Tropas do regime sírio bombardeiam reduto opositor de Homs

As tropas do regime sírio bombardearam nesta sexta-feira a cidade de Homs, reduto opositor situado no centro do país, apesar do cessar-fogo em vigor, informou à agência EFE a rede de ativistas opositora Sham. Os bombardeios estão caindo sobre a cidade de maneira mais intensa que nos últimos dias, disse seu coordenador, Jaafar al-Jeir.

O também opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos explicou, por sua vez, que foram ouvidos fortes tiroteios e explosões no bairro de Hamidiya, mas não precisou se houve vítimas. Além disso, as forças sírias dispararam e produziram campanhas de detenções na localidade de Anjel, na província meridional de Deraa, enquanto foram registradas explosões na cidade de Duma, nos arredores de Damasco, acrescentou o Observatório em comunicado.

Essa nova jornada de violência acontece um dia depois de os rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS) terem pedido a formação de uma aliança militar dos países aliados para intervir de forma pontual na Síria, diante da recusa do regime sírio em cumprir a cessação das hostilidades.

Reunidos em Paris, os países "Amigos da Síria" realizaram ontem uma reunião ministerial para analisar o cumprimento da trégua por todas as partes e decidir as próximas medidas de pressão. Enquanto isso, continua na Síria a missão de observadores da ONU, encarregada de verificar o cumprimento do plano de paz do mediador internacional Kofi Annan, que inclui o fim da violência, o recuo militar das cidades e o início de um diálogo político, entre outros pontos.

A ONU e Damasco assinaram ontem o acordo que fornecerá as bases para o desdobramento de até 300 boinas azuis que supervisionarão o cessar-fogo no país, em vigor desde a última semana. Desde então, a violência sofreu uma redução, mas não desapareceu de forma completa, em um clima de contínuas acusações entre ambas as partes.

Desde que começaram os protestos contra o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, em março de 2011, mais de 9 mil pessoas morreram, segundo dados da ONU. Já grupos opositores apontam que o número de mortes passa de 11 mil.

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