31 de Janeiro, 2014 - 18:38 ( Brasília )

NAe A-12 São Paulo - Incidentes no Teste do Sistema de Propulsão

Desde que foi incorporado à Marinha do Brasil, em 2000, o porta-aviões tem sofrido vários acidentes, com pelo menos quatro marinheiros mortos.



 

MARINHA DO BRASIL
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA

NOTA À IMPRENSA

 

Brasília, em 30 de janeiro de 2014.

A Marinha do Brasil (MB) esclarece que o Navio-Aeródromo (NAe) “São Paulo” desatracou no dia 28 de janeiro para realizar testes no seu sistema de propulsão.

Durante os testes (dia 30), ocorreu um pequeno derramamento de óleo a partir de uma tubulação. Imediatamente, foram instaladas barreiras de contenção, em torno do navio, e acionado o Plano de Emergência para evitar poluição do mar, o que permitiu o recolhimento do resíduo despejado.

Houve, ainda, um vazamento de vapor do Navio (dia 29), no local onde se encontravam três integrantes da tripulação, sem consequências posteriores. Por precaução, os militares foram encaminhados para atendimento médico e liberados,
posteriormente, por não apresentarem qualquer ferimento.

Cabe ressaltar que, considerando-se os riscos operacionais inerentes a profissão militar-naval, a MB atribui elevada e permanente prioridade as condições de segurança de seu pessoal, maior patrimônio da Força.

Destaca-se, ainda, que a MB tem se empenhado em dotar o País com um Poder Naval compatível com os inúmeros interesses brasileiros no mar, em especial na extensa área marítima conhecida como “Amazônia Azul”.


Nota DefesaNet - Na mesma nota seguem 7 páginas sobre a Amazônia Azul, que serão publicadas em separado.



RIO DE JANEIRO - A Marinha do Brasil confirmou nesta sexta-feira (31), por meio de nota, que o porta-aviões São Paulo apresentou dois acidentes quando fazia testes em seu sistema de propulsão na Baía de Guanabara, esta semana. O primeiro problema ocorreu ontem, com derramamento de óleo para o mar. O outro foi quarta-feira (29), quando houve um vazamento de vapor que atingiu três tripulantes. A Força minimizou as consequências dos dois casos.

Desde que foi incorporado à Marinha brasileira, em 2000, o porta-aviões tem sofrido vários acidentes, com pelo menos quatro marinheiros mortos. No mais recente, ocorrido em 22 de fevereiro de 2012, um militar morreu em incêndio e três ficaram feridos. Outro acidente, ainda mais grave, matou três marinheiros em 17 de maio de 2005, após o rompimento de uma tubulação de vapor.

Segundo a nota, o vazamento de óleo de ontem teve pequena proporção e foi logo contido após acionamento de plano de contingência, tendo a própria Marinha recolhido o resíduo despejado, evitando a poluição do mar. No outro caso, os marinheiros, de acordo com as informações divulgadas, não teriam sofrido maiores consequências pelo vazamento de vapor e já foram liberados, após atendimento médico, sem apresentarem ferimentos.

A informação dos acidentes desta semana foi divulgada nesta sexta-feira (31) em matéria do jornal O Dia, após denúncia de marinheiros que estavam a bordo. De acordo com o site da Marinha, o porta-aviões, fabricado pela França entre 1957 e 1960, tem uma tripulação de 1.030 homens e capacidade de transportar até 37 aeronaves de asa fixa e 2 helicópteros. É o mais importante navio do país.