Bom Jesus das Selvas (MA) – O Exército Brasileiro, por meio do 24º Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS) — Batalhão Barão de Caxias — realizou entre os dias 19 e 25 de abril um intenso exercício de adestramento operacional na Reserva Biológica do Gurupi. A atividade teve como foco a proteção ambiental e a prontidão militar em uma área estratégica no limite oeste de sua responsabilidade.
O exercício destacou-se pela mobilização estratégica multimodal. Com o apoio da mineradora Vale, tropas e viaturas foram transportadas por via ferroviária (Estrada de Ferro Carajás) de São Luís até a Estação Nova Vida, em Bom Jesus das Selvas. A operação ratificou o conceito de interoperabilidade entre o Exército Brasileiro, o ICMBio e órgãos de segurança pública, como o Centro Tático Aéreo (CTA) do Maranhão.
Operacionalidade e Desafios Táticos na Selva

Durante o exercício, as tropas executaram missões em um cenário de “dupla ação”, incluindo: marcha para o combate motorizada e a pé; patrulhas de reconhecimento e vigilância (a pé e aeromóvel) e ressuprimento das classes I, V e VII por via aérea e por meio de cachês de suprimento; ações de infiltração tática para neutralização de ameaças simuladas por meio de emboscadas e destruição; logística de suprimento, com adestramento em ressuprimento por via aérea e instalação de “cachês” de suprimento na selva.
Um ponto de destaque foi o treinamento de saúde operacional, com a simulação de uma evacuação aeromédica (EvAeM) para testar o tempo de resposta e a coordenação entre as equipes médicas e as tripulações das aeronaves em apoio.

Ação Cívico-Social: a “Mão Amiga” na Comunidade
Refletindo o compromisso social do Exército Brasileiro, o 24º BIS realizou uma Ação Cívico-Social (ACISO) no povoado São Francisco, em parceria com a prefeitura local. Os resultados incluíram: mais de 70 atendimentos odontológicos; dezenas de consultas médicas; palestras educativas e distribuição de kits de higiene bucal para jovens.
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Comitiva do Ministério da Defesa realiza visita operacional às ações da Operação Ágata Amazônia 2026

(Agência Força Aérea) Comitiva do Ministério da Defesa e do Comando Conjunto Harpia, no contexto da Operação Ágata Amazônia 2026, realizou, nos dias 7 e 8 de maio, visita operacional a pontos estratégicos da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira nos municípios de Barcelos, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga e Tefé, no Amazonas.
As atividades foram conduzidas pelo Chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, Almirante de Esquadra Paulo César Bittencourt Ferreira, acompanhado do Comandante da Operação Ágata Amazônia 2026, Major-Brigadeiro do Ar Márlio Concidera Estebanez, além de outros Oficiais-Generais das três Forças Armadas.
Durante a agenda, a comitiva acompanhou de perto as ações operacionais desenvolvidas na região amazônica, reforçando a integração entre as Forças e o compromisso com a soberania nacional e o combate aos ilícitos transfronteiriços.
O Almirante Paulo Ferreira destacou a importância da Operação Ágata Amazônia 2026 no combate aos ilícitos transfronteiriços e crimes ambientais na região amazônica. A ação reúne Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira, além de órgãos como Polícia Federal, Polícia Militar do Amazonas, Receita Federal, CENSIPAM, ICMBio e IBAMA, em uma atuação integrada, coordenada e articulada também com países vizinhos, como Peru e Colômbia, fortalecendo a segurança e a presença do Estado na faixa de fronteira.
“Estou realizando esta visita à Operação Ágata Amazônia 2026, representando o Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, e também o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante de Esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire. Especialmente na faixa de fronteira, as Forças Armadas possuem a atribuição de atuar no combate aos ilícitos transfronteiriços e ambientais. Observamos que, com base em um trabalho de inteligência bem executado, no compartilhamento de informações e em um planejamento eficiente, os resultados têm sido bastante positivos. Também destaco o importante apoio prestado às populações locais, especialmente ribeirinhos e comunidades indígenas, com atendimentos médicos, odontológicos, distribuição de medicamentos e diversas ações de assistência.Percebemos uma presença bastante integrada do Estado, com participação efetiva das Forças Armadas, dos países vizinhos e das agências brasileiras envolvidas nesse tipo de atuação”, ressaltou o Chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, Almirante de Esquadra Paulo César Bittencourt Ferreira.
As visitas contemplaram estruturas, capacidades e meios empregados pela Força Naval Componente (FNC), pelas Forças Terrestres Componentes (FTC) 1 e 2 e pela Força de Operações Ribeirinhas Componente (FORC).



Operação Ágata Amazônia
A Operação Ágata Amazônia 2026 é coordenada pelo Ministério da Defesa e conduzida pelo Comando Conjunto Harpia, tendo como objetivo intensificar a presença do Estado na região amazônica e apoiar o combate aos crimes transfronteiriços e ambientais. As Forças Armadas atuam em conjunto, com militares da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, com apoio de agências governamentais.
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