COBERTURA ESPECIAL - Guerra Hibrida Brasil - Editorial

12 de Junho, 2017 - 00:30 ( Brasília )

EDITORIAL - Síndrome von Stauffenberg



EDITORIAL DefesaNet
Síndrome von Stauffenberg

 
No dia 20 de Julho de 1944, o Coronel Claus von Stauffenberg compareceu a Toca do Lobo, Rastenburg, Prússia, onde Hitler mantinha um dos seus Quartéis-Generais durante a 2ª Guerra Mundial, para uma reunião onde o Fuehrer estaria presente. Na pasta duas bombas.

Conseguiu passar pelo controle das SS, porem teve tempo de armar só uma bomba.

Chamado providencialmente ao telefone momentos antes da explosão, quando se dirigia ao aeroporto ouviu o estrondo da explosão. Embarcou para Berlim com certeza de o objetivo ter sido atingido, a eliminação do Fuehrer.

Quando pousou em Berlim, não teve confirmação da morte de Hitler, creditou a que a informação estivesse sendo censurada, pois ouvira a explosão e não haveria como alguém escapasse com vida daquela sala. 

Indecisões na tentativa de levar em frente a Operação Valquíria e perda de minutos preciosos e a própria fala de Hitler ao rádio, teve como resultado, que ao fim daquele dia, os principais conspiradores, incluindo generais, fossem fuzilados pelas SS ou Gestapo.

O sentimento a quem assistia a GloboNews, na noite do dia 09 Junho, após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), era o que DefesaNet chama de “Síndrome von Stauffenberg”. Como pode estar vivo o meu alvo, se eu ouvi a monumental explosão, que ajudei a produzir, no dia 17 de Maio?

Passados 23 dias desde o poderoso ataque jurídico-midiático, e o nosso alvo está vivo politicamente e governando. Como é possível isso?

As faces de pânico dos jornalistas Globais, no feitor Merval Pereira e certamente na Troika Marinho e em dois gabinetes do STF, mais na Procuradoria-Geral da República relembram a do Coronel Claus von Stauffenberg confrontado com a realidade.

Fiz tudo certo. Montei a bomba. Coloquei na sala de reuniões. Ouvi a explosão. Confirmaram a explosão. Mas o alvo permanece vivo e no comando.

A coluna online Expresso, de Época, coordenada por Diego Escosteguy, publicava três notas em sequência, como uma rajada de metralhadora, na noite de sexta-feira (09JUN2017):

21h21- PGR tem áudio inédito da JBS que compromete Temer
 
21h26 - JBS contrata auditoria para aprofundar delação

21h30 - Joesley Batista estava desesperado quando obteve delação - Procuradores da Lava-Jato rechaçaram conversas com empresário por três meses

Na mesma noite de sexta-feira a revista VEJA publicava um pseudo vazamento mencionando uma operação da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), contra o juiz do Supremo Edson Fachin (leia a reportagem e os comentários de DefesaNet Link).

Encolerizada a presidente do Supremo tenta se escudar em uma nota. Assim como o Procurador-Geral. 

Aparentemente trata-se de uma tentativa de obter um salvo-conduto para os membros do judiciário implicados no golpe.

Porém, para os soldados da conspiração a estes resta o pânico de serem expostos à lei.

 

O Antagonista publicou na tarde de sábado:

10.06.17 15:38 É preciso fechar a ABIN

A ABIN é uma herança maldita de Fernando Henrique Cardoso.

Trata-se de uma estrovenga que gasta mais de meio bilhão de reais por ano do nosso dinheiro, para espionar ilegalmente políticos, magistrados e jornalistas desafetos dos sucessivos ocupantes do Planalto.

A ABIN precisa ser fechada. Não foi desvirtuada porque nunca teve virtude.


Curiosamente é a mesma reação que Fernando Color de Mello teve em tentar obstruir investigações anteriores, contra aliados seus, pelo Serviço Nacional de Inteligência (SNI).

O conteúdo da VEJA pode ser facilmente identificado como total FAKE NEWS pela seguinte frase:

“O general Sergio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência e comandante da ABIN, foi acionado por auxiliares de Temer para obter provas da viagem.”

Os quatro jornalistas que trabalharam na reportagem há muito tempo não entram no Palácio do Planalto e também não conhecem o GenEx Etchegoyen, para fazerem tal afirmação. Descendente de uma família, há quase 100 anos na vida militar, o texto soa completamente inverossímil.

A jornalista Helena Chagas (Os Divergentes), delatora do caseiro Francenildo, acredita que a ABIN tenha feito uma redentora Operação Tabajara.

Para todos os conspiradores ocorreu de esquecerem a regra número um de uma Conspiração:

 “Uma Conspiração deixa de ser Conspiração, se der certo.” 

Portanto a Síndrome von Stauffenberg está progredindo para um número cada vez maior de conspiradores.


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