COBERTURA ESPECIAL - Argentina - Naval

01 de Junho, 2014 - 21:00 ( Brasília )

Armada Argentina recebe o ARA S42 San Juan

O ministro da Defesa, Agustín Rossi, comandou a entrega da solenidade de entrega do submarino ARA S42 San Juan à Armada Argentina. Após a execução dos trabalhos de meia vida. O evento ocorreu dia 23 Maio no Complejo Industrial Naval Argentino,


 

Nelson Düring
Editor-chefe DefesaNet


As atividade de modernização de meia vida do submarino ARA S42 San Juan, da Armada Argentina,  podem ser inseridas como um “tango” lacrimoso, como são especialmente os assuntos referentes  referentes ao Comando de la Fuerza de Submarinos(COFS) da Armada Argentina.

O San Juan entrou no dique em  17 de agosto de 2007,  no ex-EstaleiroMinistro Manuel Domecq García, atual TANDANOR e parte do Complejo Industrial Naval Argentino (CINAR).

O projeto era a chamada Modernização de Meia Vida, que consiste no corte do casco para permitir a troca das bateias e em certos casos a substituição dos motores diesel e elétricos assim como a revisão das caixas de redução (engrenagens).

Em Setembro de 2011 o Governo Argentino anunciou o fim do Processo de Modernização de Meia Vida do ARA San Juan (Ver a matéria - Em Época Eleitoral ARA recebe o San Juan). A solenidade contou com a presença da presidente Cristina Kirchner.
 
Submarino ARA S42 San Juan – detalhes da Modernização

Foram substituídos os 4 motores diesel MTU de 16 cilindros em V de 1.200 Kw de potência, que movem igual quantidade de alternadores de 4.000 ampéres, por outros novos. Os  motores elétricos responsáveis pelo movimento dos hélices, receberam manutenção integral - que incluiu desmontagem completa, limpeza, mediçaõ, calibração e posterior montagem - com a substituição dos suportes resilientes que amortecem a vibração do motor.

Também foram substituídas as 960 baterias que dão a energía quando navega submerso, sem o snorkel.

A previsão era de 350.000 horas de trabalho e as atividades estarem prontas em 2010. Restrições orçamentárias limitaram os trabalhos atrasando em quatro anos.

O desafio maior era que o estaleiro de submarinos Almirante Storni (ex Domecq García), teve suas atividades encerradas nos anos 90, durante o governo Carlos Menem e reaberto em 2003-2004 pelo então presidente presidente Néstor Kirchner.

Com o fechamento do estaleiro os profissionais  técnicos, que tinham concluído com êxito a reparação do  submarino ARA S Salta, concluída em 1995, se dispersou.

Lista de algumas modificações

• Operações de corte e soldagem do casco;.
• Medição rigorosa das soldagens, medição da circunferência e controle dimensiona;
 • Troca das 960 baterias;.
• Montagem e alinhamentos dos grupos geradores;
• Troca dos suportes resilentes dos Motores de Propulsão Elétricos (MEP).
• Verificação e reparação de válvulas e  mais de 9 km de tubulações;.
• Reparação dos acionamentos hidráulicos;
• Substituição dos cabos de potência;
• Substituição de 37 km de cabos;
• Reparação e tratamento dos tanques;
• Reparação dos lemes e timões;
• Substituição dos 4 motores diesel MTU de 16 cilindros em V e 1.200 Kw de potência, que moven 4 alternadores de 4.000 ampéres
 

A Política

Durante a solenidade no Estaleiro TANDANOR, o ministro Agustin Rossi declarou:   “La industria para la defensa es una industria noble y federal, representa una considerable mejora en nuestra balanza comercial”.

Tanto o ministro Rossi como o secretário de Ciência, Tecnologia e Produção para a  Defesa, Santiago Rodríguez, destacaram que:  "con la reparación del submarino se recuperaron capacidades para toda la industria metalmecánica argentina. Las capacidades de corte y soldadura desarrolladas en este proyecto, únicas por su complejidad en el país, sirven también en la construcción de plataformas off-shore para la extracción de gas y petróleo".

Acompanharam a solenidade o presidente do Complexo Industrial Naval Argentino (CINAR), Mario Fadel; e o chefe do Estado-Maior Geral da Armada, vice-almirante Gastón Erice.

Nota DefesaNet

A expectativa megalômana do então presidente Néstor Kirchner em recuperar a plena capacidade de operação do estaleiro Domecq Garcia, hoje TANDANOR, construído especialmente para a produção dos submarinos Thyssen TR1700. O ARA S42 San Juan e o seu gêmeo o S41 Santa Cruz foram construídos na Alemanha, pelos estaleiros da Thyssen , em Emden. Atualmente parte do grupo ThysseKrupp Marine Systems (TKMS).  O Santa Cruz teve sua opewração de Modernização de Meia vida realizada no Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro.

Para uma análise histórica do Comando de la Fuerza de Submarinos(COFS) da Armada Argentina, em especial nas ações da Guerra das Malvinas/Falklands leia o livro : O Cóidigo das Profundezas: - Coragem, patriotismo e fracasso a bordo dos submarinos argentinos nas Malvinas. Autor Roberto Lopes, editora Civilização Brasileira.

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Kirchner - Discurso Reabertura Estaleiro Domecq  2004 Link

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Dados ARA S 42 San Juan

Classe

Thyssen TR1700

Período de Construção

1980 - 1985

Lançado

1983

Estaleiro

Thyssen NSW , Emdem , Alemanha

Deslocamento

Submerso 2.365 t

Superfície 2.150 t

Comprimento

65,9m

Tripulação

37

Velocidae Submerso

25 nós (45km/h)

Velocidade Superfície

15 Nós (27km/h)

Produndidade

+ 250 m

DefesaNet

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SUBMARINO ARA SAN JUAN - Finalización de los Trabajos de Media Vida - Inclui descrição dos trabalhos realizados Link



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