29 de Setembro, 2017 - 08:50 ( Brasília )

Defesa

Ministro Jungmann encerra as atividades da Operação Felino


Alexandre Gonzaga

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, encerrou nesta quinta-feira (28), na Academia Militar das Agulhas Negaras (AMAN), em Resende (RJ), o Exercício Felino 2017, operação militar conjunta e combinada que visa capacitar membros das Forças Armadas brasileiras e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) no emprego em missões de paz e ajuda humanitária, nos níveis tático e operacional.

Antes do encerramento, Jungmann, chefes de Estados-Maiores da CPLP, oficiais generais brasileiros e estrangeiros, e militares da Marinha, Exército e Aeronáutica, assistiram uma sequência de simulações de emprego de tropas.

De acordo com o ministro Jungmann, os exercícios da Série Felino aproximam países que tem a mesma matriz linguística, étnica e cultura. "Os exercícios aqui realizados são de missão de paz e de ações humanitárias. O Brasil já deu um exemplo, internacionalmente, da sua capacidade operacional e tática no Haiti", afirmou Jungmann.



Ainda segundo o ministro da Defesa, o Brasil tem convites das Nações Unidas para realizar missões de paz em cerca de 10 países.

Durante as simulações e situações fictícias foram realizados ações de patrulha, resgate aéreo, controle de distúrbios, atendimentos a múltiplas vítimas, evacuação médica, descontaminação química, biológica, radiológica e nuclear, entre outras.

O chefe do Estado-Maior , General das Forças Armadas de Portugal, general Artur Pina Monteiro disse que seu país tem dado grande importância para a integração das nações de língua portuguesa. "Quanto maior essa cooperação melhor será a execução em prol da paz, segurança e o bem-estar dos nossos países", salientou o general português.

Após as simulações, Jungmann e as delegações da CPLP percorreram uma exposição de produtos nacionais de defesa.

Na cerimônia de encerramento do Exercício, o ministro agradeceu os militares das nações amigas e brasileiros pelo esforço de integrar continentes. "Esse exercício nos torna cada vez mais capazes de desenvolver nossa capacidade de atuar de forma conjunta e combinada e como provedor de paz e ajuda humanitária", finalizou o ministro.

A Força Tarefa Conjunta e Combinada foi composta por integrantes da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro, da Força Aérea Brasileira, bem como de militares oriundos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O Exercício teve início no dia 18 de setembro e terminou hoje com a visita de autoridades. Cerca de mil militares da CPLP participaram do Exercício Felino

O ano que vem o Exercício ocorrerá, em São Tomé e Príncipe, no formato "Carta", ou seja, executada por meio de computadores, como um jogo de guerra.

O chefe do Estado-Maior de São Tomé e Príncipe, brigadeiro general Horácio Castro da Trindade de Souza, declarou que esta edição no Brasil é essencial para a próxima em seu país.

Ainda estiveram presentes no encerramento, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do MD, almirante Ademir Sobrinho; o chefe de Operações Conjuntas do MD, general César Augusto Nardi de Souza; o subchefe de Operações Conjuntas, e oficial superior do Exercício , brigadeiro Hudson Costa Potiguara; o subchefe de Assuntos Internacionais do MD, ?, o 1º subchefe do Estado-Maior da Aeronáutica, brigadeiro Jair Gomes da Costa Santos; o chefe do Estado-Maior do Exército, general Fernando Azevedo Silva; o comandante da AMAN, general Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves; o comandante da Divisão Anfíbia, almirante Jonatas Magalhães Porto; o diretor do Exercício e comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve, general Carlos André Alcântara Leite; e outras autoridades militares.



Exercício Felino

Cada Exercício funciona num ciclo que dura dois anos, utilizando o mesmo cenário fictício que simula situações-problema. O primeiro ciclo é realizado no formato “carta”, no qual se planeja e executa uma operação por meio de rede de computadores, como um jogo de guerra. Essa fase foi realizada no ano passado, em Cabo Verde. O segundo exercício é realizado no ano seguinte, no terreno e com a ação de tropas. Esta é a modalidade realizada, em 2017, no Brasil.

Felino

Os treinamentos da série Felino iniciaram-se no ano 2000 e são uma oportunidade de promoção da cooperação, amizade e união entre as nações. A cada biênio são colocados países diferentes para sediar o evento.

O Exercício foi batizado com o nome de Felino em razão deste mamífero selvagem estar presente nos continentes americano e africano.



Fotos: Sgt Manfrim/MD