COBERTURA ESPECIAL - Especial Espaço - Geopolítica

23 de Julho, 2015 - 17:28 ( Brasília )

ALCANTARA - - Wagner e Rebelo afirmam que fim do ACS foi por razões comerciais

Fim de acordo com Ucrânia não foi político, diz governo


Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil RJ




Os ministros da Defesa, Jaques Wagner, e da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, disseram hoje (23) que a decisão de encerrar o acordo de lançamento de foguetes com a Ucrânia foi motivada por razões comerciais. Em visita à base da Marinha, na Ilha de Mocanguê, no Rio de Janeiro, eles informaram que o rompimento do acordo não teve motivos políticos ou diplomáticos.

Segundo Jaques Wagner, o governo brasileiro avalia o fim do acordo há pelo menos um ano e a decisão não foi influenciada pelo conflito entre a Ucrânia e a Rússia. “Foi decidido antes disso. Eventualmente o conflito agravaria [os problemas do acordo], porque eles têm muita tecnologia que é compartilhada entre a Rússia e a Ucrânia. Foi uma questão muito mais de entender que essa cooperação não chegaria àquilo que o Brasil quer”, disse o ministro da Defesa.

Aldo Rebelo disse que o acordo com a Ucrânia não estava se mostrando comercialmente viável. “Era um acordo comercial para o Brasil, junto com a Ucrânia, financiar a construção de foguetes e buscar, ou com satélites próprios ou comprando satélites, prestar serviços a terceiros países que queiram lançar satélites em órbita.”

“Vamos disputar esses lançamentos no mercado, porque Ucrânia, França, Alemanha, China, Rússia e os Estados Unidos têm bases de lançamento, satélites e foguetes. Para competir, o preço do seu foguete tinha que ser suficientemente competitivo para que os países optassem por fazer seu lançamento nessa base”, disse Aldo.

De acordo com ele, o dinheiro já gasto com o projeto não será perdido. “As obras para essa finalidade perderam sentido, mas a estrutura que foi erguida, embora ainda não tenha sido completada, pode ser destinada para outra finalidade. Não é porque não vamos lançar esse projeto com a Ucrânia, que o Brasil vai deixar de perseguir a meta de lançar satélites da base de Alcântara.”

Nota DefesaNet

Trata-se da primeira declaração oficial do governo Brasileiro à materia publicada com exclusividade por DefesaNet

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