Beni (República Democrática do Congo) – O Exército Brasileiro desempenha papel relevante na Missão da Organização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO), atuando na proteção de civis, treinamento de tropas e apoio à estabilização da região marcada por conflitos armados e crise humanitária. Sua expertise em operações na selva é considerada referência internacional e contribui diretamente para o fortalecimento das forças locais e da própria missão.
Nesse contexto, no período de 11 a 15 de maio, a Jungle Warfare Mobile Training Team (JWMTT), integrante da MONUSCO, recebeu a visita operacional de autoridades do Exército. A comitiva foi composta pelo General de Exército Luiz Gonzaga Viana Filho, Comandante Militar da Amazônia, e pelo Coronel Flávio Luiz Lopes dos Prazeres, Comandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), entre outras autoridades.
Durante a atividade, foram realizadas visitas às cidades de Beni, na província de North Kivu, e Bunia, na província de Ituri, ambas naquela nação africana. A visita operacional teve por finalidade acompanhar as atividades desenvolvidas pela JWMTT, fortalecer os laços institucionais e verificar a contribuição brasileira no preparo operacional de tropas empregadas em missões de paz.
A presença da comitiva evidencia o compromisso do Brasil com a excelência no ensino de Operações na Selva e com a cooperação internacional no âmbito das Nações Unidas. O “guerreiro de selva” brasileiro é referência mundial nesse cenário específico.



…
Formação de excelência
O “guerreiro de selva” brasileiro é referência mundial, com destaque no emprego de técnicas especiais de combate em operações em um dos ambientes mais desafiadores e inóspitos existentes. A formação desses combatentes ocorre no CIGS, sediado em Manaus (AM). O Centro tem como missão especializar militares para o combate na selva, realizando pesquisas, experimentações doutrinárias e adestramento de tropas para a defesa e a proteção da Amazônia brasileira.
Há 60 anos, o CIGS desenvolve o Curso de Operações na Selva, para oficiais e sargentos, considerado um dos mais difíceis em âmbito mundial. O curso teve seu embrião no ano de 1966, com o funcionamento do primeiro curso de Guerra na Selva. Desde então, contribuiu para especialização de oficiais e sargentos do Exército Brasileiro e de outras forças do Brasil e do exterior, ajudando a fortalecer o CIGS como referência internacional na formação do “guerreiro de selva”.
A partir de 2017, o CIGS passou a realizar o Curso Internacional de Operações na Selva para militares de outros países, tendo funcionado como estágio internacional em 2016. A iniciativa de diplomacia militar compartilha conhecimentos com Nações amigas, colaborando para manter em alto nível o nome do Brasil no cenário internacional.



Fonte: JWMTT – MONUSCO – CECOMSEX
…





















