COBERTURA ESPECIAL - PROSUPER - Naval

28 de Outubro, 2010 - 12:00 ( Brasília )

BAE Systems entrega proposta detalhada à Marinha do Brasil

Transferência de tecnologia é fundamental na proposta da BAE Systems à marinha brasileira

Nota BAE Systems


Rio de Janeiro, Brasil - A BAE Systems entregou sua proposta detalhada à Marinha do Brasil, prevendo o fornecimento de embarcações navais que atendam ao ambicioso programa de renovação de sua frota, com base em um contrato de transferência total de tecnologia, prevendo a construção dos navios no Brasil.

Esta proposta sucede o recente Contrato de Cooperação em Defesa, firmado entre os governos do Reino Unido e Brasil. Marca também a última etapa de um processo que visa um maior comércio bilateral entre os dois países. Baseado nos já comprovados projetos de navios da BAE Systems, o pacote inclui o fornecimento de cinco navios de patrulha oceânica, um navio de suporte logístico e cinco navios-escolta, assim como abrangentes serviços de suporte logístico. E o que é mais importante, a proposta também define a estrutura que abre a oportunidade, com endosso do Governo do Reino Unido, para estabelecer uma parceria com o Brasil, visando sua participação no projeto e no desenvolvimento do novo Navio de Combate Global, uma embarcação altamente flexível e de múltiplos empregos.

De acordo com o Diretor Executivo da divisão de Navios de Superfície da BAE Systems, Alan Johnston: “Acreditamos que este enfoque que damos à parceria estratégica, em combinação com os nossos comprovados projetos de navios, fortalecerão a indústria brasileira e darão à Marinha do Brasil a confiança em nossa capacidade de fornecer uma solução eficaz e a custo acessível que atenda às futuras exigências de capacidade naval do País”.

A BAE Systems tem um longo e bem-sucedido histórico de trabalho junto à Marinha do Brasil e seu envolvimento remonta ao fornecimento na década de 70 das fragatas da Classe Niterói pela outrora VT Shipbuilding pertencente à BAE Systems. Esta proposta atual se alicerça nesta herança e visa atender aos objetivos que o Brasil definiu em sua Estratégia Nacional de Defesa, para aprimorar sua capacidade industrial, conferindo ao País as condições de desenvolver uma indústria de construção naval independente e sustentável, bem como uma capacidade de suporte marítima durante toda a vida útil das embarcações.

“Estamos atualmente mantendo discussões referentes a esta proposta naval com vários possíveis parceiros industriais do Brasil, inclusive estaleiros e desenvolvedores de sistemas de combate”, acrescentou Johnston. “Buscamos ativamente formalizar estes acordos e forneceremos mais detalhes no devido tempo”.

O Navio de Patrulha Oceânica de 90 metros da BAE Systems, incluído na proposta, se baseia nas já comprovadas embarcações da Classe River, atualmente utilizadas pela Real Marinha do Reino Unido. Este navio usa a mesma plataforma básica do navio em construção pela Bangkok Dock, na Tailândia, segundo um contrato similar de transferência de tecnologia, mas com sistemas e equipamentos ajustados às especificações da Marinha do Brasil. Além disso, a empresa também propôs uma variante do navio-tanque da Classe Wave, usado pela Real Marinha do Reino Unido, ajustado de forma a atender às exigências específicas da Marinha do Brasil quanto à aviação, equipamentos e pessoal.

O Navio de Combate Global de última geração está sendo desenvolvido para que tenha um custo acessível e se adapte facilmente à rápida evolução das exigências de uma defesa atualizada. Fazer parte da parceria no desenvolvimento do navio de Combate Global possibilitará ao Reino Unido e ao Brasil não só introduzir, em serviço ativo, estes navios altamente capazes, como também reduzir custos, graças à racionalização de seu projeto, sua construção e seu processo de licitação, assim como graças ao compartilhamento de sua manutenção e operações de suporte. Além disso, oferece ao Brasil a oportunidade de exercer influência no projeto e o acesso para seu pessoal naval ao treinamento padrão da Real Marinha do Reino Unido.