COBERTURA ESPECIAL - Africa - Defesa

29 de Novembro, 2017 - 00:50 ( Brasília )

MINUSCA - Incerteza quanto à participação do Brasil

A participação do Brasil na Missão Multidimensional das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA), começa a enfrentar problemas para sua confirmação.

Nota DefesaNet
Texto atualizado 13:20 28NOV2017

Equipe DefesaNet


O Comandante do Exército Brasileiro, General-de-Exército Eduardo Villas Bôas dirigiu uma mensagem aos Comandantes / Chefes / Diretores de Organizações Militares sobre a Participação Brasileira em Missão de Paz na República Centro-Africana (RCA).

O texto informa que oficialmente o Brasil foi convidado a integrar a Missão Multidimensional das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA), em 22 de novembro de 2017.

Informa que até o presente momento, o Governo Brasileiro não emitiu um parecer respondendo ao questionamento, formulado pela Organização das Nações Unidas (ONU).



Abaixo Mensagem do Comandante do Exército





A nova Missão de Paz ansiosamente buscada pelo Exército Brasileiro, após os 13 anos no Haiti com a MINUSTAH, sofreu significativos contratempos.


Entre as dificuldades encontradas DefesaNet pode identificar as seguintes:

1 -  A demora de indicar, ou a incerteza, de que o Force Commander da MINUSCA, será um general brasileiro. Embora o Ministro da Defesa Raul Jungmann, de forma diplomática, desconsidere o problema;

2 – Houve confusão quando foi indicado, em 10NOV2017, o General Português Hermínio Teodoro Maio, para a “Europe Union   Military training mission in the Central African Republic” (EUTM RCA), pois muitos consideraram que seria a MINUSCA. Portugal também tem cerca de 190 participantes na MINUSCA;

3 – A questão logística apresenta problemas complexos, tanto para a FAB, como para a MB;

4 – Viaturas tanto para o Exército Brasileiro como para o Corpo de Fuzileiros Navais. Necessidade de adquiriri viaturas 4x4 blindadas, dentro do Programa Viatura Blindada Multitarefa, Leve de Rodas (VBMT-LR), 4x4. As negociações do Exército com a IVECO Defence empacaram. Tanto devido ao preço, como às condições de aquisição de um lote emergencial de viaturas usadas do Exército Italiano. O EB necessitaria de 50 VBMT-LR (VBMT-LR - Exército Escolhe a LMV como viatura 4x4 Link)

 

5 - O Corpo de Fuzileiros está adotando a opção do Hummer, da americana AM General. Seriam cerca de 30 viaturas;

6 – Orçamento – A pressão sobre o orçamento com os gastos da MINUSCA certamente afetariam  o andamento de vários projetos das Forças, e,

7 - A Força Aérea Brasileira solicita uma maior participação nas operações, não somente na questão logística.

Também tem pesado uma forte oposição da Reserva Ativa do Exército, posicionando-se contra o envio de tropas à República Centro-Africana. As baixas na MINUSCA, somam 13 soldados, até o dia 27NOV2017. (Ver MINUSCA - Capacete-azul morre em ataque contra comboio da ONU na República Centro-Africana Link)


O chefe do Departamento de Operações de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), Jean-Pierre Lacroix, está no Brasil, em contato com autoridades, como o Ministério da Defesa, Legislativa e Diplomáticas e na quarta-feira, é o palestrante de honra no evento do Corpo de Fuzileiros Navais “MINUSTAH - 13 ANOS BRASIL Lições aprendidas e novas perspectivas”.

O representante da ONU, Jean-Pierre Lacroix, tem feito inúmeros elogios aos soldados brasileiros, porém não indica que o Force Commander será brasileiro (Soldados brasileiros têm “conduta exemplar”, diz chefe de Missões de Paz da ONU Link)






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