21 de Janeiro, 2014 - 10:30 ( Brasília )

Armas

Consórcio Kalashnikov se consolida na América do Norte


Boris Pavlischev

O consórcio Kalashnikov vem conquistando a América do Norte. Em Las Vegas, no âmbito da Feira de Armas Shot Show 2014 foi firmado um acordo sobre o fornecimento anual de um lote de 200 fuzis de caça esportiva.

Nos termos do contrato, o agente do consórcio, empresa Russian Weapon Company obteve um direito exclusivo para a venda nos EUA e no Canadá, num prazo de cinco anos, até 30 tipos de armas produzidas pela empresa de Izhevsk. Tratam-se de fuzis Saiga, Los, Bars, Sobol, Rekord e outros.

Vale notar que já há dois anos a Russian Weapon Company colabora com o Kalashnikov, fornecendo aos americanos cerca de 90% das armas para fins civis, exportadas pelo consorcio. O novo contrato permitirá alargar a escala da atividade conjunta e o sorteio da empresa de Izhevsk, tendo uma elevada procura nos EUA, reputa o perito militar, vice-redator da revista digital Ezhednevny Zhurnal (Revista Anual), Alexander Golts:

"As armas semiautomáticas especiais (shotgun) Saiga são compradas tanto por caçadores, como por unidades policiais norte-americanas. Os sistemas Kalashnikov se destacam por um manejo fácil e segurança, sendo esse um fator que possa contribuir para autodefesa da população e a procura da parte dos órgãos responsáveis pela segurança pública."

A Saiga utiliza o mecanismo da metralhadora Kalashnikov. No entanto, a famosa AKM não pode ser vendida nos EUA. Apesar disso, nos sites de várias lojas norte-americanas estão à venda, a preço de 600 dólares, não apenas as Saigas, mas também as AK-47 e AK-74, fabricadas na Bulgária e na Romênia. Muitas empresas têm contornado a proibição federal pelo que nas armas foram colocadas algumas peças de fabricação norte-americana.

Em todo o caso, tais empresas não necessitam de um concorrente sério na pessoa do Kalashnikov mesmo que este se ocupe da “vertente civil”. Curioso que a delegação russa que se preparava para a viagem a Las Vegas tinha de enfrentar certas dificuldades – ao chefe do consórcio, Konstantin Busygin, foi negado um visto de entrada, disse o perito militar Ivan Konovalov:

“O tráfico de armas é um negócio muito duro. Se usam quaisquer métodos para afastar concorrentes. A presença do diretor teria sido desejável. Mas o que mais importa é o evento próprio.”

Em vez de Konstantin Busygin o contrato com a Russian Weapon Company foi fechado pelo diretor dos serviços de marketing, Pavel Koligov. Na sua opinião, a decisão de cancelar o visto de entrada pode ser qualificada de uma tentativa de impedir a entrada das empresas russas para os mercados locais.

Texto/tradução: Voz da Rússia