As propostas para o Governo Flávio: as Forças Armadas e Protagonismo Muindial

A reforma das Forças Armadas de Eduardo e Degaut para Flávio O projeto de Eduardo e Degaut para devolver o Brasil ao protagonismo mundial

O programa Claudio Dantas de segunda-feira (07SET2026)) recebeu os ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o analista de segurança internacional Marcos Degaut. Propostas para duas área sfotam apresentadas em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Ambos estão elaborando um projeto nesse sentido para o senador.

Seguem as propostas e ideias:

  • a reforma e reestruturação das Forças Armadas
  • no fortalecimento da política externa brasileira.

Na visão do apresentador Claudio Dantas, as Forças, atualmente, “não sabem o seu propósito”, “não debatem mais doutrina” e estão “subordinadas a um poder político deletério”, de Lula (PT) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

1 Propostas para as Forças Armadas

Degaut abriu sua fala relembrando o lema do ex-presidente dos EUA Theodore Roosevelt: ‘speak softly and carry a big stick’, ou seja, em português, “fale de maneira suave, mas carregue um porrete”: “Significa que uma boa diplomacia, uma boa política externa, não prescinde de um poder militar forte, ou seja, não existe o chamado ‘soft power’ sem um ‘hard power’ por trás”.

“Todos os países que têm uma diplomacia eficiente, têm também um poder militar forte para escutar”, afirmou Degaut. “No caso do Brasil, desde a redemocratização, se estabeleceu aí no meio do pensamento político tradicional, de que uma forma de consolidar a democracia, era por meio do enfraquecimento do poder militar”.

De acordo com o analista, isso acabou levando “ao atual estado de sucateamento das Forças Armadas” e que, “paralelamente”, “se vendia a narrativa, totalmente furada, de que o Brasil não tem inimigos”. Com essa precariedade atual, é preciso resgatar o “papel” e a “legitimidade” das Forças.

Degaut defendeu que as Forças Armadas “precisam ter todos os equipamentos para cumprir a sua missão constitucional, a sua missão institucional”, mas que elas precisam passar por uma atualização no futuro governo Flávio: “Atualização de missões, atualização de métodos, atualização de doutrina, o resgate da capacidade de ler o cenário internacional. É preciso que as Forças Armadas possam entender isso. Precisamos resgatar os mecanismos de liderança das Forças Armadas”.

“Precisamos também ter claro que meio militar e meio político não se comunicam, não podem se comunicar, não pode haver essa interferência mútua. O militar tem uma missão constitucional e institucional. O setor político tem outro fundamento, outros fundamentos”, continuou o analista.

Segundo ele, o projeto de “transformação” das Forças Armadas brasileiras vai causar uma inovação “qualitativa” e “positiva” para que “nós tenhamos forças armadas mais bem aparelhadas, com um novo sentido de missão, com novas missões, com unidade de propósito e com legitimidade frente à população, que vai ser um processo extremamente difícil de resgatar”.

“Não vai ser do dia para a noite, mas é necessário. Nenhum país pode prescindir de forças armadas”, completou Degaut.

Eduardo, na mesma linha do analista, disse que um país só será respeitado se “realmente tiver esse poder”: “Ninguém vai considerar o Brasil um jogador, um player da primeira divisão ou um líder regional, que é a nossa vocação, já que o Brasil representa metade em termos de território, população e PIB da América do Sul. Ninguém vai considerar respeitar o Brasil se eles não tiver as Forças Armadas fortes”.

“Normalmente, a gente só vai precisar das forças armadas se elas ficarem fracas, porque aí sim a gente vai ter algum outro país querendo abusar de nós. E para que a gente não tenha que recorrer a vizinhos para nos ajudar, é necessário sim que a gente tenha uma base industrial de defesa e umas Forças Armadas fortes”, defendeu.

“E isso também pode ser lucrativo, porque tecnologias militares normalmente são uma dificuldade muito grande de um país fazer essa transferência com outros. Então é importante que a gente consiga fazer o desenvolvimento dessa base industrial de defesa dentro do país”, continuou Eduardo.

“Se o Brasil realmente quiser ser um líder regional, é necessário ter umas Forças Armadas bem equipadas, modernas e sim, uma visão institucional alinhada, sabendo para que ela quer, o que ela quer no cenário mundial, é preciso dar, como Degaut falou, dar essa do nada, essa que nada dentro das forças”, completou o ex-deputado.

2 Proposta do fortalecimento da política externa brasileira.

De acordo com Degaut, os problemas da política externa brasileira “não são resultados apenas de ausência de prioridades claras, de seleção inadequada de aliados” ou “de falta de um projeto nacional”, mas também da falta do Brasil, com Lula, de “pensar estrategicamente”.

“Sob Lula, o Brasil perdeu completamente a capacidade de pensar de maneira estratégica”, criticou Degaut, complementando que o Brasil precisa de melhorias na área da defesa, na área comercial, na área econômica, na área de investimentos, na área de infraestrutura.

“É preciso reconquistar essa capacidade de formular [projetos de país”, disse o analista. “Para reconquistar essa capacidade de formular políticas com autonomia estratégica, é preciso também uma reforma daquele órgão que está destinado a ser o principal executor da política externa”.

Ele e Eduardo chegaram ao “diagnóstico” de que o Itamaraty “precisa de uma reforma funcional, uma reforma organizacional, uma reforma administrativa e profissional”: “Coloca-se nesse projeto exatamente uma coisa que nunca foi feita antes, que é você colocar exatamente quais são os interesses estratégicos concretos do Brasil, como isso impacta o cidadão, como isso impacta o produtor, como isso impacta o industrial, como isso impacta a defesa”.

Segundo ele, mais detalhes não vão vir a público no momento e que ele faz uma coisa nunca antes feita no país, que é “colocar uma grande estratégia de ação, com base em um planejamento estratégico de longo prazo” em prol do Brasil: “Claro, sempre tendo em mente como isso impacta o cidadão”.

“O projeto está pronto, a cada dia ele é aperfeiçoado, não é um projeto que começou hoje, não é um projeto que começou ontem, eu tenho discutido esse tema com o Eduardo há muito tempo, há pessoas colaborando, pessoas que compartilham essa visão acerca desse diagnóstico, acerca das propostas que precisam ser levadas a cabo, e é realmente um projeto robusto, de substância”, afirmou Degaut.

Ainda de acordo com o analista, o projeto “realmente tem o condão de elevar o patamar das prioridades estratégicas do Brasil”: “Não só na área de política externa, mas naquelas áreas que são afetas diretamente à política externa. Não existe política externa sem defesa, não existe política externa sem comércio, sem investimentos”.

“A diplomacia brasileira, ela, historicamente, ela foi um dos vetores do desenvolvimento nacional. Hoje, a diplomacia do Lula é motivo de vergonha, de chacota”, finalizou Degaut.

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