COBERTURA ESPECIAL - Brasil - Suécia - Geopolítica

30 de Novembro, 2017 - 13:30 ( Brasília )

SUÉCIA - Aurora 17 superou expectativas mas são necessárias melhorias




 


O exercício de defesa Aurora 17 mostrou as capacidades militares da Suécia e fez as forças armadas darem um passo à frente.

Por outro lado, o exercício também revelou recursos inadequados nas Forças Armadas. Essa conclusão agora apresentada pelo comandante das Forças Armadas da Suécia General Micael Bydén.

Com mais de 19.000 participantes e participações de vários países além da Suécia, incluindo os Estados Unidos, França e a Finlândia.

A Aurora 17 foi o maior exercício de defesa da Suécia por mais de 20 anos. O trabalho de avaliação da operação está acontecendo e se espera que seja concluído até o final do ano.

Em um seminário organizado para membros do governo e da defesa, o General Micael Bydén adiantou algumas opiniões sobre Aurora 17:

"Olhando para o objetivo geral, podemos ver que conseguimos resultados realmente bons nas condições que estamos", diz Micael Bydén.

Pontos notados:

-  Maior estrutura de apoio médico e na logística como um todo.

General Micael Bydén provando o rancho de campanha



- A situação geopolítica no Báltico cada vez mais tensa fez reforçar a defesa nos últimos anos com, entre outras coisas, com maior presença em Gotland, o General Micael Bydén vê carência de recursos em duas áreas: logística e sistemas de comando e controle (C2), foi o que o Exercíco Aurora 17 revelou.

"Os recursos de logística já sabíamos que não teríamos em quantidade que precisamos. Pode ser tanto como o apoio médico como alimentar as tropas, onde elas estejam operando. O que temos é realmente bom, mas não em quantidade para apoiar uma grande quantidade de soldados.

Bydén alertou: "Se fôssemos colocados em uma fase de contingência mais prolongada, teríamos dificuldade em apoiar às tropas no seu todo".

Reforço econômico

A defesa agora receberá um forte fortalecimento econômico. Já está acertado um aumento das dotações de SEK 2,7 bilhões(U$D 350 milhões)  no período 2018-20, além dos investimentos de 500 milhões SEK feitos na recente revisão do  orçamento.

A subvenção será utilizada, nomeadamente, para a compra de veículos no todo-terreno, mais recursos para aumentar as capacidades militares e mais centros de treinamento.

 


Uma das características da Aurora 17 foi o efetivo retorno de práticas usadas nos anos 70/80, e paulatinamente abandonados, como as operações dispersas da Flygvapnet (Força Aérea Suéca). O uso de operações de pouso e decolagem de caças Gripen, em rodopistas, foram usados além do treinamento militar, como uma atividade de relações públicas com as comunidades locais.

"A Aurora 17 nos ajudou a ver onde as falhas existem", diz Micael Bydén.

E completou: “Estamos preparando um exercício de Defesa Integral para ser realizado, em 2020”.


Slide aprersentando todas as Forças que participaram da Aurora 17.


Fatos: Aurora 2017

Número de participantes: aproximadamente 19.500

Destes  12 600 soldados

Apoio 6 700

Gerenciamento de exercícios: aprox 1 600

Além disso:

Autoridades civis: cerca de 150 (Ministério transportes, Saúde, Administrações Marítima e Aérea, etc)

Forças internacionais em torno de 2.000 (dos Estados Unidos, França, Noruega, Finlândia, Dinamarca, Estônia, Lituânia e Letônia)





 

Nota DefesaNet

A Operação Aurora 17 transcorreu junto a outras na Europa, que elevaram a tensão regional como a Russa Zapad 17.

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