Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército promove intercâmbio sobre capacidades Anti-SARP

(FYI) Brasília (DF) – Promover o intercâmbio de conhecimentos e experiências sobre tecnologias, doutrina e soluções destinadas à detecção, identificação, acompanhamento e neutralização de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP). Esse foi o objetivo do I Simpósio Anti-SARP 2026, realizado nos dias 1º e 2 de setembro, no Forte Marechal Rondon, em Brasília, com a coordenação do Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX). A atividade reuniu representantes do Exército Brasileiro, da Marinha do Brasil (MB), da Força Aérea Brasileira (FAB), do Ministério da Defesa (MD), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e convidados civis.

O simpósio foi espaço para a troca de informações e lições aprendidas, diante da crescente utilização de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP) nos conflitos contemporâneos. A atividade também buscou nivelar conhecimentos estratégicos sobre tecnologias antidrone, alinhar iniciativas relacionadas a Sistemas de Múltiplos Robôs e Plataformas (SMRP) e defesa contra vetores autônomos, além de gerar subsídios para a tomada de decisões sobre a obtenção, organização e emprego dessas capacidades.

Ao longo do evento, foram realizadas palestras e atividades sobre temas como “Dronização dos conflitos modernos, defesa multicamadas contra enxame de drones”, “Defesa aeroespacial, proteção de aeroportos militares, grandes eventos e controle do espaço aéreo”, “Doutrina de Proteção Anti-SARP”, “Proteção da força, defesa de instalações militares, experimentação doutrinária e operações terrestres”, “Coordenação do Anti-SARP cinético e não cinético”, “O CCOMGEX no emprego, doutrina dos Anti-SARP não cinéticos” e “Gestão do espectro radioelétrico, aspecto central para sensores RF (radiofrequência) e interferidores”, entre outros. A programação também contou com momentos destinados a debates, esclarecimento de dúvidas e troca de conhecimentos entre os participantes.

Como parte do evento, o 1º Batalhão de Guerra Eletrônica (1º BGE) realizou uma exposição de suas capacidades, apresentando materiais e soluções relacionadas à proteção contra ameaças provenientes de sistemas não tripulados. A Unidade também participou de uma demonstração de capacidades Anti-SARP, realizada em conjunto com empresa convidada.

Integração amplia intercâmbio de informações



O desenvolvimento e o aprimoramento das capacidades Anti-SARP contribuem para a proteção da Força, diante da crescente presença de sistemas aéreos não tripulados no ambiente operacional contemporâneo. Nesse contexto, a iniciativa fortaleceu a integração entre as Forças Armadas, o Ministério da Defesa, órgãos parceiros e a Base Industrial de Defesa, ampliando o intercâmbio de conhecimentos e contribuindo para o aperfeiçoamento das capacidades de detecção, identificação, acompanhamento e neutralização de ameaças representadas por Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas.

Além disso, o simpósio reforçou a preparação para cenários que demandem elevados níveis de segurança e proteção, especialmente durante a realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo, que exigem planejamento, integração e emprego coordenado de capacidades Anti-SARP.

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