16 de Dezembro, 2011 - 23:30 ( Brasília )

Aviação

BOLÍVIA - Chegam os K-8

Evo Morales voa no K-8 e pede lei do Abate Boliviana.

“Misión cumplida”. Com estas palavras o comandante da Fuerza Aérea Bolivia (FAB), general Tito Gandarillas saudou a recepção dos seis aviões K 8, recebidos da China, prontos para entrar na luta contra o narcotráfico e contrabando. Além dos aviões mais 11 pilotos treinados na Bolívia.

Os 11 oficiais capacitados em operar helicópteros, estiveram por quatro meses na  Unidad de Chimoré, mais 24 técnicos e pilotos treinados na China, receberam condecorações e reconhecimento por parte das autoridades militares e do presidente Evo Morales. Na ocasião Evo anunciou a aquisição de quatro helicópteros  para treinamento da FAB.

“Temos necesidade de radares, mais  equipamentos  nos helicópteros, creio que de verdade o narcotráfico, em alguns pontos, está mais equipado que qualquer Estado. Quero pedir aos pilotos conhecidos na Fuerza Aérea como ‘chinos’  aos  técnicos que cuidem de nossos aviões e equipamentos como fossem seus”, declarou o presidente Evo Morales.

“Posso afirmar senhor presidente que estamos prontos para combater o flagelo do narcotráfico. Temos realizado vôos tipo bombardeiro em simulador e em vôo e completamos a instrução”,afirmou Gandarillas.

Qué belleza!

O avião pousou e ao abrir o cockpit saiu o presidente Evo Morales e exclamou: “Qué belleza!” Assim exclamou o  mandatário apóm um vôo de 30 minutos no avião chinês K 8, nos comandos o líder do Grupo Aéreo de Caza (GAG-34), Gonzalo Sempértegui.

Segundo o piloto, que realizou várias acrobacias durante o vôo, chegaram a uma  velocidade de 600/700 km/h, onde puderam testar as características  técnicas da aeronave assim como a versatilidade.

O K8

A Fuerza Aérea de Bolivia (FAB) anunciou o início das operações dos seis K8 na luta contra o narcotráfico.

As aeronaves K-8estão  equipadas cada uma com um canhão de 23 milímetros y un sistema lançador de foguetes.

Os aviões comprados por 57,8 milhões de dólarese foram armados na Bolívia pelo fabricante Aero-Technology Import & Export Corporation (CATIC), e técnicos da Fuerza Aérea treinados na China. Alcançam uma velocidade máxima de 800 km/h.

São as aeronaves mais modernas do arsenal boliviano e substituirão os velhos aviões T33 , que foram manutenidos e são empregados atualmente para treinamento militar.
China capacitoua 12 pilotos para operar as aeronaves. A compra inclui um simulador de voo e outros sistemas de treinamento em terra.

O chefe militar mencionou que a próxima compra deverá ser de radares, dos quais carece el estado boliviano.

Lei do Abate Boliviana

O presidente Evo Morales pediu nesta quarta-feira ao Congresso, sob controle de seu partido, aprovar uma lei para que aviões militares de guerra, recentemente adquiridos da China, possam derrubar aeronaves que transportarem drogas. "Através da Assembleia Legislativa, temos que adotar uma lei para derrubar essas aeronaves. Precisamos de normas, em alguns países vizinhos há essas normas e na Bolívia não", afirmou Morales, durante um ato em uma unidade militar aérea em Cochabamba, no centro do país, onde entregou seis aviões K-8 chineses.

A Bolívia adquiriu este ano os aviões de guerra por 58 milhões de dólares e são os únicos do tipo no país. "É importante que adotemos certas regras. Apesar de termos seis K-8 preparados para o combate ao narcotráfico, o que fazer com esses aviões de narcotraficantes que continuam voando?", disse o presidente.

Morales pediu na terça-feira à União Européia e à ONU que facilitem helicópteros e radares para combater o tráfico de drogas. A Bolívia - segundo dados das Nações Unidas - é o terceiro produtor mundial de cocaína, depois de Peru e Colômbia, e sua produção é dirigida, principalmente, ao Brasil e à Europa.

No início dos anos 1990, os Estados Unidos assessoraram um programa de interceptação aérea para derrubar aviões do narcotráfico em Colômbia e Peru. No entanto, o programa foi suspenso em abril de 2001, depois que um avião das Forças Aéreas peruanas derrubaram na Amazônia um avião civil no qual viajavam missionários, provocando a morte de duas pessoas.