COBERTURA ESPECIAL - Brasil - EUA - Defesa

07 de Agosto, 2015 - 10:00 ( Brasília )

Comitiva americana conhece Política e Estratégia de Defesa Nacional do Brasil


Militares americanos integrantes do Grupo CAPSTONE de Estudos de Campo do Hemisfério Ocidental estiveram no Ministério da Defesa, na última quarta-feira (05), para assistir a uma palestra sobre a Política e Estratégia de Defesa Nacional e conhecer a estrutura da Pasta.

O objetivo do programa é mostrar aos participantes à liderança militar, industrial e civil dos Estados Unidos e do Brasil. O CAPSTONE é um curso de educação em nível executivo para oficiais generais, representantes do governo americano.

O evento foi aberto pelo subchefe de Política e Estratégia (SCPE), brigadeiro Jair Gomes da Costa Santos. Na ocasião, o brigadeiro salientou que o tema Defesa não deve ser restrito apenas às Forças Armadas. “É imprescindível envolver a sociedade como um todo nestas questões.

O tema defesa não deve ser exclusividade das Forças.Precisamos monitorar o espaço aéreo, as fronteiras e as águas jurisdicionais brasileiras. É importante entender que é necessário desenvolver a capacidade de pronta resposta”, disse Santos.

Para ele, é fundamental ter Forças Armadas equilibradas, treinadas e integradas, proporcionais à estatura do País, assim como é impossível não considerar o atlântico sul como prioritário e estratégico para o Brasil. “Temos, por exemplo, duas áreas distintas e de interesses estratégicos: a Amazônia e o atlântico sul e é neste que possuímos 88% da reserva do petróleo do Brasil, vindos das plataformas continentais, além do que 95% do comércio exterior brasileiro também passa por esta região”, defendeu o brigadeiro Santos.

Já o almirante Antonio Carlos Soares Guerreiro do Departamento de Catalogação (DECAT), destacou que o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) alavanca o desenvolvimento tecnológico do País.

“Buscamos parceiras internacionais, pois precisávamos ganhar tempo e observamos que apenas cinco países no mundo tem conhecimento para projetar e construir submarinos de propulsão nuclear, como China, Reino Unido, EUA, Rússia e França”.

Para o almirante, a transferência de tecnologia foi um ganho para o Brasil. “A França se dispôs a estabelecer uma parceria para nos apoiar e nos dar conhecimento para que, no futuro, possamos realizar os projetos de forma mais independente”, comentou.

O Curso

O CAPSTONE tem como objetivo assegurar que os oficiais e civis equivalentes entendam os princípios básicos de uma doutrina conjunta e de como integrar líderes nacionais e internacionais.

Neste contexto, os alunos são divididos em três grupos e visitam países de cinco áreas gerais como no Hemisfério Ocidental, Europa, Sudoeste Asiático, Pacífico e a África. Em cada local visitado, o grupo é exposto a assuntos regionais e os desafios de coalizão e operações conjuntas, como também a implementação dos elementos do Poder Nacional além do militar.

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