COBERTURA ESPECIAL - Modernização FAB - Aviação

08 de Março, 2021 - 01:30 ( Brasília )

KC-X2 - DefesaNet adiantou a notícia: Ministro Guedes negou recursos para as aeronaves A330MRTT

Após caos em Manaus, Defesa pede R$ 500 milhões para compra de aviões de transporte estratégico, Ministério da Economia, sob ordens do Ministro da Economia Guedes, nega



Redação DefesaNet


O jornal O Globo publicou em seu portal, no dia 05MAR2021 (KC-X2 - A330 MRTT um sonho que se esfumaça), a confirmação da notícia que DefesaNet trouxe com destaque no dia 26FEV2021. Ou seja com oito dias de antecedência.  A aquisição das duas aeronaves A330 MRTT (Multi-Role Tanker Transport), dos excedentes da Royal Air Force(RAF), tinha sido bloqueada pelo Ministro da Economia,

A decisão é a confirmação do baque e só demonstra a atual posição agressiva e de total desconsideração, do Ministro Paulo Guedes e seus Guede´s Boys, para com a área de Defesa. Repetem a posição da área financeira do Brasil que tem pânico dos militares pelas ideias desenvolvementistas. Para eles Guedes é o "Guardião do Imobilismo"  Não se sabe qual a posição do Presidente Bolsonaro, se pactua com estas decisões ou é constrangido a aceita-las.

Mesmo após o anúncio, setores da Força Aérea, ainda têm a esperança de incorporar à frota da FAB as duas aeronaves A330 MRTT.

O Chefe do Comando Geral de Apoio (COMGAP), Tenente-brigadeiro-do Ar Baptista Jr., respondeu ao questionamento com seguinte post.


Espera-se uma postura mais agressiva da Força Aérea Brasileira e dos demais comandos em dois fronts:
 

1 – Perante a área econômica do governo e também no Congresso, e,

2 – Frente a Projetos Estratégicos da FAB, que enfrentam momentos técnicos delicados.


DefesaNet repete a frase publicada, no dia 26FEV2021, com um adendo:
 

“Se você não diz o que quer,
recebe o que não quer, ou não recebe.”

 ___________________________________________

      Matéria do Portal O Globo
05 Março 2021



Após caos em Manaus, Defesa pede R$ 500 milhões para compra de aviões; Economia nega

 

Pedido do Ministério da Defesa de abertura de um crédito extraordinário foi feito no início de fevereiro
 

Gabriel Shihohara
Portal O Globo
05 Março 2021
 

BRASÍLIA — O colapso no sistema de saúde de Manaus no início do ano acendeu um alerta na Força Aérea Brasileira (FAB) sobre a necessidade da compra de duas aeronaves para atuação no enfrentamento da pandemia. O Ministério da Economia, no entanto, negou o pedido que envolvia aumento de despesas.

O pedido do Ministério da Defesa de abertura de um crédito extraordinário de R$ 500 milhões foi feito no início de fevereiro. A pasta argumentava que precisava desses aviões para transporte de pessoas e de carga no combate à Covid-19.

Em uma nota técnica anexada ao pedido obtido pelo GLOBO, o Ministério da Defesa ressalta a atuação da FAB na crise em Manaus, em que transportou pacientes para outros estados e tanques de oxigênio para a capital do Amazonas. De acordo com a pasta, essa situação “evidenciou exponencialmente a carência operacional” da FAB, o que levou ao pedido dos recursos para a compra das aeronaves.

A nota assinada pelo chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar, Marcelo Kanitz Damasceno, e pelo chefe da quinta subchefia do Estado Maior da Aeronáutica, Marcelo Brasil Carvalho da Fonseca, ainda mostra que os aviões atualmente disponíveis têm capacidade limitada de transporte de oxigênio e pacientes.

“A ocorrência de novos colapsos logísticos no sistema de saúde de regiões e municípios de difícil acesso por terra se apresenta como possível, embora de dimensões imprevisíveis, e demandará respostas imediatas do Estado Brasileiro. Além disso, não há como projetar ou prever a evolução do número de casos e as dificuldades que surgirão no futuro próximo por conta de “terceiras e quartas ondas” de infecção da pandemia, assim como a reinfecção de brasileiro devido a disseminação de variantes do Coronavírus. Sendo assim, todo esse cenário exige uma ação efetiva e urgente do Estado” — diz a nota técnica do Ministério.

Os recursos seriam utilizados em aeronaves maiores, com capacidade de carregar de 240 a 600 cilindros de oxigênio, a depender do tamanho, e transportar até 6 UTIs, 16 macas e 117 assentos para equipe médica e passageiros ou 130 macas e 96 assentos.

A previsão da FAB era abrir um processo de licitação logo após a liberação do crédito com prazo máximo de assinatura de contrato de 90 dias. Em seguida, a entrega das aeronaves deveria acontecer dentro de 60 dias.

Pedido negado

Apesar dos argumentos da Defesa, os recursos não foram liberados pelo Ministério da Economia. A avaliação da Junta de Execução Orçamentária, órgão que define a direção da política fiscal, é de que o pedido não atendia aos preceitos de urgência, imprevisibilidade e relevância previstos na Constituição para a edição de Medida Provisória que liberaria os recursos extraordinários.

O trecho do texto constitucional ainda ressalta exemplos, como gastos decorrentes de guerra, comoção interna e calamidade pública. Procurado, o Ministério da Economia reafirmou o entendimento da Junta.


 

Matérias Relacionadas


KC-X2 - A330 MRTT um sonho que se esfumaça

CECOMSAER - Esclarecimento Aeronave C-767

KC-X2 - FAB cala-se e FSP ataca Temer


Boeing 767 300ER é recebido pela FAB


FAB: Posicionamento - Leasing BOEING 767


DN - EMBRAER Troca Comando / Gripen - novo radar e Argentina confirma interesse


FAB - Assina Contrato Leasing B767-300ER


Editorial - Na Pressão- Um Passo Prejudicial





Clique na imagem para expandir

Página de uma publicação da Força Aérea Brasileira sobre seus Projetos Estratégicos.


 


VEJA MAIS



Outras coberturas especiais


Venezuela

Venezuela

Última atualização 19 ABR, 21:12

MAIS LIDAS

Modernização FAB