COBERTURA ESPECIAL - Task Force Brazil - Geopolítica

08 de Fevereiro, 2021 - 22:44 ( Brasília )

Governo Biden estabelece pontos de ação com o Governo Bolsonaro

Porta-Voz do Governo Biden dá um pito na Globo em plena Casa Branca




Redação DefesaNet
Inclui Vídeo


A correspondente do Grupo Globo, acreditada na Casa Branca, a jornalista Raquel Krähenbühl tentou pautar a Porta-Voz do Governo Biden, Jennifer Rene Psaki, usualmente chamada de Jen Psaki.

Na coletiva de segunda-feira (08FEV2021), Raquel Krähenbühl pensou que poderia surfar no relatório “Recomendações sobre o Brasil para o Presidente Biden e o novo governo dos EUA”, divulgado na semana passada. 

O relatório produzido por vários grupos ativistas contrários ao Governo Bolsonaro, que formaram a “Rede nos Estados Unidos pela Democracia no Brasil”, foi organizada em  antes mesmo de o próprio Bolsonaro ter assumido o mandato, em 01JAN2019.

A primeira resposta de Jen Psaki foi desconcertante, Raquel Krähenbühl tentou argumentar e foi rechaçada de forma categórica pela Porta-Voz do governo Biden.

Abaixo a tradução das perguntas e respostas a partir da transcrição fornecida pela Casa Branca.

 

Raquel Krähenbühl: E então, uma pergunta. Na semana passada, um relatório feito por ONGs e universidades foi enviado à Casa Branca, recomendando que os Estados Unidos interrompessem as negociações comerciais e outras, com o Brasil, sobre clima e violação de direitos humanos. E da mesma forma, alguns membros do Partido Democrata já haviam manifestado a mesma oposição à ampliação da parceria econômica com o Brasil. A Casa Branca está prestando atenção a esses relatórios e ao que está acontecendo no Brasil?

Porta-Voz Jen PSAKI: Certamente estamos atentos ao que está acontecendo no Brasil. Obviamente, compartilhamos uma parceria vibrante que abrange dois séculos de interesses mútuos e valores compartilhados. E nós, você sabe, até anunciamos nos últimos dias - você sabe, em 5 de fevereiro - que o governo dos Estados Unidos, por meio da USAID, anunciou que entregou um adicional de $ 1,5 milhão em ajuda emergencial de COVID no Brasil.

E, é claro, continuamos, você sabe, intimamente engajados nisso - no que é uma relação econômica significativa. Somos, de longe, o maior investidor no Brasil, incluindo em muitas das empresas mais inovadoras e focadas no crescimento, e vamos continuar a fortalecer nossos laços econômicos e aumentar nosso relacionamento comercial grande e crescente nos próximos meses.

Raquel Krähenbühl: Mas, Jen, as políticas do presidente brasileiro e do presidente Biden, em muitos assuntos - clima, direitos dos homossexuais, outros - são muito diferentes. Como eles podem trabalhar juntos?

Porta-Voz Jen PSAKI: Bem, assim como em muitos de nossos relacionamentos, buscamos oportunidades de trabalhar juntos em questões em que haja interesse nacional comum. E, obviamente, há uma relação econômica significativa e não vamos nos conter nas áreas em que discordamos, seja o clima, os direitos humanos ou outros. E então esse será o caminho a seguir em nosso relacionamento com o Brasil também.

 

Texto em inglês como fornecido pela transcrição da Casa Branca


Raquel Krähenbühl: And then, one question.  Last week, a report made by NGOs and universities was sent to the White House, recommending that United States break negotiations on trade and others, with Brazil, over climate and human rights violation.  And likewise, some Democrats on the Hill already had expressed the same opposition to expand economic partnership with Brazil.  Is the White House paying attention to those reports and to what’s happening in Brazil?

MS. PSAKI:  We certainly are paying close attention to what is happening in Brazil.  Obviously, we share a vibrant partnership that spans two centuries of mutual interest and shared values.  And we, you know, have even announced in recent days — you know, on February 5th — the United States government, through USAID, announced it has delivered an additional $1.5 million in emergency COVID response in Brazil.

And, we, of course, remain, you know, closely engaged in these — in what is a significant economic relationship.  We are, by far, the largest investor in Brazil, including in many of Brazil’s most innovative and growth-focused companies, and we’ll continue to strengthen our economic ties and increase our large and growing trade relationship in the months ahead.

Raquel Krähenbühl:   But, Jen, the policies of the Brazilian President and President Biden, on many issues — climate, gay rights, other ones — are very different.  How can they work together?

MS. PSAKI:  Well, just as is true in many of our relationships, we look for opportunities to work together on issues where there is joint national interest.  And obviously there’s a significant economic relationship, and we will not hold back on areas where we disagree, whether it’s climate or human rights, or otherwise.  And so that will be the path forward with our relationship with Brazil as well


Segundo informações que circulam em Washington, a Casa Branca tem solicitado com antecedência as questões aos jornalistas. Caso tenha sido assim, torna-se mais relevante, pois demonstra qiue o governo Biden deseja estabelecer pontes com o Brasil e o governo Bolsonaro, para o desespero da correspondente da Globo.

Um ponto importante até que ponto a posição oficial do Governo Biden formalizada hoje (08FEV2021), supera a estabelecida pelo ex-embaixador Thomas Shannon, no dia 01JAN2021, que tem sido o parâmetro para todos os controlados pelo Dialogo Interamericano, como os jornalistas: Willian Waack, Monica de Bolle, e o político lider Fernando Henrique e inclui alguns membros do Supremo Tribunal Federal, e as publicações: O Estado de São Paulo, Valor e o Antagonista. E operadores como o ex-juiiz Sergio Moro e boa parte da Lava-Jato. (artigo do Embaixador Shannon   TFBR - Thomas Shannon - A delicada verdade sobre uma velha parceria Link).

Ainda a ser definida nesta equação, onde se enquadra, a participação do General-de-Divisão R1 Santos Cruz.

Muitos operadores do Dialogo Interamericano, inclusive, acreditam que a embaixada americana em Brasília DF., seria o centro de desestabilização do governo Bolsonaro, com o objetivo de criar uma Revolução Verde-Amarela. Isto aproveitando o espírito invasivo do atual Embaixador americano Todd Chapman.

No site do jornal O Globo há uma versão totalmente fora dos fatos e tenta recuperar o relatório da ."Rede nos Estados Unidos pela Democracia no Brasil”. Artigo de O Globo:  EUA querem aumentar comércio com Brasil, diz porta-voz da Casa Branca Link

 





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