06 de Dezembro, 2013 - 09:44 ( Brasília )

Aviação

Força aérea celebra veterano 'elegante'

Cerimônia homenageia os 30 anos do uso do turboélice Tucano T-27 na formação de pilotos da aviação militar nacional

Roberto Godoy 
 
A Força Aérea recebe hoje os novos aspirantes a oficial da arma, e celebra um veterano - o turboélice Tucano T-27, que completa 30 anos de uso na formação dos pilotos da aviação militar brasileira. 
 
Na turma de 168 cadetes da Academia da FAB, em Pirassununga, 107 são aviadores, 40 intendentes e 21 infantes. Há um grupo de mulheres - 8 delas vão pilotar aeronaves, de combate inclusive, enquanto as outras 18 optaram pelos serviços administrativos. Um aluno estrangeiro foi indicado pelo governo da Guatemala e integra o quadro. 
 
Os aspirantes passarão ainda por um ciclo de 28 semanas antes de serem promovidos a oficiais e designados para postos em todo o território nacional. A cerimônia de hoje será marcada por atos simbólicos. A troca dos espadins pelas espadas é a marca da meta atingida. O quepe lançado ao ar é um gesto informal de comemoração. 
 
O elegante, ágil e preciso Tucano foi desenvolvido pela Embraer na segunda metade da década de 70, definido pela empresa como "treinador avançado". Mais tarde, passaria a ser oferecido com facilidades para o ataque leve ao solo. 
 
O primeiro voo, em 19 de agosto de 1980, revelou certas ousadias no projeto, inéditas para essa classe, dos monomotores turboélices, como os assentos ejetáveis, "cabides" para cargas externas, trem de pouso retrátil e cabine inspirada no arranjo dos caças pesados da época. 
 
Na cerimônia da manhã de hoje, o Tucano T-27 de matrícula 1361, com uma pintura especial comemorativa, vai liderar 16 aeronaves do mesmo tipo. A unidade é uma veterana: tem servido à instrução dos alunos da AFA e também ao Esquadrão de Demonstração Aérea - a Esquadrilha da Fumaça, agregada à Academia. 
 
O EDA está trocando de avião e estreia o novo A-29 Super Tucano em 2014. O homenageado T-27 acumula 500 mil horas de voo. Desde a chegada a Pirassununga, em 1983, atuou na formação de 2.700 aviadores. Ao menos 16 países utilizam o Tucano que, no Brasil, será submetido a um programa de revitalização e poderá ser empregado até 2025.