COBERTURA ESPECIAL - Base Industrial Defesa - Defesa

10 de Junho, 2014 - 22:00 ( Brasília )

O Gol da Indústria Nacional

Participação de indústrias brasileiras membras da ABIMDE nas ações de Defesa e Segurança da Copa 2014.

Claudia Pereira
Informe ABIMDE




Ministério da Justiça, para cumprir a tarefa de coordenar as ações de Segurança Pública e Defesa Civil durante a realização da Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas e Paralimpíadas 2016, criou, em 2011, a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE/MJ). A SESGE tem como principal escopo a coordenação da atuação dos órgãos envolvidos na segurança pública e defesa civil das esferas de governo federal, estadual e municipal, sendo a interface do Estado Brasileiro para a área de Segurança Pública e Defesa Civil com os Comitês Organizadores destes eventos.
 
Para garantir o sucesso da segurança e da  ordem pública, a SESGE elaborou um sistema que visa integrar as forças de Segurança Pública e Defesa Civil, o qual utiliza um conjunto de Centros Integrados de Comando e Controle – CICCs (instalação física com capacidade de prover a gestão integrada de operações e a pronta resposta a incidentes críticos de Segurança Pública), Centros Integrados de Comando e Controle Móveis (CICCM) e Plataformas de Observação Elevada (POE), que serão utilizados nas ações de segurança para grandes eventos a serem sediados pelo Brasil, dotados de equipes de alto desempenho, modelo lógico, ferramentas de inteligência e sistemas tecnológicos de última geração, capazes de prover uma imagem fiel e em tempo real do panorama global, eventos associados e recursos envolvidos.
 
O próximo evento, a Copa do Mundo, vem mobilizando o País com obras, projetos de infraestrutura e de segurança, entre outras inúmeras demandas que envolvem uma competição desse porte. Tudo muito bem pensado para que o Brasil faça bonito diante de todo o mundo.

São diversos segmentos reunidos. E na busca pelo Hexa, a indústria de defesa não poderia ficar de fora. Pelo menos 15 Associadas da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) já marcaram seu gol neste grande evento.
 
A maioria estará fora do campo, mas sua posição, seus  equipamentos e trabalho serão fundamentais para garantir a segurança de torcedores vindos de todas as partes do planeta.
 
De acordo com o Ministério do Turismo, espera-se que, durante o evento mais de 600 mil turistas estrangeiros e 1,3 milhão de turistas nacionais se desloquem para as cidades-sede. Além das delegações de 32 países, cerca de 20 mil jornalistas e 18 mil voluntários.
 
É muita gente esperando encontrar o melhor no País do futebol e, com certeza, as tecnologias desenvolvidas por nossas Associadas auxiliarão governo, Forças Armadas e polícias em geral a cuidarem melhor de toda essa gente que vai invadir o Brasil nos próximos meses.
 
Abaixo, a seleção ABIMDE que já garantiu presença no evento.
 
 Aceco TI
 
Terá forte atuação durante a Copa do Mundo, pois foi a responsável pela construção dos Centros Integrados de Comando e Controle (CICCs) que, sob a coordenação da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE), centralizarão o monitoramento de toda a segurança (polícia, bombeiros, serviços públicos) e serão os locais de onde a administração pública vai coordenar todo o trabalho de antever e administrar possíveis crises que possam surgir durante os eventos
.
A Aceco TI assina toda a infraestrutura (sistemas de energia redundantes, sistemas de refrigeração constantes, controle de acesso, mobiliário adequado etc.) das salas-cofres dos dez CICCs, de modo a garantir sua total disponibilidade e funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana.
 
Com a dependência cada vez maior de sistemas informatizados e o aumento da necessidade de proteger as informações que eles administram, os CICCs serão uns dos principais legados deixados para a população brasileira. Após os eventos, eles estarão 100% aptos a serem utilizados pela área de segurança pública nacional, inclusive agregando informações de outras instâncias como a defesa civil, por exemplo, no sentido de garantir maior agilidade e melhor atendimento aos cidadãos.

Para a construção dos CICCs a SESGE investiu R$ 161 milhões. O primeiro CICC foi inaugurado no Rio de Janeiro.  Os outros estão localizados em Brasília, Minas Gerais e Pernambuco. Os demais, no Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Brasília.
 
ATECH

Outra empresa que entrará em campo é a ATECH, controlada pela Embraer Defesa & Segurança. A companhia é responsável pelo desenvolvimento e pela modernização de todos os sistemas de comando e controle do espaço aéreo brasileiro. Para Copa do Mundo, a empresa terá como destaque o SIGMA (Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos) – uma solução feita para maximizar a eficiência do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro e reduzir atrasos nos voos, além de minimizar os custos operacionais das empresas de transporte aéreo, especialmente durante os grandes eventos que serão realizados no Brasil.
 
O sistema permite balancear a capacidade de atendimento dos aeroportos e do espaço aéreo com a demanda projetada de movimentos aéreos.
 
O SIGMA possibilita atuar estrategicamente na fase
de planejamento dos voos regulares e, taticamente, durante a operação diária no gerenciamento de tráfego aéreo, minimizando impactos decorrentes do eventual desequilíbrio entre capacidade e demanda, a fim de garantir a segurança das operações, a regularidade e a pontualidade dos voos.
 
Ao integrar os dados das companhias aéreas, aeroportos e órgãos de controle, entre outros, com informações meteorológicas de interesse para o controle de tráfego em uma base de dados unificada, o Sigma permite acessar e tratar, de forma simples e rápida, as informações sobre aeroportos e de todo espaço aéreo, além de dados sobre a demanda de tráfego. Com isso, o sistema permite que os órgãos de monitoramento estabeleçam ações de comando e controle nas distintas fases do planejamento das operações aéreas, facilitando o emprego das melhores práticas de gestão de fluxo de tráfego.

“O sistema incorpora uma mudança significativa no processo de geração e encaminhamento das mensagens dos serviços de tráfego aéreo (ATS) por meio da implantação do processo de tratamento inicial centralizado de plano de voo, colocando o Brasil no mesmo nível de evolução tecnológica dos países com movimentação aérea mais intensa”, comenta Jorge Ramos, presidente
da ATECH.

AeroZ
 
Do gerenciamento do espaço aéreo para os  celulares, a empresa inova mais uma vez e traz para Copa do Mundo o AeroZ, um aplicativo para smartphone voltado a promover e fomentar a cultura aeronáutica e que possui definições detalhadas e ilustradas de mais de 300 siglas e palavras.
 
“É um aplicativo para os amantes e curiosos da aviação e também para quem precisa de uma fonte rápida e confiável de consulta para explicar  os termos técnicos relacionados à indústria aeronáutica”, comenta Ramos. “O objetivo da ATECH é promover a cultura aeronáutica e prestar um importante serviço à população, que muitas vezes não compreende expressões usadas nos aeroportos e nos voos comerciais”, completa o executivo.
 
Uma vez instalado, o aplicativo funciona mesmo sem conexão à internet, apresenta ilustrações em mais de 40 verbetes, armazena palavras favoritas e permite o compartilhamento por e-mail. O AeroZ conta com versões para iOS e Android e já está disponível, gratuitamente, na App Store e na Google Play
 
BCA
 
A BCA é outra associada que marca presença com seus produtos. A companhia de São José dos Campos (SP) fornecerá os Insert Plates (placas de proteção balística) que serão utilizados nos coletes da Polícia Militar do Rio de Janeiro durante o evento. Este material é usado, como uma opção, dentro de coletes à prova de bala para que ofereça um nível de proteção maior que o disponível quando utilizado apenas o colete. Geralmente, são classificados como ‘stand-alone’ ou ‘Vest Dependent’.
 
Placas “stand-alone” são projetadas para inibir ameaças balísticas usando apenas a placa.
 
O colete não é necessário para que este material detenha os projéteis e fragmentos de um ou mais disparos. Estas placas são, geralmente, utilizadas para operações táticas ou trabalho antiterrorista, onde a ameaça de munição é desconhecida, ou ainda se necessário maior margem de segurança para o usuário.
 
Placas “vest dependent” são projetadas para barrar a ameaça especificada dentro do colete/placa. Alguns fragmentos podem penetrar na placa, mas sua energia é diminuída drasticamente para que seja facilmente contida pelo colete balístico usado. Placas “vest dependent” são mais leves, mais confortáveis e menos volumosas do que placas “stand-alone”

 

Também por ocasião da Copa, a companhia fornecerá placas de proteção balística para a Polícia Federal (lanchas blindadas para proteção e fiscalização de portos), Polícia Militar e Exército (helicópteros blindados).
 
“A BCA foi escolhida para fornecer estes produtos por possuir diferencial tecnológico para oferecer alta performance em proteção balística com o menor peso do mercado. No caso dos InsertPlates, por exemplo, a matéria-prima deste tipo de proteção balística é muito sensível. A BCA é a única fabricante na América do Sul que consegue processá-la atendendo padrões internacionais”, explica André Bertin, CCO (Chief Commercial Officer) da BCA.
 
BRADAR

 
A companhia BRADAR estará presente em todos os  estádios da Copa com o radar SABER-M60. Serão utilizados 20 equipamentos, distribuídos em áreas estratégicas, monitorando e enviando informações em tempo real sobre o espaço aéreo de cada local. Os dados serão enviados para uma Central de Comando das Forças Armadas, auxiliando na tomada de decisão.
 
O radar foi desenvolvido pela Bradar, empresa controlada pela Embraer Defesa & Segurança, em parceria com o CTEx (Centro Tecnológico do Exército). O SABER é um dos carros-chefe da empresa. Ele permite rastrear alvos em um raio de 60 quilômetros, transmitindo informações em tempo real para um Centro de Operações de Artilharia Antiaérea (COAA). O equipamento também está integrado ao SISDABRA (Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro), da FAB (Força Aérea Brasileira).

Por ser móvel e de baixo peso, o M-60 pode ser facilmente transportado para qualquer local do território nacional ou empregado em missões de paz no exterior. Sua instalação para entrar em operação pode ser feita em menos de 15 minutos e por apenas três pessoas.
 
No ano passado, o SABER-M60 foi utilizado na segurança da Copa das Confederações e na Rio + 20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável.
 
Para o presidente da BRADAR, Astor Vasques, é uma grande conquista para a empresa integrar eventos tão importantes para o País. “É um orgulho para a BRADAR participar de um evento mundialmente importante e estar mais uma vez apoiando as Forças Armadas brasileiras na defesa e segurança de nosso País”.
 
HELIBRAS
 
De olho na segurança do espaço aéreo brasileiro também está a HELIBRAS, com uma frota de 122 helicópteros que serão utilizados pelas Forças Armadas e pelas Secretarias de Segurança Pública estaduais, que executarão missões de patrulha, segurança e transporte durante a Copa do Mundo.
 
Entre os helicópteros de grande porte, serão  utilizados pela FAB quatro novos EC725, sendo dois deles em configuração de tropa para segurança e patrulha, e outros dois destinados ao transporte de  autoridades. Os modelos são fabricados no Brasil, conforme contrato de transferência de tecnologia e produção, assinado em 2008, entre a HELIBRAS e o Ministério da Defesa para equipar as três Forças Armadas.
 
A FAB também poderá contar com quatro Super Pumas, modelo utilizado nas missões executadas pela Força durante a visita do papa Francisco ao Brasil, em 2013, com o qual o pontífice também realizou seus deslocamentos. Duas unidades do modelo biturbina médio EC135 T2 também estarão aptos para as atividades de patrulha e transporte.

Essas aeronaves, produzidas na França, receberam serviços de finalização e acabamento na fábrica da empresa em Itajubá (MG).

Com relação ao Exército, estarão a serviço da Copa do Mundo 55 dos 82 helicópteros da HELIBRAS operados pela Aviação do Exército (AvEx), dos modelos Cougar, EC725, Fennec e Pantera.
 
O Fennec é a versão militar equipada para combate do helicóptero Esquilo, modelo fabricado na linha de montagem da HELIBRAS, desde 1978, incorporando atualmente de 48% a 54% de conteúdo brasileiro em sua produção.
 
Já os grupamentos aéreos de Polícia e Corpo de Bombeiros das 12 cidades-sede da Copa vão disponibilizar um total de 57 helicópteros, cerca de 50% de suas frotas somadas. As corporações operam, em sua maioria, aeronaves da família Esquilo com sistema de vigilância aérea composto de imageador térmico de longo alcance, gravador de imagens e downlink de imagens em tempo real, o que aumenta a capacidade de detecção e identificação de alvos e ilícitos.

“A HELIBRAS se orgulha em ter seus helicópteros operando em todas as instâncias de segurança e defesa do País e de estar presente num grande evento mundial como este, com mais de 120 aeronaves de nossa marca escolhidas pelos operadores para as atividades de segurança e transporte. De nossa parte, ofereceremos em mais essa oportunidade todo o apoio necessário para o sucesso das atividades, contando também com a participação de fornecedores e tecnologias nacionais”, comenta Eduardo Marson, presidente da HELIBRAS.
 
Módulo Security

A Módulo Security é uma das responsáveis  pelo fornecimento e implementação de soluções de  TI a serem aplicadas nos CICCs (Centros Integrados de Comando e Controle) alocados em 12 cidades do País (e na estrutura nacional em Brasília).
 
O Módulo Risk Manager, software desenvolvido pela companhia, contempla soluções para: atendimento e despacho, inteligência, gestão de riscos, governança, TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) e segurança, dispositivos móveis e plataforma implementada pela Módulo com o software Módulo Risk Manager. O integrador desenhado pela empresa, possibilita uma integração de sistemas heterogêneos de rádios, telefones, canais de comunicação, vários veículos, equipamentos e bases de dados que estão integrados entre si.
 
O acesso às informações integradas permite iniciar rapidamente o ‘workflow’ de tratamento de eventos e incidentes.
 
Além disso, a Módulo participa do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), que está subordinado ao Comando do Exército e realiza as atividades de defesa cibernética no âmbito do Ministério da Defesa, tendo a função de coordenar e integrar a segurança cibernética identificando os envolvidos, ter a visão global, investigar e fazer análises de riscos.
 
Durante a Copa do Mundo, o CDCiber será  responsável pela Coordenação e Integração da Segurança e Defesa Cibernética, definidas no Planejamento Estratégico de Segurança Geral. O Risk Manager está sendo utilizado como principal ferramenta de monitoramento e integração de dados e a Módulo está fornecendo serviços de operação assistida no ambiente do Centro de Defesa Cibernética, além de serviços de avaliação de riscos nos Centros de Coordenação de Defesa de Área nas 12 cidades-sede, implementando a metodologia de gestão de riscos, a metodologia de tratamento e resposta à incidente de segurança, além da elaboração de um modelo de gestão de segurança da informação e comunicações no CDCiber.
 
“A plataforma implementada pela Módulo com o software Módulo Risk Manager , possibilita a integração de sistemas, bancos de dados, rádios, telefones, canais de comunicação, veículos e equipamentos heterogêneos. O acesso às informações integradas permite monitorar os eventos e iniciar rapidamente o tratamento de ocorrências e incidentes através de um workflow”, explica Fernando Nery, sócio-fundador e diretor de desenvolvimento de  negócios da Módulo.

Morpho Detection
 
A Morpho Detection, que integra o Grupo SAFRAN, terá o produto Itemiser DX, detector de mesa flexível e leve que analisa, simultaneamente, íons positivos e negativos, permitindo a detecção avançada de narcóticos e explosivos em aeroportos de 11 cidades-sede da Copa. Serão 49 Itemiser DX em funcionamento em aeroportos brasileiros, sendo 33 em localizados nas cidades-sede.
 
O produto da Morpho é o primeiro detector de vestígios no mundo com essa característica de simultaneidade, permitindo a detecção de uma variedade de narcóticos e explosivos. A detecção de íons positivos e negativos permite a identificação eficaz em uma única amostra. Ele fornece a verificação rápida e simultânea de explosivos e narcóticos em um pacote que é ergonômico e portátil.
 
Alguns dos benefícios do Itemiser DX: primeiro detector de narcóticos e explosivos em modo duplo do mercado; pode detectar uma ampla gama de substâncias; apresenta resultados em oito segundos; bibliotecas expansíveis; histórico abrangente de dados e arquivos de alarme pode ser recuperado e impresso.
 
“Ficamos contentes em saber que os aeroportos administrados pela Infraero, localizados nas cidades-sede da Copa do Mundo, estão seguindo níveis internacionais de segurança. A utilização do Itemiser DX para inspeção de bagagens e passageiros, em busca de explosivos e drogas, eleva o nível de segurança destes aeroportos comparando-os com os principais terminais do planeta”, comenta Raphael Periard, gerente comercial da Morpho Detection no Brasil.
 
NEC

Com expertise em soluções convergentes de redes de comunicação e tecnologia da informação, a NEC foi escolhida como fornecedora de soluções para quatro arenas que serão sedes de jogos na Copa do Mundo: Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE); Arena das Dunas, em Natal (RN); Arena Fonte Nova, em Salvador (BA); e Arena da Baixada, em Curitiba (PR).
 
Com foco no conceito de integração total  das soluções, a NEC implementou uma sala de comando e controle em cada um dos projetos, responsável por centralizar as diversas soluções de  TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) empregadas, como sistemas de segurança, infraestrutura IP, redes wireless, telefonia, gestão predial, bem como os sistemas audiovisuais, que estão presentes em todos os empreendimentos. A partir das salas de controle das arenas é possível ter uma perspectiva geral sobre as ações dentro e no entorno dos estádios.
 
No que se refere à gestão predial e à segurança, foram instalados, além da automação predial, sistemas de controle de acesso, controle de intrusão de perímetro e sistema de monitoramento e detecção de alarmes. Ainda com foco na segurança, os projetos estão preparados para receber solução de reconhecimento facial para identificação das pessoas que circulam pela área de cobertura, bem como análise de características como idade, sexo, comportamento, entre outros.
 
De acordo com Massato Takakuwa, diretor de negócios para governo da NEC no Brasil, foram empregadas tecnologias de ponta, a fim de oferecer às arenas brasileiras o que há de mais moderno no mercado. “O amplo portfólio de TIC que a NEC disponibiliza, somado ao know-how que a empresa concentra nessa área, com participação em diversos empreendimentos ao redor do mundo, são alguns dos fatores que credenciaram a companhia a fazer parte de todos esses projetos”.

OPTOVAC

Os equipamentos da brasileira OPTOVAC (integrada a SAGEM, grupo SAFRAN) também estão na lista de convocados para a Copa. Três produtos de optrônica portátil da companhia serão usados pela Polícia Federal para cumprir a segurança dos entornos dos estádios e o acompanhamento das delegações oficiais: duas lunetas a infravermelho para armamento (Sword T&D com visão termal e diurna; Sword Light com visão termal) e um binóculo multifuncional a infravermelho de longo alcance para observação e aquisição de alvo, JIM LR.
 
A OPTOVAC também forneceu os sistemas de  controle de voo dos helicópteros EC725 (da HELIBRAS) que o Exército Brasileiro irá operar na Copa do Mundo. “Temos o maior orgulho de saber que a tecnologia da Optovac será usada em missões de segurança pública na ocasião da Copa do Mundo 2014. Nossas soluções foram desenvolvidas para atender as necessidades de controle de voo, observação, identificação e localização de precisão” explica Valérie Redron, CEO da OPTOVAC.
 
RFCOM

A RFCOM é outra empresa que também tem cadeira cativa no Mundial. Pioneira no desenvolvimento e fabricação de shelteres (abrigos) militares no Brasil, é também especializada no desenvolvimento de Unidades Móveis para Broadcast, Componentes de RF e Equipamentos de Teste para aplicações em sistemas de defesa, televisão e elecomunicações.
 
Na Copa do Mundo, a empresa terá dezenas de unidades, das mais diversas formas e funcionalidades, operando no evento. Suas viaturas serão usadas pelas Forças Armadas, polícia e emissoras de TV de todo o País.
 
Uma atuação digna de um jogador completo. “Nos sentimos orgulhosos em fornecer dezenas de produtos, equipamentos e serviços com alta tecnologia e qualidade para clientes dos segmentos de broadcasting, telecom e defesa/segurança.
 
Com certeza, estaremos do início ao fim contribuindo para o sucesso dessa Copa“, disse Paulo Cesar Ceragioli, diretor técnico da companhia. A RFCOM está situada em São José dos Campos, uma região altamente industrializada e um importante centro tecnológico brasileiro, a 100 km de São Paulo. A companhia iniciou suas atividades em 1994, com o impulso da indústria wireless no Brasil, tornando-se uma das primeiras empresas a oferecer todo o suporte e linha de equipamentos necessários para instaladoras de celulares fixos, chegando a líder do segmento.
 
Hoje, a RFCOM tem mais de 800 clientes ativos, incluindo operadoras de celular, fabricantes de estações radiobase, clientes das áreas de rádio difusão de TV e rádio, defesa, segurança pública, mineração, exploração de petróleo, e indústria aeroespacial.
 
TRUCKVAN
 
A Truckvan forneceu para o Ministério da  Justiça, por meio da SESGE, 22 POE - Plataforma de Observação Elevada. Orçada em R$ 1.950 milhão, a Unidade Móvel POE comporta um sistema de monitoramento de imagens de médio alcance, composto por 14 câmeras com tecnologia de reconhecimento de face, e área de atuação de até 3 km de distância.
 
O sistema de observação é instalado em um mastro telescópico de 15 metros de altura, coberto por uma escotilha automática.
 
Além da captação, o veículo conta com redes wi-fi e mesh (via rádio), que permitem a visualização das imagens em um raio de até 500 metros de distância, possibilita também o envio dos dados em tempo real para os Centros Integrados de Controle e Comando Regional (CICCR) por meio de equipamentos de tecnologia móvel, como tablets ou telefones celulares.
 
“Nós entendemos que as POEs farão parte dos grandes legados da Copa do Mundo, por que vão ficar aqui no Brasil e poderão ser usadas pelas polícias em eventos, manifestações e datas comemorativas”, afirma Alcides Braga, sócio-diretor da Truckvan. Durante o Mundial da Fifa, duas POEs ficarão em cada uma das 12 cidades-sede, com exceção de Cuiabá (MT) e Natal (RN), que terão uma Unidade Móvel.

Outras Goleadoras
 
Outras empresas com tecnologias utilizadas ao longo do evento serão a IMBEL, que terá os seguintes produtos empregados pelas Forças Armadas e Forças de Segurança: Armamento Leve: Para-FAL 7,62; Fuzil de Repetição 7,62 de Alta Precisão (Sniper); Linha de Produtos IA2 constituída de Fuzil de Assalto 5,56 IA2; Carabina 5,56 IA2; Faca de Campanha IA2, e Faca de Campanha AMZ; e Linha de Pistolas 9 mm e .40.
 
Sistemas de Abrigos Temporários – SATi (constituídos de Abrigos de Alto Desempenho). Material de Comunicações e Eletrônica (Equipamento Rádios Portáteis e Veiculares). E Produtos Químicos (Explosivos, pólvoras e acessórios empregados em treinamentos de tropa e cães de guerra).
 
A INCOSEG (Indústria e Comércio de Equipamentos de Segurança) terá alguns de seus produtos utilizados por PMs no policiamento durante o período do evento como, por exemplo, trajes antitumulto, escudos antitumulto de alta absorção de impactos, caneleiras antitumulto, capacetes antitumulto, cassetetes tipo Tonfa, capacetes de policiamento, escudos balísticos nível III-A e bastões antitumulto.
 
A GESPI também atuará no período da Copa dando suporte/manutenção de equipamentos da aeronave C-130 da Força Aérea Brasileira, que será utilizada no apoio logístico durante o evento.
 
A Archo, juntamente com a Mako, assina toda a parte de engenharia e de instalação (referentes à documentação) do TCAS (Traffic Collision and Avoidance ou Sistema de Evasão de Colisões), que monitora as trajetórias de voo de aeronaves próprias com precisão, o que possibilita uma visão clara e imediata da situação de tráfego e de voos mais seguros em um espaço aéreo de alta densidade.
 
Este é um produto essencial para aeronaves, principalmente para os helicópteros que serão utilizados por emissoras de TV e rádio durante o mundial. É um equipamento eletrônico que para ser instalado no Brasil precisa de um manual de instalação, de um trabalho de engenharia, exatamente a expertise da Archo.
 
Além deste trabalho de engenharia, a companhia também fornecerá todos os fios que vão nas antenas e nos equipamentos que configuram o TCAS.

 


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Última atualização 22 SET, 16:00

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