Por 2º Ten Coutinho (CCOMSEx)
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(FYI) Resende/RJ – A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) realizou, entre os dias 1º e 3 de outubro, a Operação Azul Turquesa, atividade voltada à demonstração das capacidades da Engenharia e da Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) do Exército Brasileiro.
A iniciativa apresentou aos cadetes equipamentos, tecnologias e possibilidades de emprego dessas especialidades, contribuindo para a formação militar e para o desenvolvimento dos integrantes do Curso Básico.
Conduzida pelo Departamento de Engenharia e Construção (DEC), com o apoio do Curso de Engenharia da AMAN, a operação permitiu aos futuros oficiais conhecer, de forma prática, diferentes meios e recursos empregados pela Engenharia do Exército Brasileiro em operações militares.
As demonstrações também evidenciaram a importância da integração entre as diferentes especialidades e armas para o cumprimento das missões da Força Terrestre.
O Chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC), General de Exército Marcelo Arantes Guedon, destacou a relevância da iniciativa para a formação dos cadetes e para a compreensão das capacidades da Engenharia.
“É uma grande oportunidade de demonstração dos diversos meios que a Engenharia possui, tanto em trabalhos de mobilidade e contramobilidade quanto de proteção ou apoio geral. É uma demonstração que esclarece muito aos cadetes aquilo que eles podem esperar caso escolham a Arma de Engenharia.
Para aqueles que não irão optar por essa Arma, é um conhecimento indispensável, que vai auxiliá-los muito a compreender a missão da Engenharia, os materiais que ela emprega e a sua doutrina. Afinal, todas as atividades são realizadas de modo coordenado; não existe trabalho individualizado, ainda mais no nosso Exército”, afirmou.
Na área de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), foram apresentados aos cadetes os equipamentos e o papel relevante da atividade na proteção da Força e da população diante de ameaças e incidentes que envolvam agentes químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares.
Sua atuação compreende capacidades voltadas à detecção, identificação e monitoramento de agentes, bem como à avaliação de riscos, à descontaminação de pessoal, equipamentos e áreas afetadas e ao apoio especializado em situações que possam comprometer a segurança e a saúde das comunidades.



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As missões da Engenharia do Exército Brasileiro e o apoio à população em ações de defesa humanitária
Além de sua atuação no preparo e emprego da Força Terrestre em operações militares, a Engenharia do Exército Brasileiro exerce relevante função no desenvolvimento nacional e no apoio à sociedade, evidenciando o caráter dual de suas capacidades. Nesse âmbito, destaca-se sua participação na construção e recuperação de estradas e de outras obras de infraestrutura, contribuindo para a integração territorial, para a mobilidade e para o atendimento de demandas de interesse público.
Essa capacidade assume particular importância em situações de emergência e calamidade pública, quando os meios de Engenharia podem ser empregados em ações de defesa humanitária e em cooperação com outros órgãos públicos. Em ocorrências como enchentes, deslizamentos e rompimentos de estruturas, sua atuação pode abranger a abertura e recuperação de vias, a construção de passagens, a remoção de obstáculos e a execução de intervenções necessárias à recuperação da infraestrutura afetada, contribuindo para o restabelecimento do acesso às áreas atingidas e das condições essenciais à população.
A Operação Azul Turquesa, portanto, foi além da apresentação de equipamentos e técnicas. A iniciativa proporcionou aos cadetes uma visão abrangente sobre a importância da Engenharia para o cumprimento das missões constitucionais do Exército Brasileiro, ressaltando a necessidade de integração, coordenação e preparo permanente para atuar onde e quando for necessário em ações de apoio à sociedade brasileira.



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