18 de Junho, 2019 - 10:20 ( Brasília )

Geopolítica

General assume área de obras e meio ambiente da Itaipu Binacional

Luiz Felipe Carbonell assinou o termo de posse nesta segunda-feira (17). Diretoria de Coordenação é uma das mais importantes da empresa por ter entre suas atribuições garantir a segurança hídrica da usina.

O general Luiz Felipe Carbonell assinou, na manhã desta segunda-feira (17), no Edifício de Produção de Itaipu, o termo de posse no cargo de diretor de Coordenação da binacional. Em seguida, ele participou da primeira Reunião de Diretoria Executiva, com diretores brasileiros e paraguaios.

A Diretoria de Coordenação é uma das mais importantes da empresa por ter entre suas atribuições garantir a segurança hídrica da usina. Carbonell retorna à Itaipu após seis meses.

Ele ocupou a chefia da Assessoria de Informações da própria Itaipu por quase dois anos e deixou o cargo no início deste ano, para assumir a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Estado do Paraná.

O convite para voltar à empresa partiu do diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, com quem tem uma relação profissional e de amizade de longa data. Também pesou na escolha do novo diretor o fato de Carbonell conhecer a empresa e a região com profundidade.

“O general Carbonell é um gestor com larga experiência, atuou em uma área estratégica da Itaipu, que é a Assessoria de Informações, e será um importante instrumento de mudanças”, afirmou Silva e Luna, “especialmente para a implementação das medidas de austeridade adotadas pela nossa gestão”.

A Diretoria de Coordenação também é responsável por alguns dos projetos considerados prioritários pela atual gestão da Itaipu, como a construção da nova ponte que vai ligar o Brasil e o Paraguai, entre os municípios de Foz do Iguaçu e Presidente Franco.

A obra será paga com recursos da binacional. Também fazem parte das atribuições da Coordenação implementar programas socioambientais na região Oeste do Paraná, como a conservação da qualidade da água do reservatório e o cuidado com a faixa de proteção, e a relação da empresa com 54 os municípios que estão na área de influência da usina.

“O desafio é muito grande porque a Diretoria de Coordenação é muito ampla em suas atividades e fundamental para a produção de energia, que é o foco de Itaipu”, afirmou o diretor, acrescentando que “Itaipu é uma empresa extremamente diferenciada em todas as suas atividades e relevante não apenas para o Paraná, mas para todo o Brasil e o Paraguai”.

Sobre as primeiras medidas à frente da diretoria, Carbonell disse que pretende antes conhecer a estrutura e os projetos em andamento. “Obviamente, a primeira preocupação é não atrapalhar, é fazer com que as coisas continuem funcionando adequadamente.

Depois, aos poucos, fazer ajustes que são naturais, de acordo com as orientações do diretor-geral.” O novo diretor de Coordenação assume o cargo no lugar do engenheiro Newton Kaminski, que é empregado de carreira e vai permanecer na empresa até os próximos meses, quando se aposenta.

Carreira

General de Divisão do Exército, Luiz Felipe Carbonell é natural de Porto Alegre (RS) e iniciou sua carreira militar em 1974, em Resende (RJ), na Academia Militar das Agulhas Negras.

Além da formação básica, ele acumula cursos de Comando e Estado Maior do Exército e de Política, Estratégia e Alta Administração. Tem ainda formação civil em Gestão de Processos na Escola Nacional de Administração Pública e MBA Executivo na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Como militar, comandou o 14º Regimento de Cavalaria Mecanizada, em São Miguel do Oeste (SC), a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada em Dourados (MS), a 5ª Região Militar e a 5ª Divisão de Exército em Curitiba, Paraná. Também foi Subchefe do Centro de Comunicação Social do Exército, Chefe de Gabinete do Estado-Maior do Exército e chefe da Seção de Comunicação Social da Brigada Haiti, na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah).

Na Itaipu, Carbonell é o terceiro militar nomeado como diretor pelo presidente Jair Messias Bolsonaro e pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albulquerque. Também integram a diretoria o próprio general Silva e Luna e o vice-almirante Anatalício Risden Júnior, diretor financeiro-executivo.

O decreto de nomeação de Carbonell foi assinado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro e pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e publicado no último dia 11 no Diário Oficial da União (DOU).

Empregado com 30 anos de casa assume Diretoria Técnica Executiva de Itaipu



Uma semana depois da nomeação do general Luiz Felipe Carbonell para a Diretoria de Coordenação de Itaipu, o presidente Jair Messias Bolsonaro e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, nomearam o engenheiro Celso Villar Torino, empregado de carreira, para diretor técnico da binacional, cargo diretamente ligado à área fim da usina, a produção de energia.

A nomeação foi publicada nesta terça-feira, 18, no Diário Oficial da União (DOU). A data da posse ainda não definida. O mandato tem validade até 16 de maio de 2022.

Celso Torino é o quarto diretor de Itaipu nomeado pelo presidente Bolsonaro e é o único sem formação militar. É também o primeiro diretor técnico de carreira do lado brasileiro da binacional.

A escolha de seu nome se deve, principalmente, à experiência e competência técnica demonstradas em 30 anos de carreira na usina de Itaipu. Ele substitui no cargo Mauro Corbellini.

A Diretoria Executiva de Itaipu é formada por 6 diretorias, cada uma com diretores brasileiros e paraguaios. Na margem esquerda da usina, a nomeação dos diretores é uma prerrogativa da Presidência da República e do Ministério de Minas e Energia.

Prata da casa

Itaipu foi o primeiro emprego de Celso Torino como engenheiro. Ele foi contratado em 1989, como engenheiro especialista em estudos elétricos. Antes de trabalhar na usina, ele teve experiência de um ano, como trainee, em Furnas Centrais Elétricas e na empresa privada Geotécnica.

Com 12 anos de casa, já em 2001, Torino foi promovido a gerente de Operação da Usina e Subestações. Em 2010, assumia a Superintendência de Operações, um dos cargos-chave da Área Técnica de Itaipu, juntamente com as superintendências de Manutenção, de Obras e de Engenharia de Projetos.

Era nesse cargo que estava ao ser convidado a assumir a Diretoria Técnica Executiva. Paulista de Piquete, Celso Villar Torino, além de técnico em eletrônica pelo COTEC/Unesp, é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e tem especialização pela UFBA/Eletrobras em Automação de Sistemas Elétricos de Potência.

Ao seu currículo, soma-se um MBA Executivo Internacional pela USP/FIA. “É uma honra poder servir ao meu País e ao Paraguai, nessa função. Agradeço a confiança em mim depositada pelo general Silva e Luna e, consequentemente, pelo ministro de Minas e Energia e pelo nosso presidente da República”, diz o novo diretor técnico executivo.

Conquistas

Na Superintendência de Operação, as principais responsabilidades são a produção de energia e a segurança operacional da usina. Entre as atividades mais importantes, destacam-se o planejamento, a coordenação e a gestão da produção de energia da usina e da segurança operacional de suas instalações, dentre elas as subestações e o sistema de transmissão de Itaipu.

Durante os nove anos à frente do cargo, Torino se orgulha de a usina ter conquistado, em dois anos - 2014 e 2018 -, o melhor desempenho operacional nos 35 anos de operação de Itaipu.

Ele também ressalta o recorde mundial de geração de energia, em 2016, quando Itaipu produziu 103,1 milhões de megawatts-hora (MWh). Em 2012, com 98,3 milhões de MWh, e em 2013, com 98,6 milhões de MWh, Itaipu já havia batido o recorde mundial de produção, mas a produção de 2016 permanece como recorde.

Mas o maior orgulho de Celso Torino é ter contribuído para a maior produção acumulada de energia do mundo. Em 35 anos de operação, Itaipu ultrapassou a geração de 2,6 bilhões de MWh.

Uma marca que dificilmente outra usina do mundo irá alcançar. Celso Villar Torino foi um dos responsáveis por implantar em Itaipu a estratégia "Dança com as Águas", em 2011, com base nos conceitos da Teoria das Restrições, cujo foco era elevar a performance da produção de energia da hidrelétrica, considerando conceitos sustentáveis de segurança das pessoas, do meio ambiente e da própria usina.

Uma estratégia que deu tão certo que, nos anos seguintes, a usina conquistou sucessivos recordes de produtividade e também de produção, com melhor aproveitamento do insumo mais escasso, a matéria-prima água, para a geração de energia.