COBERTURA ESPECIAL - Expansão Chinesa - Geopolítica

29 de Julho, 2021 - 11:11 ( Brasília )

EUA estão preocupados com aumento de armas nucleares da China


O Pentágono e parlamentares republicanos expressaram novas preocupações nesta terça-feira sobre o aumento de armas nucleares da China, após um novo relatório dizer que Pequim estava construindo mais 110 silos de mísseis.

Um relatório da Federação Americana de Cientistas (AFS) disse na segunda-feira que imagens de satélite mostram que a China estava construindo um novo campo de silos perto de Hami, na parte oriental da região de Xinjiang.

O relatório chegou semanas depois de outro sobre a construção de cerca de 120 silos de mísseis em Yumen, uma área deserta cerca de 380 quilômetros ao sudeste.

"Esta é a segunda vez em dois meses que o público descobriu que o que temos dito desde o início sobre a crescente ameaça pela qual o mundo passa e o véu de sigilo que a cerca", afirmou o Comando Estratégico dos EUA em um tuíte relacionado a um artigo do New York Times sobre o relatório da Federação Americana de Cientistas.

O parlamentar republicano Mike Turner, membro do Sub-comitê de Serviços Armados sobre Forças Estratégicas da Câmara, disse que a intensificação nuclear da China era "sem precedentes" e deixava claro que "estava empregando armas nucleares para ameaçar os Estados Unidos e nossos aliados".

Ele afirmou que a recusa da China em negociar controle de armas "deveria ser uma causa de preocupação e condenada por todas as nações responsáveis".

Arriscando irritar China, Blinken encontra representante de Dalai Lama na Índia



O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, se reuniu com um representante do líder espiritual do Tibete, o Dalai Lama, em Nova Délhi, na quarta-feira, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado, o que pode provocar a irritação da China. Blinken se reuniu brevemente com Ngodup Dongchung, que opera como representante da Administração Central Tibetana (CTA, sigla em inglês), também conhecida como o governo do Tibete em exílio, disse o porta-voz.

Tropas chinesas tomaram o Tibete em 1950 no que Pequim chamou de "liberação pacífica". Em 1959, o Dalai Lama fugiu em exílio para a Índia após uma tentativa sem sucesso de insurreição contra o domínio chinês.

A Administração e grupos ativistas pró-Tibete receberam um impulso de apoio internacional nos últimos meses, entre críticas cada vez maiores ao histórico de direitos humanos da China, especialmente dos Estados Unidos.

A reunião de Blinken com Dongchung é o contato mais importante com a liderança do Tibete desde que o Dalai Lama se encontrou com o então presidente Barack Obama em Washington em 2016.

O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu ao pedido por comentários. Pequim diz que o Tibete é parte da China e classifica o Dalai Lama como um separatista perigoso.


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