma atividade como essa de exercício propriamente dito na viva. Dentro da simulação virtual todos já estão ambientados e chegaram a conclusão que na execução do exercício eles já conseguem se desprender do fato de ser virtual.

O fato de ser virtual não está fazendo que o exercício seja menos real. Durante a TTP de ataque coordenado verificamos também que o lado afetivo, claro que não como todo o impacto da viva, mas ele também esta sendo desenvolvido, sendo burilado por intermédio da virtual.

E com certeza que quando começa o exercício, ninguém se atem ao fato de estar na virtual ou estar na viva. Eu acredito que o cumprimento da missão é da mesma maneira, tanto virtual quanto viva. Atingindo o objetivo no âmbito do exercício e no âmbito da brigada.

Marianna Silva - Diretora geral da SAAB no Brasil

- O nosso maior desafio na verdade... E também é um prazer,  é fazer que Exército brasileiro se sinta a vontade em utilizar nossos produtos e que fique satisfeito com a nossa integração. Hoje foi um dia que nós conseguimos atingir nossa meta e que tudo ocorreu super certo. Estamos certos de que o uso da simulação pelas Forças Terrestres traz muitos ganhos, pois é realístico, possibilita o feedback imediato e uma avaliação detalhada das ações. Nossa parceria com Exército brasileiro é de longa data e pretendemos que isso continue por muito tempo.

Virgilio da Veiga -  Consultor da SAAB no Brasil

- Para a SAAB foi uma oportunidade, uma experiência incrível poder participar desse exercício, contribuir com os nossos simuladores e softer de integração no adestramento e preparo da tropa do Exército brasileiro. Esse ano nos inovamos com pirotecnia, auxiliamos a direção do exercício (DirEx) com um material que permitiu o controle das ações de 120 homens.

Além do Wise, a Saab trouxe da Suécia 1,5 tonelada de equipamentos, como o EXCON Desdobrável e seis simuladores BT46, que foram instalados em VBC Leopard 1A5 BR. Todo o material foi facilmente integrado aos demais equipamentos da Saab que dotam o Centro de Avaliação de Adestramento do Exército (CAAdEx), sediado no Rio de Janeiro (RJ). Seis técnicos da Saab prestaram apoio direto à tropa durante todo o exercício.

Enfim, foi uma experiência muito valiosa para nós. Esperamos continuar com essa parceria com Exército futuramente e que mais exercícios desses nós possamos estar presente.

Com SAAB e Com Soc 7ºBIB