COBERTURA ESPECIAL - Front Interno - Inteligência

20 de Outubro, 2016 - 11:00 ( Brasília )

Governo brasileiro financiou grupos extremistas no exterior



Equipe DefesaNet

 
As manifestações antissemitas por partidos e grupos de extrema esquerda, além do vídeo postado por um pai de aluno do Rio de Janeiro no último dia 14 de outubro indignado com as comemorações a favor da revolução maoísta na China, no interior de uma escola pública. Esses acontecimentos reforçaram algumas linhas de investigação que setores dos departamentos da inteligência brasileira investigam desde antes dos Jogos Olímpicos.  E que deve estourar como um dos maiores escândalos desde os desvios de verbas da Petrobrás.

O governo de Dilma Rousseff, e partidos políticos, entre eles o PT, além de centrais sindicais colaboram com frequência na remessa de dinheiro e no apoio político a grupos radicais islâmicos do Oriente Médio. Duas fontes ligadas a centrais de inteligência do governo, tanto civil quanto militar, além de equipes do FBI, dos EUA, vasculham informações de ligações estreitas entre setores do governo brasileiro e grupos de extremistas árabes do Oriente Médio e revolucionários africanos.

As ações massivas para conter qualquer atentado nas Olimpíadas, que culminou com a prisão de 10 suspeitos, abriu as portas para um aprofundamento sobre as relações entre membros do PT, do PSOL e do PSTU, além de movimentos sociais como o MST (Movimento dos Sem Terra) e MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) entre outras organizações de cunho trotskista e maoísta, além de sindicatos dominados por essas siglas.

A conclusão prévia dos agentes é que o Brasil não só vinha pagando como financiou ações extremistas em troca de se ter uma Olímpiadas sem problemas, quando todos imaginavam que o Rio de Janeiro se tornaria um cenário de horror. O governo federal na época de Lula e depois de Dilma Rousseff fizeram grandes aportes de recursos para Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador para as FARCS (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), além dos empréstimos oficiais.

Em maio de 2013, em meio às manifestações que passavam a tomar as ruas das cidades do país, o Brasil estava perdoando US$900 milhões em dívidas de países africanos, que se tratava da dívida externa de 12 países com o Brasil. A África virou um paraíso para as empreiteiras brasileiras, abrigando praticamente todas as empresas envolvidas na Lava Jato.

Grande parte das construções em Angola e Moçambique, por exemplo, são capitaneadas pela empreiteira Odebretch. Igrejas evangélicas brasileiras também se encontram em plena expansão no continente e também estão sendo investigadas como possíveis ‘pontes’ entre o dinheiro enviado pelo governo brasileiro e células de terror e revolucionárias.

“O Foro de São Paulo passou a tratar questões externas como prioridade para manter acesso o ideal socialista na América Latina e na África e o Brasil exerce papel fundamental neste processo. O mundo árabe nasceu em muito de algo além das questões ideológicas, mas como uma segurança caso a Petrobras e o pré sal entrassem em colapso. Lideranças de grupos extremistas islâmicos já expressaram simpatia tanto ao ex-presidente Lula, quanto a ex-presidente Dilma como ao PT.

Estamos investigando os tipos de acordos feitos na época”, comentou um dos agentes escutados pelo DefesaNet.

Quando a rede da CIA e do FBI encontraram indícios do envolvimento político-ideológico e como financiador de células terroristas e revolucionárias de esquerda em diversos países, os agentes brasileiros tiveram que se submeter a algumas restrições na atuação investigativa, inclusive durante a realização dos jogos. O comando ficou nas mãos da inteligência dos EUA, França, Israel e Alemanha.
Segundo um dos agentes militares escutados, uma das garantias pedidas era que nada ocorresse durante os jogos e a mobilização de células dentro do Brasil caso o “golpe” contra o governo Dilma Rousseff se consolidasse e avançasse para a prisão de Lula.

“Estamos tratando tudo isso com enorme cuidado, a situação é complexa, mas agora dá para se compreender vários processos que estavam difusos. Chegou um instante que os outros países nos passaram a olhar como um provável Estado terrorista e nos preocupou muito”, confessou o investigador.

Um ponto que começa ser analisado é que o caráter hegemônico que o Partido dos Trabalhadores tinha no campo das esquerdas está fraturado. Assim grupos que se submetiam ou aceitavam de forma pragmática o controle do PT estão em um processo de ação de forma independente. Muitas vezes de totalmente contraditórias entre si.


Nota DefesaNet

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