COBERTURA ESPECIAL - Brasil - EUA - Aviação

14 de Janeiro, 2022 - 08:30 ( Brasília )

FAB e USAF realizam reuniões no Brasil


Taciana Moury

Uma delegação da Força Aérea dos EUA (USAF, em inglês) veio ao Brasil de 8 a 10 de novembro de 2021, para realizar a reunião bilateral anual com a Força Aérea Brasileira (FAB). Os militares norte-americanos foram recebidos por representantes do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) no Comando da Aeronáutica, em Brasília, Distrito Federal, para discutir atividades bilaterais de interesse da defesa e intercâmbios que serão realizados nos dois anos seguintes.

O chefe da Segunda Subchefia do EMAER, Brigadeiro do Ar Paulo Roberto de Carvalho Júnior, da FAB, explicou à Diálogo sobre a importância do encontro para a manutenção operacional de ambas as forças aéreas, bem como a preservação do excelente relacionamento e laços que unem a USAF e a FAB desde a Segunda Guerra Mundial. “A USAF é a força com a qual a FAB possui o maior número de atividades no âmbito da cooperação internacional, seja com a participação em intercâmbios, em cursos ou em exercícios operacionais”, revelou. “Os Estados Unidos são o único país com o qual a FAB realiza reuniões bilaterais todos os anos, diferente das demais forças aéreas, onde tais eventos são bianuais ou até mesmo com intervalos maiores entre os encontros”, acrescentou.

Temas tratados

Membros da FAB e da USAF realizaram durante a visita duas reuniões distintas; a primeira é chamada Conversações de Engajamentos de Operadores. “Discutimos temas como a atualização das operações realizadas por ambos os países no mundo e nos seus entornos regionais: Projeto F-39 Gripen; Programa de Parceria Estadual com a Guarda Aérea Nacional de Nova York e Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP)”, revelou o Brig Paulo. “O treinamento de pilotos de asas rotativas da USAF e a utilização de equipamentos de data link pela USAF e demais Forças Armadas dos EUA também foram pautas do encontro”, acrescentou.

Já na segunda reunião, denominada de Conversações de Engajamentos Futuros, foram discutidas as atividades bilaterais para os próximos anos, 2022 e 2023. Entre os temas estavam: a participação da FAB como observadores no Exercício Mobility Guardian 2022; o intercâmbio virtual de operações com ARP; a participação dos EUA no Exercício Tápio 2022, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul; e o intercâmbio de pilotos instrutores nas aeronaves A-29.

Parceria antiga

A parceria da FAB com a USAF é antiga. São exemplos o Programa de Intercâmbio de Pessoal Militar (MPEP, em inglês) e o Acordo de Intercâmbio de Cadetes das Academias Militares. “O intercâmbio de dois instrutores de aeronaves A-29 da FAB por três anos, na Base Aérea de Moody, na Geórgia, dentro do Programa MPEP, foi muito positivo”, exemplificou o Brig Paulo.

“Os militares puderam vivenciar o dia-a-dia de um esquadrão americano, assumindo, inclusive, a posição de comandantes de esquadrilha e outras tarefas relevantes na unidade aérea”, disse o Brig Paulo. Segundo o oficial, essa experiência contribuiu para implantar novos procedimentos operacionais utilizados nas ações de defesa e de combate aéreo modernos nos esquadrões da FAB, que foram absorvidos em função dos conhecimentos adquiridos na preparação de pilotos da USAF e de outras nações, que seriam enviados para missões reais no Afeganistão.

O Brig Paulo destacou ainda o acordo para a formação de cadetes. “A FAB envia seis militares da Academia da Força Aérea (AFA) para um intercâmbio de seis meses na Academia da USAF, e os americanos, por sua vez, também enviam o mesmo número de cadetes da USAF para a AFA”, revelou. “Isso permite um incremento nas relações bilaterais entre as duas forças aéreas com trocas de experiências que não seriam possíveis em processos de formação isolados”, acrescentou.

O subchefe adjunto do Gabinete de Operações da USAF, Brigadeiro Charles S. Corcoran, destacou à FAB a oportunidade de ter participado das reuniões. “É a primeira vez que venho ao Brasil, assim como os membros da minha equipe. É muito importante estar aqui, na sede de vocês, para conhecer e aprender uns com os outros”, finalizou.



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